01/02/2020

Um vazio...


Esvazio-me de asneiras e tolices
Escoa de mim o que não me alimenta
Evaporam os gases que me querem poluir
Escapa sobre os meus olhos injustiças crescentes
Pois não devo me poluir com essa tal ‘modernidade’
E nem me contaminar com o que escapa da insubordinação
Resquícios de desamor!
E se o nosso Pai não faz acepção,
Por que eu faria?
O que mais me esvazia é essa tal intolerância
Essa tal moda de desrespeitar com se altivez fosse!
De não me permitir escutar a voz do outro
Não dá ouvido a quem discorda de mim
Fechar os olhos para injustiça só por que tenho minhas preferências
Disto me encho e me esvazio
Mas prefiro omitir o corroborar com tais desatinos
E se tentarem me persuadir, implodirei!
Pois sei que somos falhos e não temos fórmulas prontas
Pois se fôssemos, a vida sem dinâmica
A natureza sem vida, os homens sem sonhos
Não, não me esvaziem dessa tal insubordinação
Pois prefiro sucumbir na minha própria insensatez
A ser mais um nessa corrente de hipócritas
Por enquanto uso das letras para não me encher disso tudo
Mas se não entendem esta linguagem, deixem-me seguir

Nilson Ericeira



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