03/06/2020

Ponto de vista VI


A quem interessa a nossa desunião?

Quando as manifestações deixam de ser reivindicatórias e cedem à violência, perdem a razão e o objetivo.
É preciso saber usar da democracia para lutar por objetivos comuns à maioria da população, porém não combinam democracia e violência. Sentido em que há um temor de que o patrimônio público seja depredado e as pessoas sejam violentadas fisicamente e na sua liberdade opção de qualquer modo.
Mas é preciso saber o que se quer e entre o que se quer ter uma pauta bem definida e de objetivos plurais para a sociedade. Contexto em que as nossas diferenças não devem servir para nos dispersar, mas, e principalmente, para nos unir em objetivos democráticos. Quem sabe faz hora...
Do mesmo lado em que vejo com tristeza, profundo desrespeito às leis em atos isolados, que não correspondem com a maioria da população.
O Brasil passa por uma das maiorias crises de sua história. Muito decorrente da falta de credibilidade de nossos ‘políticos’ e do vácuo e feridas que a corrupção deixou. Somando-se ainda ao momento em que a vida das pessoas está exposta pelo Corona vírus.
Trata-se de um contexto em que a bandeira de uma suposta moralidade, há muito sabida contra a ordem, pois desprovida de consonância com a Constituição, prosperaram nas últimas eleições nos levando a crer que a inversão de valores é o que deve vogar.
O maior pecado de um gestor em confundir a bem público como se fora um bem a mais de sua propriedade. Pois a administração é regida por princípios em entre os tais da supremacia do interesse público e o da indisponibilidade do interesse público, derivantes que são de outros princípios que deveriam ser inarredáveis da intenção do gestor. Eu penso, logo existo.
Acesse o Blog do Jornalista Nilson Ericeira – Usina de Ideias.

PENSAMNETO DO DIA: Às vezes pensamos que estamos sós, mas precisamos refletir sobre até que ponto contribuímos para a nossa própria solidão, assim como devemos valorizar as nossas relações. Pois o buscamos pode estar do nosso lado. (Nilson Ericeira)

02/06/2020

O meu verso incompleto


Embora as palavras me transbordem,
deixarei meus versos incompletos
Decerto não acabarão meus versos na última estrofe
Outros seguirão denunciando injustiças
Cobrando ações, reações e sublevações...
Em cada verso desse molde,
moldes em mim
Enquanto houver injustiças,
versos meus não cessarão
Pois verso o mundo no meu verso
Versos de amor e vida
Refúgio e compensação à minha solidão
Sentido que se pretende dá um mundo imperfeito
O mundo de mistério que crio e dou vida
Vivo a transformar letras em apelos
Voz em anunciação
Eu vivo de preencher vazios meus
Mas sei que meus versos serão sempre incompletos
Anda assim, valho-me do que me abastece
Antes eu não sentisse,
pois dores não teria
Por enquanto, vou tecendo estes fios de que me completo
E de versos em verso, buscando-me no espelho das letras de que enxergo


Nilson Ericeira

Vida de infância e meus ‘bruguelos’!


Era mais uma madrugada de chuvas e ventanias.
Em que o frio parecia quebrar meus finos ossos.
Uma ventania me apavorava quando o Rio soprava.
Ao longe, ouviam-se pescadores a esgotar incessantes águas.
Mete água, puxa remo!
Num canto da casa os bruguelos já há muito ressonavam.
Meus olhos arregalados pareciam anormais!
Mas era o medo de perder de vista a minhas âncoras.
Aquele homem franzino e fraco não me deixara nada acontecer.
Àquela mulher valente que fingia dor não sentir.
Mas a parede de barro parecia cair sobre nós.
No fundo, um oitão de palhas velhas parecia o próprio terror.
Eu via visagens!
Vultos correndo, cabeças se deslocando!
A sombra na parede, uma cabeça de monstros.
Outros monstrinhos apareciam quando a luz se ia.
Mas meus pais não dormiam enquanto não nos cobrissem de amor num manto que nos é vida até hoje.
A barriga roncava do que sobrara da sobrevivência, carências.
Minha mãe, pobrezinha, nem cansava da falta de quase tudo.
Com àquela lata de açúcar nenhum milagre mais se poderia fazer!
Pois bastava o amor que sentia e sente.
Pois sempre lhe sobrara o amor que em si, agiganta.
Paciente parecia ter nascido com a sina de ser mãe.
Ele ao perceber que eu ainda não dormira, colocava-me sobre seu peito que eu sentia e ainda sinto seu o seu cheiro.
Bastava-me a identidade paterna para me sentir seguro e forte e voltar a dormir.
Igual um animal guarda sua cria e lhe cobre do único pingo que ainda restara.
E aos poucos a natureza dá anúncio de que será um novo dia!
E o frio cessa no amor desses dois.

Nilson Ericeira





Eu vi isto em algum lugar: “uma comunidade fraterna, pluralista e sem preconceitos.”

Ponto de vista V


Quando precisamos repensar nossos valores!
Quando a pandemia passar e quando a situação institucional do Brasil se estabilizar, haveremos de respirar novos ares.
Um e outro problema trazem no bojo de seus sentidos várias consequências. Muitas lições que não deverão ser assimiladas e outras as quais deveremos guardar como referência de condução e relacionamento.
Muito de nós sabemos, outros obscurecem, outros nem fazem questão de saber que na Política Partidária há um abecedário de todas as outras políticas sociais ou mesmo a negação delas.
Não basta que participemos do processo democrático, todo ele instituído na Carta Nacional, mas que façamos de forma consciente e que não nos deixemos a levar pelo falseamento das ideias.
Em relação à pandemia vigente e com vírus cruel, devemos aprender ainda mais a ser solidário e aprendermos também a exercer a nossa cidadania. Pois entre outras certezas, a de que dá para fazer muito mais em períodos ditos normais. E isto está muito claro. De uma hora para outra, descobrimos gestores com grande vocação para o fazer de suas obrigações...
Se alguém, alguns, instituições ou preferências arbitrárias ou organizadas, não servem para nos tornar melhores, elas não nos servem como referência e muito menos ainda para que se fomente um debate civilizado.  Penso, logo existo.


Painel Arari

Pessoas muito especiais!
O crédito das imagens são do saudoso poeta Paulo César Ericeira de Sousa.

PENSAMENTO DO DIA: Quando compreendemos que nossas dificuldades não podem ser usadas como instrumentos de desarmonia com os nossos semelhantes é porque já há um bom sinal de que compreendemos que necessitamos nos amarmos uns aos outros e que o amor é eterno. (Nilson Ericeira)

Eu sou o ser


Eu sou a semente que estourou
Sou sementinhas, eu sou as folhas,
o caule, o troco e a raiz
Eu sou o fruto que amadurece
Eu sou o chão em fertilização
Sou o amor que oxigena
Eu sou o tecido da vida
Eu sou a malha, a veste e a oração
Sou a Paz do teu coração
Eu sou o caminho que te conduz
Eu sou o teu ponto de luz
E sou a cor com todos os tons
Sou o branco e o preto
Eu sou a miscigenação
Eu sou a água, a sede, o mar e o oceano
Sou  o amor que deságua no teu coração
Eu sou as flores
Sou a essência e o perfume
Eu sou o gemido, a dor e o grito
Eu sou a libertação
Eu sou a fome, eu sou a fartura e a alimentação
Sou o passarinho que canta
Eu sou o teu voo para uma única direção
Sou os peixes em piracema
Eu sou o milagre da multiplicação
Sou um anum preto no fio
Eu sou a esperança de uma nova estação
Sou a vida que nasce e a vida que volta
Eu sou a saudade e a purificação
Sou o tempo que passou,
o que ficou e o que ainda vai surgir
Sou a promessa de vida
Eu sou a salvação!

Nilson Ericeira


01/06/2020

O Ser


Por Nilson Ericeira

A essência do ser está comigo
O amor está comigo
O ser está em mim
Eu sou o ser
A vida
A felicidade
O mundo
E sou a sua transcendência
As palavras livres e as que calam também
Eu sou o filho e o pai
A gênese
De todas as coisas
O riso e o vento que o leva
Eu sou de quem o fez
E para onde vais
Eu sou o destino
A parte
O Fragmento e o todo
Eu sou o feio e o belo
Eu sou o bem
A beleza e as essências
Os jasmins
De todos os gostos
Eu sou a Terra
A rocha
E tempo que o vento levou
Eu sou a brisa
O quente, o morno
E o frio
Eu sou o caminho numa única direção
Eu sou a vida de todos
Eu sou o ar que respiras
E o habitat
Eu sou sangue
Mas também sou a essência dele
Sou o pulsar da vida
E a minha também
Eu sou Jesus Cristo.

Um aparte, excelências! Ou a pátria de fascistas


Oh pátria sangrenta, 
se não bastassem os projéteis de maldade hedionda.
Agora repousa em berço esplêndido a traição política.
Aquela mesma canalha, agora fede no osso dos intrusos.
Uma súcia, bando de ‘bandalhos’...
Pois sem que ninguém lhe abrisse a porta, 
já estavam na sala de visitas.
Falta-lhes pudor e vergonha, mas se têm o poder,
isso pouco ou quase nada importa.
O que lhes satisfaz é fazer que é e o que não é.
Confundir e iludir são seus mais usuais verbos.
Sobremaneira tenho me ausentado desses debatedores.
Tenho medo que queiram roubar do meu queijo.
Em meio a uma oratória de impressionar ‘socráticos’, 
socam o Brasil em ribanceira abaixo.
Insensíveis que nem se incomodam em cumprimentar os seus em espetáculos.
Então, senhores, declaro aberta sessão!
Mas por uma questão de ordem, excelências!
Nobres esnobes...
Agora já te vejo com outros tecidos: não de chita e nem de brim,
mas de hipocrisia.
Eu que sempre detestei hipocrisia, posto-me a rir deles e de mim que lhes dei tronos.
Pobre Poderes, podres Poderes!
Já nem posso ligar minha TV, sinto-me afeto a tantos males.
E ainda têm a cara de pau em confirmar que sou responsável pelo que me acontece.
Pois se vendi meu voto eu já não lembro mais para quais deles.
Assisto a um festival de asneiras que nem sei se isso se passa em zoológicos.
Contrariando a lógica dos fatos, sou representado por quem nunca desejaria.
Já que estamos enlameados, não custa fazer de conta que autorizei.
Mas quem disse que me acostumo com essa cantilena. 
E se alguém me decepcionou mesmo,
fui eu mesmo que nem me enxerguei quando àquela centelha apareceu.
Poderia ter me agarrado na velha esperança de militante. 
Quem sabe assim não admitiria uma pátria de fascistas.
Retóricos hipócritas...
Mais um aparte meu caro legislador!
Aparte permitida, excelência!
E nem seria o principal alvo desses discursos de hipocrisias.
O que há?
Há uma verba-orgia.
O que mais se fala é na moralidade, 
mas de que forma se todos os pares se igualam.

Nilson Ericeira

Sua empresa com sucesso


Arari, para amenizar a saudade!


















As imagens são de arquivo, portanto, 
não refletem exatamente os dias de confinamento 
e disciplina em decorrência da pandemia












Ponto de vista IV


O Brasil respira por aparelho e estão em falta respiradores da democracia em meio às autoridades que incentivam à população  desrespeitarem a Constituição.
Como sabemos que nada está acima da Constituição e todas as leis devem ter regular obediência à Lei. E se todos devemos obediência à Carta Magna, é fundamental num país democrático que respeitemos os Poderes, e seus detentores devem se inspirar Nela. Ou seja, agir da mesma maneira. Pois nenhum líder deve gerar inspiração nos seus seguidores quando prega a violência e desrespeita a vida.
Percebe-se com muita clareza a afronta ao que é constituído, mas o que fazer se a Constituição não é posta para agradar individualmente às pessoas ou pequenos grupos. Se não há margem para interpretações estapafúrdias.
Percebe-se ainda um trocadilho de palavras para confundir a opinião pública. E não só ilações são intenções.
Fala-se até em Poder moderador, como se houvesse prescrição na Constituição para tamanha ilação!
O Brasil assistiu a cenas de confronto neste final de semana em algumas cidades do país, não obstante, o respeito a atos a favor da Ordem, porém, não há democracia, mesmo que se fale em nome dela, caso impere o vandalismo.

PENSAMENTO DO DIA: No Brasil não há Política Pública para a juventude e, na minha modéstia opinião, há letargia e conformação por parte da maioria. O produto final do descaso e da omissão: a violência. (Nilson Ericeira)

31/05/2020

Rádio Progresso FM já tem o seu novo diretor


Segundo fontes, o novo diretor da Rádio Progresso FM de Arari será o radialista João Batista Ericeira Silva das Mercês (João Ericeira). O comunicador exercerá a função que o saudoso César Abusales exercia.
A Rádio Progresso é comunitária e de longo alcance social. Cabe a João Ericeira conduzir os trabalhos da rádio.
Cabe ressaltar que o novo diretor da rádio já trabalhava na rádio e também exerce funções de Comunicação na Prefeitura Municipal.
Desejamos ao radialista sucesso e que desenvolva profícuo e exitoso trabalho frente a esse novo desafio.  


Nada será como antes!


Precisamos nos cuidar, pois cada um fazendo a sua parte poderemos evitar que o mal seja ainda pior.
Todos já sabemos, até por exaustão, que devemos evitar aglomerações, contatos sociais de maneira geral, mesmo sem perdermos o bem-querer de uns com os outros. Aliás, é nisto que devemos renovar nossos abraços, por vezes recolhidos e doloridos!
As medidas do governo do Maranhão são, a meu ver, politicamente corretas e responsáveis diante do problema da pandemia. E qualquer governante que coloque a vida em primeiro lugar merece meu crédito, independente a que sigla pertença ou a que religião frequente ou simpatize.
Penso que politizar o sofrimento dos outros com alucinações, chavões e histerias não ajudarão em nada, muito pelo contrário, desarmonizam.
Antes de qualquer juízo, informo que meu Blog não é patrocinado, e se fosse não incorreria em nenhum ilícito, desde que, postando verdades, como sempre faço.
Precisamos manter firmes nossos cuidados com a nossa vida e com a dos outros, seguindo orientação das autoridades. Queremos e devemos trabalhar, a vida deve ser a prioridade em sociedades de humanos.

O amor é o sentimento mais importante!

PENSAMENTO DO DIA: PENSAMENTO DO DIA: Julgar sem conhecer, aceitar-se indiferente por conclusões precipitadas, isolar-se e não abraçar o irmão são fatores que nos remetem à solidão e vazios interiores. O amor ao próximo nos alimenta e preenche nossos vazios. (Nilson Ericeira)

Dizeres da multiplicação


Aquele riso e aquele amor.
A dor.
O encontro, o abraço, a alegria.
Amor.
A fala, a explicação, o conhecimento.
Interação.
O amor no coração.
A admiração, dizeres, multiplicação.
Centelha, animação, ilusão.
Paixão.
Um filme, a fita, o olhar, a lágrima,
Desfaçatez.
O silêncio, a despedida, o fim.
A semente, a esperança, a proliferação.
As sementes, os canteiros,
Esse amor que é vida no coração.

Nilson Ericeira

30/05/2020

PARA ALGUMA REFLEXÃO SE COUBER: O nome do que é sagrado em nada se harmoniza com insultos, palavras de baixo calão, histerias, homofobias, preconceitos e disfunções psicológicas. (Nilson Ericeira)




Uma amizade muito forte: um amor inquebrantável!

Num passeio no Curral da Igreja - Arari - MA

O prisioneiro do amanhã


Cegará seus olhos quando a sua liberdade cessar
Quando seus lábios calarem
Em seu cárcere rodeado de homens inúteis
O prisioneiro do amanhã é fechado em si mesmo
Com dores enormes e solidão
Assim como já não terá asas
E com seus pensamentos absortos não voará
Não sentará, não avistará o céu, pois preso em si
De asas feridas, coração partido e preso
Sufocado pelo que não fez e por omissão
Procura ver a luz da caverna
Mas emoldura-se de sua prisão
Pois cercado e ceceado de si mesmo
Os dias passarão sem que se tocasse do amanhã
Sem que se formasse em ideologias, religiões e convenções
Tornou-se um pária em todos os sentidos
E amarga em dias de solidão
Sobram-lhe os seus versos pretensiosos
Pois pode até ser que um dia aprenda outra vez a voar...

Nilson Ericeira

PONTO DE VISTA III - O que há por trás da opinião!


Erramos quando avaliamos a postura do atual presidente da República ao bel prazer de nossas paixões. Erramos mais ainda quando entendemos que supostos erros do passado justificam os outros. Erramos muito mais quando condenamos sem provas materiais disponíveis, isto em todos os sentidos da vida humana.
Mas o que parece, todos nós em algum momento de nossas vaidades, arvoramo-nos de sentenciadores, verdadeiros prolatores de sentenças ou acórdãos! E até condenamos...
Entre o juízo de valor que fazemos das pessoas e seus atos e a condenação há um bom caminho legal a ser percorrido.
Tenho pensado que as nossas paixões perturbam a racionalidade o que no faz enxergar só o que o nosso sistema emocional determina, portanto, em agindo assim, não temos condições de fazermos uma análise que mais se aproxime da realidade. Para analisarmos um fato, antes até de determinados o objeto de nossa reflexão, temos que nos abster de paixões e, nesse sentido, temos a plena consciência de que não estamos defendendo apenas o que preenche o nosso ego. A realidade é que nem tudo é da forma que falamos ou desejamos.
Quando adotamos uma tese de acusar ou defender um ou outro – seja quem for – colocamo-nos de forma emocional e, dessa maneira, jamais faremos uma análise isenta e desprovida de vocação por um dos lados! Mas sei não é fácil.
Nossas preferências são normais e, por isso, devem ser respeitadas, porém deveremos sempre ter o cuidado de não nos afogarmos em paixões apressadas que nos colocam na vala comum de repetidores de discursos que só agradam a nós mesmos e, por vezes, ajudam a sustentar injustiças, alimentam o ego dos que o querem sempre inflado, não importando a forma.

29/05/2020

PARA ALGUMA REFLEXÃO: Quando a moralidade não passa de estética ou fuga é porque a pessoa que aparenta integridade não tem vestes morais e é impiedosa ao subtrair as vestes alheias. (Nilson Ericeira)

Pátria pária IV


No abismo de preferência inócuas
E surfa na onda do ódio
Indiferente a dores, hores, tremores, rumores...
Em metástase tuas feridas já sangram
Mais sepulturas a céu abeto se abrem
Em nome de um deus: à desordem, o caos!
Psiu, silêncio: o monstro está falando
A vociferar asneiras e tolices
Ameaça até o demo
Já que a ‘cracia’ desfalece
O mito-pornográfico e fônico
Então, viva o ‘palhaço’!
E emana do povo uma liberdade de estábulos
E eu não sou menos imbecil, pois assisto a tudo omisso
Porque me vejo numa pátria que sangra
Fede o fedor da boca podre
Enquanto o sanguinário lava as suas mãos com sangue inocente
Apressa-te oh minha Pátria
Não te deixes levar ao abismo
Ignores o ser de uma pátria pária
E te restabelece ao brio de uma Nação
Pois de teu povo, tão diferente,
uns ainda haverão de sobrar

Nilson Ericeira

Meus amores!

Porque me constituo em humanismo
Amor e vida
A quem devo os meus créditos em DNA
E sou a fórmula de quem só aprendeu amar
Em cujas virtudes me espelhos
Aliás, sou reflexo
Da voz que em mim reverbera
De quem sou asas
Asas para amar o próximo
Meu céu de muitos tons
E sentido da minha vida
De quem tenho a voz mais sublime
A voz do meu coração
De onde tiro inspiração pra viver e ser justo
Com que aprendi a ser justo
E que sempre me indicam os melhores caminhos
E se sou, estou ou serei, ei de amá-los para agora e sempre
As pessoas do meu amor
O meu verbo em todas a conjugações
Meu sentido de amar mais que perfeito
Acho que sem vocês não saberia viver
Não aprenderia os caminhos
Nem encontraria a luz
Nem ar eu teria
Nilson Ericeira

Três irmãs muito dignas!


Aliás, elas todas são cúmplices numa relação de amor cujos ensinamentos derivam da educação familiar.
Passei cinco anos sendo testemunha dessa união inquebrantável em que uma e outra se visitavam todos os dias.
Uma relação maravilhosa de todos os filhos de Casilda (Mãenzinha) e Pedro Ericeira (Paizinho).
O que é bom tem que ser expressado e se possível, repassado em forma de valores.
Blog do Jornalista Nilson Ericeira - Usina de Ideias.

Amor de pai!

Ponto de vista II


Já ouvi várias opiniões sobre o momento atual. Ouvi até que este é o pior momento para aprendermos boas lições. Aprender pela dor!
Exponho aqui o direito de comunicar e deixar as minhas impressões sobre o que penso e de algumas reflexões de conversas em aparentes monólogos. Não resta a menor dúvida que nenhum de nós gostaria de aprender com o Corona vírus e consequente Covid-19, mas nem que não desejemos, marcas ficarão para sempre.
Será que alguém é capaz de montar uma lousa para nos repassar ensinamentos sobre a nossa própria morte! Ou simplesmente no taxar de velhos, expondo-nos à fila dos que podem ser descartados!
O homem é mortal, portanto, morre! Nenhuma novidade, pois a certeza da morte é dos mortais, porém esta pode ser apressada ou negligenciada, dependendo das circunstâncias. Não nos preparamos nem em nível de consciência crítica, para exercermos a busca da cidadania, uma vez que esta não temos. O desafio é, caso escapemos com vida, que os nossos governantes aprendam também com a omissão dos anos que passaram antes da epidemia.
Estas lições são preparadas antes do tempo presente... Com a omissão também se aprende de como sair da inércia, mesmo em palavras de retórica, eloquentes, por assim entender.
Todos precisamos do aparato de saúde e vez ou outra nos deparamos com situações de extremo desespero. Políticas como as de educação, saúde e segurança, antes tentarem particularizarem, montar empresas, visarem essencialmente ao lucro, são essencialmente púbicas. Estas não podem e nem deveriam ser negadas, pois constam até na visão mais esdrúxula dos ‘defensores’ do Estado mínimo.
O certo que umas das lições que já aprendemos, é que pelo menos neste aspecto, estamos de acordo. É possível fazer um hospital em poucos dias; montar UTIs em fração de horas; adquiri equipamentos com mensagens ultrarrápidas e depois pousarmos para foto, sem lenço, sem máscara e sem documentos!
Olha, não podemos deixar cair a máscara!


PENSAMENTO DO DIA: Uma das bases das relações humanas é enxergarmos todas as pessoas de forma igual, respeitando suas diferenças e visões ideológicas, seja de natureza for. Pois ninguém é obrigado a seguir um pensamento único e ‘infalível’, mas quando discordarmos, que o façamos com embasamento e respeito. (Nilson Ericeira)

28/05/2020

PARA ALGUMA REFLEXÃO: Paixões exacerbadas nos fazem perder a audição, o olfato, o gosto pelo que humaniza, a sensibilidade, a razão e a percepção de maneira geral. O mais grave ainda é que, com o passar do tempo, nos tornamos cegos e invisíveis dentro da nossa redoma de paixões espúrias e prejudiciais à humanidade. (Nilson Ericeira)

Nas ondas que o amor me levar


Corre, corre, corredeira quero só ver onde vai parar
Bate, bate coração e deixe-me ver onde essa maresia vai dá
Quero ir bem longe onde o meu pensamento der
E me deixar navegar na onda que esse amor me levar
Navegar nas águas de mim e onde o amor desaguar
Deixe-me nascer no nascedouro dessas águas que me encantam
Ah mais que saudade esse tempo me dá
Enquanto viajo em pensamentos busco um chão firme ancorar
Mas enquanto não avisto terra firme,
percorro no oceano e no mar
Em terra firme quero no teu coração outra vez
Desaguar!
Corre, corre, corredeira me leva de novo pro mar
Corre, corre, corredeira me leva pra os braços dela pra amar

Nilson Ericeira

Doutor Pires Neto!


Gostaria de parabenizar o doutor Pires Neto pela outorga da Ordem dos Advogados do Brasil, Secção Maranhão.


Parabéns doutor!


O evento de outorga aconteceu de forma remota numa cerimonia atípica, pois em razão da pandemia. Ainda assim, não tirou o brilho, a formalidade, a responsabilidade, a emoção e a grandeza que esse tipo de solenidade proporciona.
Com a inclusão do doutor Pires Neto no mundo do direito, o Maranhão e o Brasil ganham com a inteligência, perseverança, vontade de vencer e, sobretudo, a sua vocação por justiça. Em pouco tempo, não tenho dúvida, será um dos grandes advogados.
Sou suspeito, pois enxergo neste jovem advogado, valores os quais são transcritos por uma história de experiência de quem observa tanto o protagonista da cena quanto os seus expectadores. Nós: na cena principal ou na bancada, agora, o aplaudimos.
Que Deus lhe dê capacidade para vencer e fazer desta profissão um instrumento para fazer valer a Justiça por meio do Direito.
Eu se bem que posso imaginar a sua alegria, pois sou testemunha, e bem posso imaginar mais ainda a alegria de seus pais, filhos, ou melhor, filhas, esposa, amigos e outros familiares que te amam e admiram!
Aceite o abraço deste velho amigo.
Nilson Ericeira

Ponto de vista I


Eu tenho lido e assistido e escutado a quase tudo que se passa na ordem política nacional, mas nunca na História do Brasil eu tinha visto tanto desrespeito com a imprensa. Eu não falo de pessoas que usam da mídia social sem prerrogativas funcionais, falo de profissionais da imprensa, daqueles que trabalham e têm vínculos com as empresas de comunicação.
O general Heleno comparou a necessidade de separar os profissionais da imprensa dos manifestantes que vão para ‘o cercadinho’ torcer ou aplaudir, a torcidas de times de futebol.
E disse: “chega de revelar reuniões secretas e botar no ventilador”.
Para Heleno, o ministro da Justiça saiu porque faltou entender a hierarquia.
Informo que esta retranca voltou e, na medida do possível, atualizarei, porém esclareço todas as opiniões serão respeitadas independente da tendência ou preferência, mas aquelas que atentarem contra a honra, a dignidade e a moral, serão retiradas pelo administrador da página.
Blog do Jornalista Nilson Ericeira - Usina de Ideias.


Ponto de vista I

Eu tenho lido e assistido e escutado a quase tudo que se passa na ordem política nacional, mas nunca na História do Brasil eu tinha visto tanto desrespeito com a imprensa. Eu não falo de pessoas que usam da mídia social sem prerrogativas funcionais, falo de profissionais da imprensa, daqueles que trabalham e têm vínculos com as empresas de comunicação.
O general Heleno comparou a necessidade de separar os profissionais da imprensa dos manifestantes que vão para ‘o cercadinho’ torcer ou aplaudir, a torcidas de times de futebol.
E disse: “chega de revelar reuniões secretas e botar no ventilador”.
Para Heleno, o ministro da Justiça saiu porque faltou entender a hierarquia.
Informo que esta retranca voltou e, na medida do possível, atualizarei, porém esclareço todas as opiniões serão respeitadas independente da tendência ou preferência, mas aquelas que atentarem contra a honra, a dignidade e a moral, serão retiradas pelo administrador da página.
Blog do Jornalista Nilson Ericeira - Usina de Ideias.

A culpa é da imprensa pelos desmando do desgoverno de Bolsanaro! Era só o que faltava. (Nilson Ericeira)

Versos de um amor inútil


Se os meus olhos não te compenetraram
Se minha fala não te convencem
Pois minha comunicação inútil
Minhas letras não te persuadem
Não escutas a voz do meu coração
E nem percebeu meu ser em desejo
Se nada em mim foi capaz de te fazer me enxergar
Eu sei que não foste capaz de amar
Se as minhas lágrimas não te irrigam
Nem a minha solidão te sensibiliza
É porque não fui capaz
Mas sei que meus olhos de enxergam
Meu coração te pede
Minha fala te chama
Meu coração te clama em taquicardias
E todos os dias, meu ser de pede
Meu ser te quer e te ama!

Nilson Ericeira

27/05/2020

Minha biografia ou páginas da minha vida III


Algumas imagens dos anos em que também trabalhei na feira da Cidade Operária. Um momento extremamente difícil, mas como todos os outros, também de grandes conquistas e de aprendizagens e, principalmente, em lições que levarei por toda a minha vida.
Quando começamos a trabalhar na feira, eu meu irmão, professor, filósofo e pastor Riba, a sua esposa Lucilene e a mina esposa Concita, sem experiência e sem capital, lutamos arduamente pela sobrevivência do negócio, mas principalmente para que ajudássemos a manter as nossas famílias de forma digna. É uma história de muitas páginas!
Ali, passei em dois concursos, saindo de um estado de dificuldades para continuar no mundo da informação científica e me tornei um professor. Ao tempo em que trabalhava na feira, estudava para concursos e fazia uma pós-graduação que me foi muito benéfica. Digo isto não parecer, mas para que outras pessoas se sintam motivadas.

PARA ALGUMA REFLEXÃO: A indiferença é pior que a dor, pois a primeira patrocina, provoca e produz outra. (Nilson Ericeira)

Iris de vida


Iris dos meus olhos
Céu do meu amor
Constelações de meus desejos
Sons do meu coração
Razões de vida
De flores, essências e encantos...
Em jardins da vida
Os meus olhos te procuram
Meu coração te pede
Meu ser te ama
Minha alma te procura em mim
Ah se não estás, meu ser é vazio
Minha alma vagante
Meu coração dilacerante
Minha vida: fim...
Mas se te notas num canto de meu ser
Coração é só estímulo
Iris de vida minha
Menina dos meus olhos
Flor do meu coração
Fogo que me faz centelha, fagulha, labaredas e luz
É amor que se faz crescente em luas minguantes
Em castelos distantes
Mas de um amor latente
Amor patente que sobrevive de saudade tua
Ah mulher despida, sonho de vida
Amor de traços insinuantes
Divagante, errante e distante
Enquanto te demoras
Preencho-me de imagens tuas em mim
Ou em aparições de flores no jardim

Nilson Ericeira

PENSAMENTO DO DIA: Antes de qualquer atitude ou ação, antes mesmo de qualquer pretensão, devemos sempre agradecer a Deus por tudo. Não precisa ninguém nos lembrar ou imperativamente nos mandar. Trata-se de uma necessidade essencial, pois amar a Deus é alimento do nosso ser completamente. (Nilson Ericeira)

Minha biografia ou páginas da minha vida

Aqui uma reunião da Seduc, com funcionários da Ascom e de Outros setores, quando a minha posse na Assessoria de Comunicação. Uma verdadeira escola e aprendizados em minha vida, sem os quais não enxergaria o mundo.
Sempre serei grato a todos, desde o primeiro dia, em que fui apresentado na casa do então secretário de Educação, professor Raimundo Medeiros Lobato, onde eu iria trabalhar de serviços gerias na residência dele e, abruptamente, mudou de ideia me conduzindo para o prédio da Seduc, para ser um dos serventes do gabinete do secretário.
Algumas tarefas – lavava os banheiros, limpava o piso e mesas, entregava expediente, fazia serviços de pagamento em banco e repartições, ia a Palácio, atendia telefone, entre outros. Ali fiz boas relações com pessoas boas e generosas que moram no meu coração.
Mas não e uma escola! Lembro que o doutor Nonato Cassas sempre me pedia para ir aprendendo ‘as coisas’, como quem deseja um lugar melhor para um amigo. Tanto que a minha primeira experiência com datilografia fora incentivada por ele. Praticamente aprendi nas salas quando ia varrê-las no final do expediente.
São tantas coisas, mas depois eu conto mais... Ah, a gratidão, óleo que lubrifica o coração todos os dias, tornando-nos capazes de sentir amor no coração.

26/05/2020

PARA ALGUMA REFLEXÃO SE COUBER: Ao não percebemos o óbvio, torna-se difícil ensinarmos boas práticas a alguém. Pois entre nós e o mundo há caminhos... (Nilson Ericeira)

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O abjeto


De boa aparência e muito afeiçoado
Culto até com a palavra sagrada
Mas esta a sangrar com a espada da morte
Vil e traiçoeiro
Enquanto bebe do sangue, vive
Após a refeição, defeca, vomita...
Homem sem vestes, imoral
Nu de seus atos
Estojo do mundo
Ao se alimentar de sangue, suor e escravidão alheia
Regozija-se dos feitos
Mas de alma podre
Ainda que se segure em atalhos
No tribunal do céu, a condenação o espera
Sem recursos e apelação, definhará
Pois após a alimentação que lhe serva, a sobremesa
E em memória fresca restará o cárcere
Pois ser preso em si, pior acórdão não há
Enquanto a casa fúnebre o espera, faz festa
No banquete: lambe-botas,
insanos, insensatos, sem lentes
Assim se faz um abjeto!

Nilson Ericeira

Como vai você


Não escuto mais a tua voz.
Mas preciso saber como vai você.
Não mais me procuras.
Nem mesmo pra desdizer amor.
E nem que seja esse desencanto.
De um amor aos prantos.
Eu preciso saber.
Mas preciso saber da tua vida.
Por onde andas, o que fazes, com quem estás.
É uma loucura essa procura.
Mas preciso saber da tua vida.
Já uso de desculpas pra te ver chegar.
E meu desface já não coloca mais.
Logo percebem que te procuro a todo instante.
E distribuo esse amor tão radiante.
Procuro saber por onde andas.
Me dizes com quem vives, como estás.
Quero saber da tua vida pra poder alimentar amor.
Eu não consigo viver sem você.
Quero novamente olhar nos olhos teus.
Senti amor.
Mas preciso saber se ainda sentes falta de mim.
Eu preciso saber da tua vida.
Pois no peito meu coração é tua guarida.
Mesmo que neste amor tão esquecido.
E ainda queiras esnobar de mim.
Eu preciso saber de você, pois preciso viver.

Nilson Ericeira