24/02/2020

A saga de um poeta


Pegar o Sol com as mãos.
Pegar na luz, ser oásis e deserto.
Ser do ser e o coração.
Ser a guerra, ser de piedade, ser de Paz.
Ser do mundo, ser justo na falação.
Roubar o beijo.
Matar a sede de saudades.
Escolher inteiro e o todo.
Cortejar a luz, amar amante sua.
Criar musas da imaginação.
Tocar nos seios, abrigar no corpo, e nu coração.
Contemplar mulheres de sua paixão.
Vislumbrar possíveis, impossíveis, imaginários sonhos.
Ser o concreto e o enigma.
A tardezinha e o amanhecer, Sol em pino e ao escurecer.
Ser a asa, ser o voo.
Ser chegada e partida, do coração.
Ser o silêncio e unção.
Ser demônio, uns anjos e salvação.
A irreverência e toda oração.
O hino, o grito, arrebatação.
Pegar o céu com as mãos.
Encostar-se no dedo de Deus.
Amar o homem são.


Nilson Ericeira

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