15/01/2019

Ara ali!


E se a minha saudade apertar,
Bem-te-vis, andorinhas, pardais...
Juritis, pequapás, mandis, mandubés, curimatás...
E se quiser
Tem almoço de capadinhos e jandiás
Ara ali,
Ara ali,
Arari no meu coração!
E se quiser de mim se lembrar,
Ara ali...
Arari nossa terra que Deus fez para amar
E se quiser me escutar,
Ah esse amor!
Eu sou desse lugar
E ara mais ali pra nós ver nossa gente indo e vindo
Indo pra muito longe, mas quando vem a saudade
Pesa logo para Arari voltar
Arari é o nosso hino
Então ara ali,
E me deixe escutar para sempre
Rimas de amor por esse lugar
Então, eu continuo arando e nutrindo
É que tenho por ti esse amor tão lindo
Que nem sei mesmo explicar

 Nilson Ericeira



E na oficina...


Eu já subir ao céu
Já contei estrelas
Vi quais acendiam e apagavam
Quais sumiam...
Quais ficaram...
Contemplei a lua sem que ela viesse
Me vi no espelho dela
E nas que ficaram em mim
Já me encontrei na sombra para descansar
Já me ancorei nas cercas
Já voei feito passarinho
Já construir e desfiz ninhos
Já superei tempestades impossíveis
Já virei à direção do vento
Já parei no tempo
É, eu fiz escadas para o céu
Imaginei-me com os anjos
Já desejei ser outro
Mas não me fiz,
não me faço, não me acho
Por vezes me encontro
E na solidão dos meus dias,
você não me deixa só
Meus pensamentos são redes e teias...
E a encontram todos os dias sem hora e tempo
Já fui criança, adulto e ‘velho’
Um 'velho' em desuso
É que já me dividir tantas vezes que tive trabalho para me juntar
Esparramei-me
Já me desintegrei
E me entreguei
Em tudo do todo em mim vale a pena
Valeu a espera e a angústia da solidão
Valeram as minhas taquicardias e a paz do meu coração
E não desconfie de nada
Pois ainda me procuro no tempo
E me desencontro em desencantos e incompreensões
Nesta vida eu já fiz de quase tudo
Já chorei tantas vezes e tentei dissimular
Já gritei, venci, ganhei
E perdi
É, eu perdi, quando você partiu!
Me partiu, me delinquiu, me feriu...
Já me fiz e me desfiz...


Nilson Ericeira

PENSAMENTO DO DIA: Cá com meus botões, já vi e ouvi ignorância e desproporcionalidade e até discrepâncias em atos e falas. Agora, exterminar, ceifar, matar a Cultura e Ideologia, por intenções, atos, e falas, essa é demais para a minha peculiar ignorância. (Nilson Ericeira)

14/01/2019

Que Deus o abençoe sempre e que possa seguir no caminho do bem




Nossas diferenças não nos afastam


Percebo certas vezes que alguns de nós ficamos discutindo coisas de que não conhecemos ou mesmo de que não temos a mínima opinião formada. Acabamos emitindo opiniões vazias, se não forem esdrúxulas.
Quando alguma discussão serve apenas para nos magoar ou mesmo nos afastar, a melhor forma que fazemos é não provocá-las.
O Brasil é um país plural em vários sentidos e singular ao mesmo tempo, pois se constitui numa Nação politicamente organizada. Há preceitos que são garantias e, portanto, expressão da legislação, que numa democracia significa a vontade do povo.
É que temos a mania de desrespeitarmos o que pensam as outras pessoas, independente de concordarmos ou não, aliás, discordar é também insumo democrático. Quando coincidem todas as opiniões é bom que comecemos a desconfiar.
Não há democracia sem diferenças e não há governante de alguns, nem tampouco da maioria ou minoria, mas de todos. Concordar ou não com os métodos políticos e de gestão é outra questão.

Amor cativo


Presente em meu corpo e entranhas
Alucinante desejo e eterno querer
Mas se um dia você chegar e não me ver
Estarei na brisa do vento, no tempo, ou nas nuvens vagantes
Quem sabe bem perto do céu
Em nuvens feito espumas
E no meu ser, abstratos pensamentos de amor
Amor sem precedentes que não tem hora
Que a todo instante invade meus sentidos e me faz poesias
Porém se você não está
A vejo perto do infinito e na instância do meu coração
Apresso-me para possuir
Dou-me para você com toda intensidade do tempo
De corpo e alma inteiros
Com overdose desse amor constante em mim
E a vejo no brilho das estrelas no firmamento
Na luz do vaga-lume que ganha altura e luz
E foca você no sopro do vento frio em meu corpo esquecido
Aquecendo um amor eterno e ausente
Mas certamente me encontraria na nuvem passageira
No algodão do tempo, ou na paisagem do céu
É amor cativo que não se solta e que se tem no espírito
Mesmo que em ilações e sonhos
Não se deixa ir e nem está aqui
Sentido em que numa relação simbiótica
Farei juras de me querer cativo assim
A um amor enlouquecido
Que de asas me faz passarinhos
De tempo em tempo voltar a ser
E novamente encher-me desse amor cativo

Nilson Ericeira

Um presente de Deus!

Hoje é aniversário de meu filho João Victor (JV) , um príncipe que Deus me presenteou e me fez sentir ainda mais alegria no meu coração.
Que você sempre tenha em sua mãe Concita o seu principal referencial de amor e que Deus o abençoe sempre.
Fique certo que serei sempre repetitivo, chato e vigilante e relação a você, pois quem ama cuida e não descuida.
O meu abraço e certeza de amar você terá todos os dias de sua vida.
Sim, você é um ser humano inteligente, especial e nosso companheiro. Talvez por isso mesmo que não sentimos a solidão que nos estende a sua rede.
Você me falou que 2019 será um ano diferente! E será, pois as nossas alegrias mais íntimas e especiais têm a ver com a nossas atitudes.
Do papai Nilson Ericeira e da mamãe concita.
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