29/06/2022

PARA REFLEXÃO: Falas e falácias são duas expressões completamente diferentes, mas uma pode conter a outra. (Nilson Ericeira)

Psicográfico

Ganhei asas

Asas do tempo

Com tanta rapidez

Estúpido, nem me dei conta de mim

Nem do começo e nem do fim

E um tempo se foi ...

Um outro, prometido ...

À procura de mim num eu distante

E adentrei em camadas imaginárias de meu céu

Sumir no tempo

Agonizei, vivi, morri...  

Mas não me tornei coisa

Ainda bem que meu coração resistiu

Em tempestade me segurei em mim

Mas desabei em alturas

É que às vezes deixei as minhas mãos sem o atrito

Àquela liga do pulsar do coração

E convencido sai me achando um herói

Quando me imaginei chegando

Novamente catei letras, juntei-as numa panaceia

Umas se multiplicaram feito sementes pródigas

Outras, à esterilidade

Deixando pedras

Entraves ... descaminhos

Eu sei que feridas se abriram

Ao relento e sem cobertor

Um tanto absorto

Sigo na ação das asas ao céu

Agora, mais calejado e sofrido,

Sem aferir culpas aos réus

E nem por isso ou cousa alguma,

deverei condená-los

Não sou capaz, não somos,

pois nossas sentenças são injustas

E deveriam ser todas absolutórias

E aspirante que sou a um tempo obreiro

Sem temer me esvair ou me reconstruir

E em tempo algum me esvaziar do que sou

Ou mesmo lamentar

Pois sei que não sou o limite

E os nós de nós serão tecidos

 Nilson Ericeira

E assim teceu a flor

De fio em fio o meu amor

O nosso amor...

Todos os dias entre malhas

Pontos, nós e outro enlace

E nos nossos braços outros abraços

A flor teceu o amor em mim

Todos os dias na natureza ou nos jardins

Essência dela exala em mim

E assim a flor teceu

O amor amadureceu

Sementes debutaram

E os frutos daquele amor

Nas manhãs de todos os dias

Recebíamos a vida com alegria

Essências em nós se renovaram

E em cada nova malha,

Mais e mais amor dentro de nós

Pois foi assim que resplandeceu!

De ponto em ponto...

As malhas do amor se compuseram

Foi assim que a flor nasceu

 Nilson Ericeira

O cio de um lobo

O lobo está cioso

Pretenso a asneiras e tolices

Palavrões e chavões

Pornofonias...

Escritas em dialeto próprio

Inação de letras

Prostíbulos vulgares

Desnudado que é de cultura

Aliás, desta, desdenha

Vive a rir de si

Rir da morte,

Aliás, diverte-se

Imita, desdenha de quem sem sorte

Asfixia

Ao desconsiderar os povos

O cio de um lobo voraz

Que devora o povo e usa até Deus

Principalmente...

Perverso a caça e caçadores

Em alcatéia, destaca-se

Se autodestrói

A favor da morte, procria filhos

E os nomeia em numerais

Desce mais...

Com sorte ressoam suas asneiras

Compartilha horrores

E nós, à deriva

Mesmo que como bicho viva e seja

Nega-se

Assim sobrevive no cio

Cioso e o-misso, um lobo

Um lobo ocioso

Pasmem, mas ele tem plateia

Oh lixo!

Mas cuidado que o lobo uiva

E até imita gente

Demente...

 Nilson Ericeira

Justificativas não justificáveis!

Justificativas não justificáveis para quem onera ou tira oportunidades das pessoas. Gera a mesma desigualdade que alguns dizem combater.

Há os párias, mas não são por opção.

Pôster de família

 


Arari eterno

A Festa da Amizade e a Noite do Charme Arariense , a primeira realizada pela Associação Mirim, e a outra pela Tuma do Saco, na minha opinião, foram as festas de salão que mais atraíam pessoas de Arari e de outras regiões de nosso estado.

Mas Arari sempre teve grandes eventos que levam milhares de pessoas ao nosso Munícipio.
Eu vivi isto, portanto, posso falar com propriedade.