Vaga vaga-lume da noite
Vaga-me
a vagar ausência dela
Feito
folha seca na folhagem
Que
se desprende no tempo
Levada
pelo tempo...
Vaga
no meu coração vaga tua
Que
antes eram portas e janelas
Agora,
vaga no pernoite da noite
E
estrumes, ninguém sabe o que é,
onde
andas
Pois
sonâmbulo em meio à tempestade de silêncio
Escutando apenas o sentido do coração
Que
na forma de vulcão, arrasta-me à solidão
Sinto-me
mesmo um vaga-lume perdido em noites passadas
Que
percorreu caminhos, estradas e sumiu
Ou
ganhou escuridão mais tensa
Ou,
quem sabe, jaz em crepúsculo
Por
isso vago, vago em pensamentos absortos
Feito
fio solto na malha
Feito
frio sem cobertor
E
calor sem abraços
Por
isso, vago
Nenhum comentário:
Postar um comentário