12/04/2020

Quantos de nós!


Quantos de nós estaremos vivos amanhã? Quantos sobreviveremos às crises, ou melhor, quebra da normalidade? O que mudará a partir desse novo momento? Estes e outros questionamentos poderemos nos fazer todos os dias.
Tenho pensado que haveremos de atravessar esse oceano em maresias revoltas e talvez aprendamos boas lições de humanidade e solidariedade. Com o advento do Covid-19 no Mundo, é possível que aprendamos a sentir e chorar a dor dos outros. Aprenderemos a sentir uma saudade coletiva, pois muitos de nós fomos forçosamente apartados por algum tempo e em outros casos para sempre. Restando-nos transportarmos a cenários vividos com nossos entes, amigos, colegas de profissão e pessoas das nossas relações de maneira geral.
O Mundo é uma Aldeia Global. Tudo que acontece a alguns pode afetar a todos. Neste caso em que vivemos o maior flagelo dos últimos tempos, não obstante há várias discussões que se forjam e forjaram em torno da catástrofe, algumas por pura ignorância de nossos representantes, que deixam bem claro a falta de respeito com a nossa dor. Há um perfeito cenário, se é que existe algo perfeito quando está em jogo a vida humana, para alguns se esquecerem um pouco da tal ‘ideologia politica’, a religiosidade fanática, o ‘alheismo’ radical e ignorante, pois desprovido de embasamento mínimo para formular uma tese, e, ao invés disso, buscar soluções que amenize a dor e salve vidas. Pois todos estamos assistindo a um espetáculo! Enquanto seguem as empilhadeiras para a frieza das manifestações fúnebres sem espectadores.
O Mundo chora e as pessoas que já eram bem antes apartadas por classe, cor, raça, condição social, vida etária, deficientes ou não, agora tem certeza que somos diferentes e, portanto, uns merecem mais que os outros!
Aqui uma das lições: escancara-se , o direito à saúde, o direito de viver, o direito de envelhecer, o direito de ser livre... E, de forma subliminar, o direito de ir e vir, desde que não prejudiquem os outros!
Perplexos diante da crise e da velocidade e ferocidade do vírus, os governos de todo o Mundo se reconhecem incompetentes, coisas que muitos de nós já sabíamos. Precisamos, pois não fazer da vida apenas um espetáculo circense, sem nenhum demérito a arte, cuja ludicidade nos leva a tantas reflexões, mas quem sabe, se der tempo para alguns de nós, reavaliarmos nossos valores e escolhermos com mais rigor e seriedade nossos representantes.

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