31/12/2019

A indiferença é uma forma de ignorarmos também a nós mesmos!


Olhar para as pessoas como se fossem coisas ou estojos não é certamente um olhar de cristão. Criticar sem tem noção do que realmente acontece é outro desatino que não deve ser levado em consideração, pois há pessoas que não aprenderam a amar. Portanto, a pior das reações de um ser é quando lhe falta o aprendizado que o amor proporciona.
Desconhecer o outro sem se conhecer é o paradoxo da vida em sociedade que se pretende respeitosa para se tornar harmônica.
Somos feitos de afeto, carinho, compreensão, de boas relações e outros condimentos, sem os quase somos coisas ou objetos estéreis. Para tanto, o amor é um sentimento que alimenta e exige retroalimentação de um e de outros. É assim que nos construímos na família e nas outras entidades que nos são oferecidas na sociedade. Vivemos nos relacionado uns com os outros. E em todo ambiente, por mais materialmente confortável e belo que seja, o mais atraente possível, tende a esterilização, caso não se tenha a matéria prima da vida que é o amor. Parece coisas feitas, coisas apenas ditas, mas em tudo que não há as pitadas de bem-querer e de respeito tende a falir em si mesmo.
Numa questão de sensibilidade e amor ao próximo nos tornamos acessíveis para servir no que nos for possível. Pois negar ao outro, por vezes é negar a sua própria autoconstrução.
O lugar do outro, a situação em que as pessoas vivem é outro aspecto que me parece ter chamado pouca a atenção nestes tempos, pois parece não incomodar nossos governantes a forma com que vivem milhões de pessoas. Mas é para quem nos governa que vão os nossos aplausos e defesas as mais insubordinadas possíveis. Elegemos quando votamos e continuamos elegendo-lhes na forma de líderes e até mitos, sem que demonstrem o mínimo de respeito por nós. E nós, por birra ou contradição, firmamos os pés na defesa do inócuo, inoportuno e vazio. Vivemos nas teses diárias de negar ou afirmar o que dizem como certo ou errado e, para isso, contamos com uma ferramenta que nos excita tanto ao ponto de nos acharmos especialista em assuntos que desconhecemos.
Como posso ser feliz se meu irmão não é feliz! Talvez a minha aparência me denuncie, pois o meu irmão não nasceu para ser apartado.
A sociedade é regida governada por leis postas e não saberíamos viver harmonicamente caso não admitíssemos regras, princípios e convenções. É para isto que o Estado existe e, também, para que não nos sintamos excluídos os menosprezados por não pertencer a este e não a outro grupo. Quando desrespeitamos a pessoa por sua identidade ser diferente da nossa é porque somos ignorantes ao ponto de, na nossa peculiar ignorância, não termos a capacidade de conviver com quem é diferente. O erro, ou desvio de conduta de quem atribuímos, não está em quem julgamos, mas em nós próprios que de tão pequenos não nos enxergamos no mundo em que vivemos.  

PENSAMENTO DO DIA: Os verdadeiros líderes têm a obrigação de tirar as pessoas de seus lugares comuns e fazê-los descobrirem o potencial que têm para que alcancem resultados melhores em suas vidas. Por isso que para ser um líder não basta ser ‘qualquer pessoa’, mas um referencial de bons valores. (Nilson Ericeira)

30/12/2019

Não sei dimensionar a minha saudade...

Arari, fonte de amor e vida!

Rua Cel. Horácio de Sousa

Arari em maré de coração cheio...


Arari, cantos e encantos, magia dos nossos corações!
Alento dos nossos corações, amor único!
Fonte entre as fontes, líquido e solo dos nossos pés!
Nossos caminhos, ruas, becos e fim...
Paixões e sapiências, amor e paciência!
Vida abundante em nós, lembranças de nosso tempo,
família, irmãos pais e avós,,,
Oh Arari que em mim deságua,
és o amor único a fincar no meu peito!
Onde satisfeito vivo a me relacionar!
Aqui, que embora distante vivo, moro, recito e quero voltar!
Por ti vivo essencialmente, vivo com o peito cheio de sementes de amor!
Mas esse amor que nos 'arrodeia', é amor de quem ama este lugar
É Arari que meu coração pede, meu ser clama para sempre amar.

Nilson Ericeira

PENSAMENTO DO DIA: Entre as pessoas existem laços feitos no decorrer do tempo, porém há momentos em que os laços se tornam malhas, tecidos que nos fazem unidos uns aos outros e nos tornam amigos para sempre. Esta é a mais sublime forma de nos amarmos e nos respeitarmos. (Nilson Ericeira)

A semente do meu coração


Olha, eu vim aqui te dizer amor
Que nunca esqueci e que ainda existe em mim
Até que jeito de olhar para aquelas no jardim
Pois em tudo que existe, existe a tua essência enfim
È que eu não consigo te esquecer e por mais que eu queira disfarçar
É sempre do teu amor que eu fico a me lembrar
Mas eu vim aqui mesmo foi te dizer do meu amor
Que tudo que existe em mim é a saudade de ti que não morreu
E que é o teu amor que me faz viver
Olha que faz muito tempo que não te vejo
Mas guardo a imagem tua em minhas projeções
E vivo a te dá vida dentro do meu coração
Eu sei que tantas coisas já passaram
Já se foram invernos e verões
E a cada dia eu procuro uma nova estação
Só para te fazer viver de esperanças em mim
E sempre ter vivo o teu amor no meu coração
Já também reguei outras sementes
Para ver se semeio o amor de ti
E novamente ver florescer o teu amor em mim
Olha, mas eu vim te dizer mesmo que eu te amo
E que em tudo que eu faço há o teu amor

Nilson Ericeira

27/12/2019

Arari fonte de anor, ar e vida!


Imagens do repórter Alyson Ericeira.

O TRIPÉ DA VIDA AUTENTICA PARA PRATICAR NO ANO NOVO


(Leia até o final)
Verdade, sinceridade e amor compõe o tripé que deve sustentar uma vida autentica.
A verdade, como se sabe, é libertadora. Foi assim que Jesus a compreendeu ao dizer ‘conhecereis a verdade e a verdade vos libertará’- João 8.32. Ser livre, no entanto, não significa apenas ser cristão. É possível ser cristão e continuar prisioneiro em muitas áreas da vida. Ser livre, significa andar na verdade, viver a verdade, praticar a verdade. Por outro lado, a ausência de verdade seja por omissão ou por qualquer outro motivo, transforma a pessoa em escrava do seu enganoso coração. Sobre isto, veja o que diz o profeta Jeremias: ‘Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso. Quem o conhecerá? Eu, o Senhor, esquadrinho o coração, eu provo os pensamentos; e isso para dar a cada um segundo os seus caminhos e segundo o fruto das suas obras’(Jeremias 17.9-10). Um coração enganoso é um coração camuflado, disfarçado de temor do Senhor e de piedade cristã. É ser, literalmente, como disse Jesus aos religiosos da sua época, ‘um sepulcro caiado’. Por fora está tudo bem, mas por dentro reina a morte. Neste sentido, a ausência de verdade íntima é pecado.
A segunda virtude que compõe o tripé de sustentação da vida autentica é a sinceridade. Mas, não se trata do perfil de uma pessoa que ‘diz o que pensa’ e que, por isso, se considera sincera, ou ‘super sincera’. Sinceridade é ter coragem suficiente para ser transparente nos relacionamentos; significa não falsear a si mesmo, não usar uma ‘agenda oculta’ para lidar com o outro.
Cristãos autênticos são sinceros em amor; dizem a verdade em amor. E verdade dita em amor é terapêutica, restauradora. Quando não há sinceridade, os relacionamentos adoecem e rapidamente se deterioram. Não custa dizer que a sinceridade é filha legítima da verdade. Pessoas que vivem na verdade e por ela são guiados, são naturalmente sinceras. Não há necessidade de ocultar-se. Uma pessoa sincera é livre para ser o que é e está sempre aberta para reconhecer que precisa ser melhor do que é. .
O amor é outro elemento do tripé da vida autentica e o mais abrangente e significativo de todos. Não é sem motivo que João, conhecido como o apóstolo do amor declara com decidida lucidez: ‘Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor é de Deus – ou dele procede; e qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor (1 João 4.7,8). Parece óbvio que o segredo para ‘amar uns aos outros’ é conhecer a Deus e ter a vida pautada por esse conhecimento. Conhecer a Deus, no entanto, não é saber quem ele é por ouvir falar. Conhecer aí equivale a relacionar-se, a ponto de ter seu caráter transformado. Neste sentido, conhecer a Deus é e será sempre uma experiência transformadora. Quem conhece a Deus passa a ser, naturalmente, um praticante do amor como nos expõe Paulo em 1 Coríntios 13. Esse amor exposto pelo apóstolo não é uma teorização de uma espiritualidade idealizada. Esse amor não é sentimentalismo do tipo ‘dou a minha vida por você’. Trata-se da prática da mais bela das virtudes cristãs, traduzidas muitos bem pelas palavras de Paulo quando diz que o amor ‘tudo crê, tudo espera, tudo suporta’. E mais: ‘o amor não arde em ciúmes, não se exaspera e não prejudica o outro’. E se não fosse assim, não haveria verdade, nem sinceridade e, muito menos, amor.
Pr. Riba Sousa – IGREJA DE CRISTO - SÃO LUIS - MA

26/12/2019

Gente de Casa ‘na lente do poeta’




Esta é uma das formas que encontro para manter viva a história e a memória do saudoso poeta Paulo César Ericeira de Sousa.  Ao tempo em que, de alguma forma, divulgo gente e coisas de nossa terra de Arari.
Assim, laço mão de um acervo inestimável e valoroso Na lente do poeta, de PC Ericeira e também do acervo do jornalista Nilson Ericeira, Usina de Ideias, cujo fim é reconhecer, valorizar e honrar as pessoas de bem de nossa amada Arari.
Acesse também o Blog do Jornalista Nilson Ericeira – Usina de Ideias.












A vida de um colibri I


Todos os dias naquela caramboleira
Pousava sobre os seus últimos galhos com queria ir pro céu
Saltitava entre flores esnobes
E sempre escolhia uma para adorná-la
Com cores furta-cores
Invisíveis ao ser comum
É que têm coisas que só o poeta ver!
Assim era o nosso colibri, um ser com asas e penas
Corpo e alma, poeta de corpo e almas: do mundo
Com as suas asas pensava, com as penas escrevia
Com os olhos, passarinhava e tirava suas imagens
E assim era a nossa vida de poesias e contos
De tiradas e sonhos...

Nilson Ericeira

PENSAMENTO DO DIA: A nossa liberdade é construída todos os dias a partir do que aprendemos, do que nos dispomos a aprender e do que admitimos não saber, para tanto é preciso ter humildade sem ser submisso. (Nilson Ericeira)

A tua voz em mim...


E se eu tiver outra saudade!
Outra saudade que não me seja em despedidas
E se eu tiver o teu sorriso
Que não seja em tom de partida
E se eu tivesse a tua voz
Ah, a tua voz eu tenho mim
É voz dos meus sentidos
E do meu coração
E se eu sentir a tua presença
Vou te fisgar em mim
Fazer de ti outras sementes
E iluminar meus pensamentos
E se eu sentir a tua falta
Meu vazio é um abismo
Ah, amor, por que assim
Em despedidas
A tua ida me deixou vazio com inquietudes e sinais
Uns quês que te procura no ar e em tudo que há
E se soubesse fazer uma canção
Seria com acordes de teu coração

Nilson Ericeira

25/12/2019

PENSAMENTO DO DIA: Uma das principais qualidades do ser humano e se enxergar, sem que tenha ou habilite essa capacidade, é quase impossível enxergar o mundo, as coisas e as pessoas. (Nilson Ericeira)

A petição da saudade


Quando o coração bate forte é porque o ser denuncia
E, pode até ser, que o amor anuncia
Quando a saudade bate e nos faz lembrar tantas coisas
E, pode até ser, que o ser enche e esvazie até estancar
O melhor mesmo seria não deixar as lágrimas rolar
Ou até continuar a dissimular
Ou mesmo outras lágrimas enxugar
É que o amor e a saudade nos transportam a outros lugares
E pode até ser, aos patamares de amar
Quando o nosso coração bate forte é porque o nosso ser que falar
Ou talvez se fazer entender o que nem ele mesmo consegue explicar
É saudade, a saudade de amar
Por isso eu sempre vou sentir saudade,
amar e lágrimas de amor enxugar
O que eu sinto nem sempre eu sei segurar
Escapam as lágrimas que jorram dentro de mim
E vou seguindo tentando enxugar o que brota assim

Nilson Ericeira

24/12/2019

“Buliar ou burilar”


Ah meu pé de ferro!
Meu afiador.
Minha torquês.
Minha agulha fina.
E corta-bico.
Meu debrum.
O sustento de uns meninos.
Meu alicate.
Arestes pra todos os gostos.
E cola de sapateiro.
Com grude de goma.
Meu tabuleiro velho.
Meu parceiro, meu amor...
Meu calçado de couro.
Verniz do meu coração.
Transcendência do meu ser.
Repouso da minha alma.
O que tilinta em minha cabeça.
Martelo velho, martelinhos...
E o velho pôncio!
Um ferro de bico.
Um arrebite, umas travas...
Draga-me a máquina esquerda.
Uns pontos do meu coração!

Nilson Ericeira

Os nossos dias de Natal, mas você não esqueceu do meu presente, né?


Com o passar dos dias vamos compreendendo mesmo o verdadeiro valor do Natal em nossas vidas. Assim para quase todas as coisas aprendemos os porquês e encontramos outros porquês!
E seguiremos admirando-nos de quase tudo, indignando-nos por que uns têm tudo e para outros falta quase tudo! E percebemos que podemos dividir a nossa ceia nos Natais de nossas vidas, não exercendo o papel de Estado, mas sendo solidários e cristãos. Tenho pensado ainda que a nossa luz, a luz de nossos caminhos, tem a ver com os nossos procedimentos aqui mesmo no nosso chão, no chão das nossas relações. Pois o que fazemos e como procedemos pode não ter mais volta!
E é nesse sentido que sonho cada vez mais e todos os dias em encontrar pessoas formadoras de correntes, que não somente desejem, mas que estejam dispostas a servir pessoas que, muitas vezes, precisa apenas de mãos lhes sejam estendidas. É de tudo que elas precisam, que sejam valorizadas e amadas. Pois viver perto ou longe sem enxergar o outro é a verdadeira cegueira que nos condena à indiferença.
Precisamos cada vez mais uns dos outros e nem sempre precisamos levar presentes, pois o verdadeiro presente é o que nos persuade primeiro no coração, no ser e na alma é a solidariedade, o respeito e o amor que sentimos uns pelos outros.
Concluso dizendo que até nossas palavras têm recheios e elas dependem muito do que sentimos uns pelos outros, tanto que podemos sempre nos sentir em Natal ou podemos nos distanciar deste sentimento. No dia seguinte devemos ser melhores do que fomos no dia anterior, pois assim que correspondemos com o espírito de amor e solidariedade cristã.
Assim, Feliz Natal de amor e vida para todos!

A vida em versos


Faço da minha vida um verso
Levarei a vida construindo estrofes
Quebrando linhas, transgredindo regras
Logo cedo, verso primeiro
Verso a bíblia
Verso a palavra, verso o discurso
Logo depois, versos de conjetura
Versos de repúdios
Eu só verso
Acho que sou mesmo meio do avesso
Vivo fazendo versos
Quando a tarde chega,
faço versos...
À tardinha olho para o sol!
No ocaso estou...
E vou sumindo...
Ah nostalgia: místico de alegria e saudade!
Então pego as peças e faço versos
E à noite me amoldo, me acomodo
Quando penso que não tenho versos
Faço versos para agradecer ao Criador pelos dias
Para lembrar dos amores
Para falar de sabores e dissabores
Acho que sou mesmo um ‘calafeteiro’ de palavras
Caçador sei que sou, pois vivo procurando algo que não sei
Pois as procuro em tudo que estou
Até onde não vivo, não sinto
Com versos eu condeno, confesso, ou melhor, con-verso
Se olho algo que ninguém ver, faço versos
Se não olho os faço também
Se riem de mim, faço versos
Eu confesso, sou inverso
Um ser estranho por assim viver
Pois no anverso de minha vida acho que seria poeta
Mas enquanto não sei ficar quieto, vou vivendo em onda marotas
Faço um verso até se uma flor me esnoba
Se estou triste, busco letras que me abasteçam
Que me alimentem!
Se alegre, que extravasem
E se você não vem, não convém confessar
E assim vou te buscando e te seguirei em letras
Tomara que tenham visgos, que te prendam
Ou senão, te despertem
Lembra do primeiro abraço, do riso, do encanto e do perfume!
Eu confesso, é um verso
É eu ainda guardo este verso
A vida é verso e reverso e se faz assim
Ora estamos vivos
Outros dias, já partimos
Com isso, não há explicação
Faço versos

Nilson Ericeira


Pátria mãe ou pária pátria


Ouvir os teus gritos
Sentir a tua dor
Teus filhos clamaram
Teus cantos ouvir
Oh mãe de todos nós
Que ‘nós’ me propusera
Se nos teus laços me enlaço
Embaraços de injustiça
Fome e dores
Acolhes teus filhos no amor que é teu
Oh pátria amada, amarga e gentil
Berço verossímil
Os filhos teus não fogem e lutam
Nossa pátria, nossa mãe Brasil
Escorre o teu sangue
Em tuas veias...
Mortes em martas estupradas pela ganância
Chora oh guerreiro deste Brasil
A fumaça daqui para o céu
As tuas águas também
Toxinas da selvageria inalam povo vivo
Que já asfixiam aqui
Desce ao mar manchas de sangue preto
Matando os bichinhos do mar manchando nossas almas 
Mas te acalma, pois somos do Brasil!

Nilson Ericeira

PENSAMENTO DO DIA: Devemos valorizar os presentes de Deus em nossas vidas. E são tantos que nem ‘podemos’ mensurar, pois do invisível, onipresente e onisciente. Em tudo que há, existe a presença de Deus. Isto é a vida abundante que nos abastece de amor e vida. (Nilson Ericeira)

Exclamações


Se eu tivesse o dom divino,
serias o meu hino de amor.
Se eu pudesse te sarar,
já nem sofrerias.
Se fosse a luz,
te daria um caminho.
E se eu sou amor,
te dou meu ninho.
Mas sei que sou igual a um pássaro a deslizar no ar!
Eu sei que meu coração me basta pra te amar.
Se eu tivesse o poder de transformar,
eu te daria o meu céu e mar.
Porém eu sei que não posso te dar o que não tenho.
Dou-te meu coração pra ser o teu abrigo.
E se não quiseres o meu amor.
Ainda assim te dou meu ser pra ser teu ninho.
É certo que de mim nem precisas,
mas o meu ser te pede a todo instante.
Pois é o amor que faz meu coração pulsar.
É o teu ser que eu procuro pra me abastecer de amor e de aceite.
Só pra deixar o meu corpo,
meu coração e minha alma satisfeitos.
Contudo, eu peço e te confesso,
esse amor manifesto dentro do meu ser.
E se por acaso te postares e rir de mim,
tenhas certeza que não é de mim esse desdém.
É ausência de percepção pra sentir o amor tão lindo e sublime.
E assim me vou te procurando,
até que um dia eu possa me abastecer do teu amor.

Nilson Ericeira

23/12/2019

Homens e ecos

O homem que se consome,
que se mata
se rasga e grita
E em ecos vive
Se escuta
Ou não
O homem que é dócil
Mas é bruto
mata e se mata
Se envenena e mente
E vive e se escuta
Mas quase não tem mais tempo
Para si e para os outros
Ainda assim vive e se veste
Desnuda e desmoraliza-se
Cria mundos e de estética
Vive e aparenta

Nilson Ericeira

PENSAMENTO DO DIA: Quando paramos para observar os nossos próprios atos é porque já compreendemos que precisamos uns dos outros e que a boa convivência deve ser um dos sentidos de nossas vidas. E a tendência é que tudo mude para melhor a partir de nossas reflexões e mudanças possíveis. (Nilson Ericeira)

O selecionador de sementes!


A vida é um grande plantio e cada um de nós trazemos nossas sementes e aumentamos o nosso semeio ou, mesmo na colheita temos êxitos, quando nos relacionamos bem com os nossos semelhantes.
Isto não significa que para todas as pessoas sempre digamos sim ou mesmo que concordemos plenamente com seus pontos de vista ou maneira de viver. Todos somos autônomos na medida da nossa dependência de uns aos outros. E de alguma forma, estamos imbricados numa relação social que se quer harmoniosa, mesmo sabendo que nem sempre é possível.
Pegando um pouco das sementes que ainda me restam, continuarei a semear boas ações e maneiras comportamentais, não com o afinco de ser exemplo, mas de sempre ser um agente do bem-servir. Mesmo sabendo que as nossas ações não são para serem vistas por quem não sente, mas para surtirem efeitos em quem realmente precisa das nossas mãos, do nosso afeto, do nosso acarinho, atenção e amor. Pretendemos dessa forma, fazer brotar nos corações humanos em outras sementes que se multiplicarão com o tempo.

Penso que para tudo na vida há etapas a serem seguidas e quando queimamos alguma ou alguma delas, poderemos perder a essência de nossa missão aqui. É que por vezes somos tragados pelo nosso egoísmo ou vaidade e deixamos secar, ou mesmo apodrecerem, sementes sem que façamos que elas experimentem a fertilidade do solo: o solo da boa convivência. Aqui cabe uma analogia de nossas maldades quando julgamos ou nos afastamos das pessoas, estabelecemos julgamentos e condenações apressadas ou precipitadas, sem mesmo conhecer na essência os motivos que nos levaram a tomar determinadas atitudes.
Eu não aprendi a semear assim como sei que você não o fará sozinho, mas sempre me aproveitei de quem realmente deseja transformar coisas, e é assim que pretendo plantar sementes em corações generosos que estejam disposto a passar por todas as fases de um ciclo. Da mesma forma que na vida, onde lutamos por dias melhores para nós e para outros, pois temos a compreensão que é impossível viver e ser feliz em ilhas humanas. Pessoas que fazem opção pelo isolamento, embora tenha algum êxito do ponto de vista material, mas não alcançam a felicidade, motivo maior da esperança que nutrimos em todos nós.
Devemos aproveitar os dias e noites de nossas vidas para semear boas sementes de vida, pois em breve podemos não somente sentir os efeitos de nossas escolhas, mas também contribuir para que outras pessoas sintam o verdadeiro sentido do amor.

Arari, ruas e avenidas em nós...







Ser estranho


Navego em mares que na terra inexistem.
Visito a galáxias em nada naturais.
Habito em corações que nem projetara.
Abro portas que nem vi e senti.
E existo em corações...
Ainda bem!
Caminho por caminhos que em mim, descaminhos.
Sinto uma solidão que não se explica e nem sei explicar.
Já nem faço tanto esforço nenhum para ser compreendido.
Gostei de me sentir perdido.
Gostei de mais de ser um louco.
Até rir de mim.
De se rirem de mim nas suas próprias imagens.
Mas ainda consigo contar estrelas no meio da noite.
Escolher meu astro-rei.
Sou mais um desses sem medidas. 
Mas acho que não propus coisas invisíveis ou impossíveis.
Ainda bem que não sou adivinho.
E nessa embriaguez, já até me desculpei com meus juízes.
Quando eu passei fingiram que não me viram.
Mas lá estavam todos a aplaudirem os hipócritas.
Não gosto de solidão,
às vezes prefiro ficar sozinho a produzir asneiras.
Ou ser mais um serviçal.
É bem melhor você mesmo deglutir sua produção.
Peço a Deus que um dia eu me encontre e, então, descerei.
Descerei das nuvens e pisarei no céu.
E tomara não me seja só mais um das minhas ilusões!

 Nilson Ericeira

22/12/2019

PENSAR – REFLETIR – PENSAR: É uma pena ver pessoas exercendo funções tão nobres, mas com um caráter tão pobre! Por sua vez se permitem ao rastejo em ações medíocres. (Nilson Ericeira)

Flor do tempo V

Imagino-te tão bela exuberante
Apesar de distante
Em conflitos estás
Ao pensar em mim
Mesmo que em jardins tão confortantes
Ainda assim não resistes à inquietude
que ausência minha em ti te causa
Embora me veja assim tão distante,
mal sabes que de ti não me afasto
Mesmo que em tempo tão ingrato,
e de ti e do teu amor não desisto
Pois bate em mi saudade tua
Iguais aqueles instantes que te esperava
E que no meu coração, taquicardia
Ah flor do tempo, esmero é meu amor por ti
Amor assim tão intenso e sublime
A não se omitir e se permitir desejos
Mesmo que em tempo tão ingrato e tão dilacerante em peito meu
Vivo feito pássaro pequeno, do teu amor a mercê no bico
E espero igual flor que se forma e espera no tempo a sua formosura
E que ainda não se consome e nem some no tempo que for
Pois sabe que é o tempo do amor
Nilson Ericeira

PENSAMENTO DO DIA: Nunca devemos fazer de nossas desventuras, impossibilidades e até frustrações, motivos para vivermos mal conosco e com os outros. Pois na vida nem sempre é possível logramos êxito. (Nilson Ericeira)

Arari de encantos: Arari recantos ou esquinas da minha vida!



Amizade, amor e interação...

21/12/2019

PENSAR - REFLETIR - PENSAR: Quando fazemos coisas que nos apequenam, nem sempre nos damos contam que afetam a nossa moral e dignidade e dignidade uma vez sequelada é de difícil reparação. Pior que isso é ver-se num contexto em que os nossos procedimentos nos causam vergonha. (Nilson Ericeira)

Ser arbitrário

Hoje eu resolvi ponderar os meus pecados

E assumir todos um por um
Da mesma forma que fiz quando criei asas
E voei feito passarinho no cio
E sentir o céu com a imensidão da busca
Da mesma forma que sentir frio e dor em noites de tempestade
E de igual forma que sentir arder o calor do tempo em mim
Ainda assim segurei lágrimas!
Segurei meus versos como ninguém percebesse de que fonte me faltava
Ou mesmo qual o amor de que preciso
E assim criei cenários, dias e noites
Repartiu meu ser entre o que me aceita e o que me repudia
Tentei me depurar no amor de que me alimento
Mas ofusquei meus desejos tão sublimes
Por isso paguei o preço de ter sido levado
De ter me negado, e no amor, calado
Visto ser ser que se alinha no verso
Mesmo que em palavras tão arbitrárias e de sintaxe duvidosa
Contenha-me, pois Senhor nestes versos de todos os dias
Que em parição poética saem, fluem e voam...
E quero um dia declamar para ti de todo o meu amor
Que me seja pecado ou não
Mas sei que são coisas de que produzo no meu coração

Nilson Ericeira

Um prisioneiro


Arvorei-me de ser senhor, mas sou um prisioneiro.
Escravo de minhas convicções, ilações, devaneios.
Apenado pelos meus atos.
Sentenciado pelo meu juízo.
Excluído pela falsidade de meus desafetos.
Que são poucos, mas estragam, vísceras, escárnios.
Sou um pária de uma pátria-pária.
Que é a corda e o nó de minha forca.
O grito insano e o silêncio hipócrita.
O sono das bestas a remoer noite à dentro.
Carcereiro da minha própria cela.
Um prisioneiro solitário em uma solitária.
Que com seus discursos de algibeira, consome-se sem dó e nem piedade.
Prisioneiro que se quer partir e voar, mas de asas feridas, pés e perna cambaleantes.
De gritos e alaridos sem o som necessário para que lhe seja audível.
Que se lhe imagina enfermo, inerte a atos da tirania,
da particularização do erário, dera má sorte dos sem sorte.
Dos que não foram paridos na igualdade da vida.
Dos sem teto, sem a visão que lhes permita enxergar.
Cheguei a uma triste conclusão, por mais que me esforce, eu sou um prisioneiro.
Mas dessas amarras da injustiça, na comungo e nem de mim, exclamações.
Eu sei que não posso mais ser o feto, nem a vida, nem o todo e nem a parte.
Mas me debruço sobre minhas ilações e, em maré cheia: frustrações!
Em não poder sair caminhando, correndo, voando, sentindo, amando,
Semeando, frutificando, florescendo, renascendo e me sentindo livre.
Livre, completamente.
Quem sabe assim me desprenderia de mim e rabugice não teria.
E voaria ao tempo sem querer que a dimensão se esgotasse nem de ida e nem de vida.

Nilson Ericeira




PENSAMENTO DO DIA: O que passamos, como tratamos nossas questões, acumulam em valores para a vida, que podem nos melhorar ainda mais e contribuir com outras pessoas. (Nilson Ericeira)

20/12/2019

Arari em aspectos da Avenida Dr. João da Silva Lima











Amor em deserto


Mas não me poria em deserto se o teu amor não estivesse
Contaria as horas, os segundos,
o tempo alcançaria
Com as mãos de abarcaria
Em pensamentos te laçaria
E naquele beijo doce poria no meu cálice
Cálice!
Contenha-me no teu seio, nutre-me com teu doce
Faz-me um zangão faminto que devora flor
Que tira o néctar do amor
Assim em mãos ou feito tacho
E de mãos bem cheias de amaria
Com meus braços,te abraçaria...
Ah meu amor, sem teu amor, serei um deserto
Árido, sem chuva, sol em pino
De bicho que guardam água
Que te faz reserva em mim pra me abastecer
E com nuvens excitantes, galopantes, passantes
Mas ainda assim, teu amor eu buscaria
Para me secar ou mesmo me umedecer todo,
completamente
Feito gente que sente, que ama e que consente

Nilson Ericeira

PENSAMENTO DO DIA: O sentimento de amor e solidariedade deve ser nutrido todos os dias para que assim possamos celebrar o nascimento do Criador. Não obstante, as simbologias fazem parte do contexto social, cultural e religioso. (Nilson Ericeira)

Da minha janela preferida!

19/12/2019

O amor feito semente


Eu vim aqui te dizer por que te amo
Qual a razão de eu nunca te esquecer
Coisas do meu coração pequenino
Mas que te comporta e para sempre vai te amar
E por que as nossas coisas não morreram
Eu depositei dentro de mim por todos esses anos
As sementes que restaram e maturaram me deixando assim
Ainda tenho uma saudade tão intensa
Parecem coisas do nosso começo quando nos encontrávamos
Éramos dois seres tão vibrantes
E no amor a cada instante renovado
Regando todos os dias outras sementes
E esperando sempre a estação para ver brotar
Mas hoje vim aqui foi te dizer
Que no meu coração ainda existe aquela sementinha tão exitosa
Foi preparada para nascer dentro de mim
E guardo ainda hoje o teu amor em mim
Quero te dizer ainda, que todos os dias me vêm à memória
Coisas nossas, coisas do nosso amor de outrora
E mais que ainda hoje eu senti tudo de novo
Pois ao amor que amor só se renova
É unção do coração, é amor e muito mais que uma paixão
É semente de vida se preparando para brotar

Nilson Ericeira

Coisas de amar


Ali uma poesia surgiu!
Começou num cantinho de mim.
Cresceu, floresceu, multiplicou, exalou!
É uma flor que me inspira.
Um ser que me dá alegria.
Uma calma que me conforta na alma.
Da água que bebo e do ar que respiro.
Uma corrente quente e fria que se encaixa.
Uma semente em expectativa de vida.
É vida!
É gente de pele, carne e osso por quem me desnudo.
E nutro e desnudo sentimento especial de revelação convexa...
É o inverso do que poderia ser.
Mas não devo esconder de mim.
Mas sei que é coisa de amar.
Pois negar a mim mesmo é desdizer, desamar.
E se me negar é me escamotear, para me esconder em mim mesmo não há lugar.
Ás vezes, penso que sou clausuro de mim.
É desdizer e desvencilhar.
Tomara que um dia eu tenha o aceite de amar.
Mas há o que há de quem me nutre e me aceita nos canteiros de mim.
Com umas sementes em maturação,
um pouco de amor, um pouco de unção.
É condimento no meu coração.
Há certa exclamação.
O que é e o que será, sei que é quase igual a uma chuva que forma, o vento que toca e aquilo passa e passará.
Por enquanto me deixo só com a voz do meu coração.

Nilson Ericeira

PENSAMENTO DO DIA: O tempo registra e os bons corações não se esquecem das boas sementes plantadas assim mesmo que, com a mesma humildade, colhem os frutos na colheita. (Nilson Ericeira)

18/12/2019

PENSAR – REFLETIR – PENSAR: No final de todos os dias ao termos a certeza de que não ofendemos, não caluniamos, não difamamos e ainda contribuímos para um mundo melhor, eleva a nossa estima, motivando-nos a ser ainda melhores. (Nilson Ericeira)

Reverberar


Hoje eu sentir amor recíproco
E relembrando o nosso tempo que passou
Logo sentir o amor pulsar no coração
E me fiz de rogado e orgulhoso como se fosse agora
Sem demora me dei que conta do que refletia e reverberava
Era o que já passou voltando em mim em forma de poemas
Letras vivas de um amor dentro de mim
Mas que passou e fincou deixando os seus sintomas para sempre
Da mesma forma que umas sementes que germinam dentro de mim
Agora volta a reverberar como antes eu sentia
Amor no peito e nostalgia
Saudade tua à noite e à luz do dia
Alegria interior de quem soube amar e deixar suas marcas
E que não consegue viver sem ti
Pois voltará sempre a repetir com imagem em formação
Ou a luz, calor do sol, iluminação, cores ou recitação
Coisas do coração que se derramam na unção do amor
Então, fiz-me a letra e a poesia do que o nosso amor foi um dia
O sopro e a vida que preciso para me renovar no amor
Assim te buscar em tudo que aconteceu
E festejarei a vida desta reverberação
Pois eu gosto do que é, do que vem a ser e do que será
Para mim o tempo certo do nosso amor é o tempo de amar
É o tempo de reverberar

Nilson Ericeira

Amor ponderado

Hoje o meu coração se dividiu
Quase parou, acelerou, multiplicou
É que sentir saudade uma saudade tão doída
E aos poucos pude entender o que é amor
O amor machuca e deixa marcas
Deixa cicatrizes que o tempo não apaga
E muito mais que feridas, um ardor dentro do peito
Umas perguntas sem respostas que todo dia vem
De alguém que já se foi e nos deixou
E assim logo pude sentir o que é o amor
O amor dentro de mim é saudade que não morreu
É a vida que nutrir dentro de mim e que pede para esse se repetir
Por isso todos os dias vou juntar todas as parcelas dentro de mim
E talvez assim eu possa ponderar o que restou
E saber que o que eu sinto não é só saudade, é amor!

Nilson Ericeira

Ser de Arari


E ser feliz no abraço possível
Àquele riso aberto
O perto de mão
A rodinha na porta
O sol em riste
Um amor sem fim
É pegar o dia com as mãos
E ver-se no céu de encantos
Na boquinha da noite ou no raiar do dia
O chão quente de pés descalço
A ferida na perna
É ser panema no peixe do Nema
É isca e bisca, belisca...
A traquinagem no rio
O trampolim da alegria
A cambalhota no pátio
É o amor, a festa e a vida!
Dessa gente sabida
É ser e não ser
A alegria do encontro
É se proclamar pra quando chegar
Ante de se ir saber quando voltar
É ficar sempre de onde nunca saiu

Nilson Ericeira