31/05/2019

PARA REFLEXÃO: A maturidade nos traz algumas reflexões, uma delas é de que não devemos dá corda a quem pensa em nos aborrecer ou até nos empurrar ladeira abaixo. (Nilson Ericeira)

PENSAMENTO DO DIA: A quem me traz a beleza na simplicidade de ser um ser especial e ainda conforta o meu coração, dou-te minha poesia de todos os dias com o meu sentido de amenizar saudade e conter minhas lágrimas, mas declarando o meu amor por ti. (Nilson Ericeira)

Rebuliços do meu coração!


Rebuliços do meu coração!
Todas às vezes que eu canto te peço de volta para mim
Ah meu encanto onde andas,
como estás e que fazes
Eu sinto tua a ausência demais,
mas sinto a tua presença em tudo que vai...
Ah meu amor quanto tempo não te vejo e não sei como estás
Vem me fazer feliz e fazer muito mais
Pois és a razão da minha poesia e fonte no meu coração
É o encanto de mim onde estão os nossos jardins
É que eu ponho essências de nós e a essência de ti a propagar
Este é o pedido que eu fiz para Deus, o de sempre te amar
Até a minha poesia quer sair para te procurar
Em pensamentos absortos e tantas coisas no ar
Ah meu amor, eu sempre sinto o meu coração te pedindo amar
E neste infinito desejo eu vou vivendo a esperar que um dia eu possa te amar
E tantas poesias e cantos me fluem
E vou tecendo os fios da vida
Rebuliços do meu coração!
Saem lá fundo do meu coração te querendo para amar
E enquanto não vens, eu monto cenários dentro de mim
E te ponho entres as flores mais belas do nosso jardim
Então, espero que correspondas ao que pede o meu coração

Nilson Ericeira

Os porquês da hipocrisia


Não há que se estabelecer uma relação séria e firme quando se usa de hipocrisia. Pois esta é podre e apodrece todos os tecidos sociais. Mas há quem se alimente, nutra-se e tente nutrir os outros com atitudes e falas de persuasão hipócrita.
Persuadir é um instrumento, mas pode ser arma, depende de quem usa...
A hipocrisia enfeia as pessoas, pois diz do que não é e não pratica, pensa ao contrário do que fala! Porém não podemos tê-los com acéfalos e de menor inteligência. Pois se assim o fossem, não faria da mentira a suposta verdade e não alcançariam voos tão altos! Aliás, erramos sempre quando subestimamos as pessoas de alguma maneira, ou quando tentamos ou pensamos diminuí-las, isto quanto são merecedoras ou não. Podem até merecer o nosso desprezo, mas não a nossa indiferença. Pois existem e agem. E as consequências!
A nossa emoção e romantismo não nos podem alhear. Viver com prática que não mutilem, humilhem, discriminem os outros, não quer dizer que desconheçamos elas, pois só faremos um melhor estudo que qualquer objeto, mesmo e principalmente o humano, quando procuramos conhecê-lo. Com o hipócrita e a sua hipocrisia – caldo substancial de que se nutre - não é diferente. Precisamos ficar muito atentos a todos os seus passos. Pois em não valorando a moral, não se importam em tê-la de forma deformada! E o que mais lhe importará?
A regra é procuramos ser bons todos os dias a aprendermos nas nossas relações, porém há os que nos ensinam de como não devemos praticar determinados atos e performances. Em tudo na vida aprendemos, pois a exceção e a regra sempre se completam.

Gente de Casa I

30/05/2019

Arari em reentrâncias e pororocas ou um coração parido de amor


Arari não me deixe.
Não, não me deixe.
Não se vá de mim.
Pois não saio de tuas entranhas, reentrâncias ...
Igarapés, maresias, ventos, estações e pororocas.
              
Não me cale poesias.
Não me silencie.
Faça-me crer, re-crer, recriar, sentir.
Mas faça-me o chão de teu amor
Faça-me do jeito certo.
Na medida certa de um amor nem sempre compreendido.
Num poema incompleto.

Arari, faça-me na minha poesia o riso, o choro, o canto,
O amor!
Permita-me ver nascer outros irmãos.
Faça-me da voz e ecos a teu encontro.
Faça-me juntar-me a toda essa tua gente sarada no amor.
Pois estou em ti.
E estás em mim.

Não se vá e não me deixe ir.
Quero correr menino, banhar no rio, provar o doce dessa água,
Vender derresol, picolés, manuês...
Aêêê... o manuêêê!!!

Quero escutar a bandinha, a voz, muitas vozes: A Voz de Arari!

Mas não, não se vá!
Aquece-me nesse sol.
Quero apertar os amigos nuns abraços...
Quero paquerar, cantar, sentir e gritar:
eu te amor Arari!

Então, não, se vá.
Mas se for, vá cada vez mais para dentro de mim.

Nilson Ericeira


Amor em atos de contrição


PENSAMENTO DO DIA: Refletir sobre a prática dos outros é fácil e rápido, agora, refletir sobre a própria prática, pode durar anos para começar, ou mesmo a vida inteira no vácuo. (Nilson Ericeira)

Da fonte

Este canto polissêmico que trago no peito nobre é de ti, amor!
É que eu tenho um sentimento tão especial que de ti deriva
É sei que é amor derivado e misturado no peito que se transforma em unção!
Mas é um sentimento tão lindo de amor no coração
Pois sei que tudo que existe em mim, que é especial, vem de ti
O amor que sinto por ti é muito nobre
E me torna um esnobe por saber que te amo
E o que eu trago de melhor em mim deriva de ti
Pois a minha poesia, meus traços, caminhos, marcas,
 
pegadas e até o sentido que a vida me dá
És a minha fôrma de amar, substantivo abstrato, por que te busco
Amor concreto, pois estás no meu ser
Nas flores que nascem, nos pássaros em orquestra...
Os sons audíveis no meu coração
Pois sem ti sou incompletude e imperfeição
Requeiro todos os dias este amor aludido
És essências: a semente, a cria, as rosas, o perfume...
Sei que me expus, mas sei que te amo

Nilson Ericeira

Em missão especial!

29/05/2019

Arari e as sementes da frutificação II


Cuidar das pessoas em todas as suas faixas etárias e sem nenhum preconceito ou conceito talvez fosse uma boa sugestão para um governante que amasse realmente esta polis. Porém, quiçá, um dia aceitemos a revolução que o nosso ser pede que façamos e, então, possamos, como que numa reconstrução ou encontro de ideias, intenções e fazeres possíveis, termos a oportunidade de fazermos a nossa parte. Creio que as sombras ou os ‘sombras’ da política não podem ofuscar os homens de bem de nossa Arari.
Assim, num lapso temporal tão diminuto, mas com acepção e concepção de amar, encontrei pessoas assim num passado recente. A quem aproveito para externar a minha mais convicta gratidão e assim os denominei desde o plantio a escolha das sementes: de sementeiros da esperança! Pois assim como na vida, na liberdade, na cidadania, o ser não aceita e nem comporta a fabricação de sementes e frutos. Assim, com a compreensão de um facilitador de ideias ou mesmo mais um semeador entre tantos ararienses, regozijo-me de ter tido a oportunidade de sentir esse amor que de tanto já sentir, por vezes, não sei explicar. Assim, só posso agradecer a Deus por ter nos nomeado com um gentílico tão especial e que nos serve de orgulho.
De onde vem, para aonde vai e aonde chegaremos certamente dependerá da nossa luta consciente e organizada de cada um e de todos, mas sempre seguirei respeitando todos que pensam diferente sem, contudo, aceitar o acabado, o enlatado, o que é produzido artificialmente como elemento subjacente para a frutificação do amor. Pois desse amor que sentimos por nossa Arari só encontramos no coração de ararienses que verdadeiramente a amam.
Enfim, ponho-me a afirmar e reafirmar quantas vezes, que estas poucas linhas mal traçadas, talvez sem ecos, que este artigo n ao contra as pessoas, mas a favor delas. Isto nem precisava dizer.


Arari e as sementes da frutificação I


Gosto muito de ver, cumprimentar, conversar e abraçar pessoas especiais da nossa amada Arari.
Esta relação que busco me serve como alimento e me faz pessoa melhor.
Eu fico às vezes a me questionar que amor é esse? Um amor que atribuo igual uma dose de bem-querer contida no coração de cada um arariense. Eu acredito que todos sentimos este mesmo sentimento. Aqui ponho redundância intencional para reforçar o que me já é costumeiro, e acrescento que todos gostaríamos de, de alguma forma, expressarmos o nosso amor por nossa terra querida.  Entendo até que expressamos no nosso devir, é que nem sempre nos damos conta de nossa própria transpiração.
Trata-se de um sangue que corre por todo o corpo, mas que se agrega ou concentra no coração. Arari é o nosso próprio espelho, pois aceitamos e permitimos forjar as imagens de que desejamos. E, nesses anseios do coração, sempre colocamos o nosso Município. Sempre acreditando e querendo que ele seja maior de que a sua sede e infinitamente maior que seus administradores. Aliás, da última afirmação não nos resta a menor dúvida.
Arari é igual a todas as outras cidades que crescem sem ordem e com pouco reparo e olhares para o seu corpo inteiro, mas a amamos com o que é mais sagrado em nós. Arari é o nosso amor! Assim, mesmo eu tenho uma pretensão enorme de amanhecer, anoitecer, dormir e desperta neste lugar, porém sei não sou o único a ter e sentir um amor assim. Um amor oxigenado pelas águas de nosso Rio Mearim, mesmo com uma poluição crescente e gerada forma ‘consciente’ ou inconsciente; mesmo com muitos peixes já fora d’água; mesmo com tantos problemas que se agravam, assim mesmo, e de qualquer forma a amamos. Ah, lembrei-me de uma máxima: “quem ama cuida”! Aqui certamente caberia: quem ama não se descuida!
Eu sei que sou um arariense esnobe desde a minha raiz e, por isso mesmo, afirmo e certifico de que quaisquer palavras não me convencem e eu nem sei dizer se é por incapacidade minha de compreensão ou por uma boa sentença de me admirar e duvidar quase tudo, sempre.

Descrição


Meu sinal, meu jogo, meu objeto de desejos e minha emoção.
Meu tesouro, meu amor, minha vida e a minha paixão.
És o ser que mais gosto de me distanciar, mas como desculpa de poder logo te reencontrar no meu coraçã
Até mais tarde, pois eu volto logo para irrigar meu coração.
Minha fonte de desejos que às vezes só te vejo em lampejos do teu amor, minha paixão.
És o meu melhor abraço e, é por isso, que só te acho dentro meu coração.
És o meu brinquedo preferido e, em igual tempo, a pessoa que mais levo a sério, pois me é amor e unção.
Pois o meu tempero e condimento, és o nascimento da semente de amor que germinou dentro de mim.
Quanto te vejo, fico igual a um passarinho, todo alegre e satisfeito a procura do teu ninho.
Por isso é que vou agora te encontrar e não preciso ir muito longe pois moras em meu coração.
E toda vez que eu lembro do teu riso que exalou em mim na forma de unção.
Volto a viver e nascer de novo a alimentar esta paixão.
Assim eu sou feliz com esse amor que alimenta e irriga o meu e peito e me faz sempre falar com a voz do coração.

Nilson Ericeira

Arari chão sentimental III


Hoje eu sair para te pescar e te encontrei dentro de mim.
Pesquei traíra, carambanjas e curimatás...
Tinha capadinhos, mandis e jandiás...
Puxei jejus, sardinhas e mandubés.
Fisguei bagres, piranhinhas e até tamatás.
Fiz isca de sambiquiras e enviei na fieira...
Pequei de tarrafa pesqueira e tirei da sacola.
Tarrafeei e cobrir tubis e violas...
Aproveitei o pesqueiro e matreiro botei a minha serva.
Com água no peito eu dei na tapagem do Nema.
E continuei a viagem, dei em locas, nas tranqueiras e pesquei de caniço.
De linha estiquei meu espinhel.
De corda avistei peixe-boi.
Até mãe d’água assustar os meninos!
Caiu uma chuvinha e lanceei tainha em maré de piracema.
E vi quase afundar dona Mundoca em maré de pororoca.
Dei nuns cardumes de piaus, aracus e até papistas.
De tarrafa e côfo cheios completei meu viveiro.
Sair do nascedouro e dei no Porção da Beira.
E nas ruas de daí gritei: “olha o peixe fresco!”
Já deu para perceber que sou de Arari.
Lugar onde os poetas dizem o amor ter nascido.
E ainda andei nas ruas e desci o rio e fui dar na Rua da Beira.
Ainda bem que não fui mordido por piranhas.
Pois estorvei meu anzol no arame.
Eu usei de artimanhas para ouvi o tambor de Code e Zé Banha rufar...
Eu sei que pesquei de landruá!
E os camarões no leito do rio encontraram seu ninho.
Em moitas de mururus deixei escapulir a pacu.
E com paciência puxei um peixe-sabão.
E peguei uma sôla que Nossa Senhora quis imitar.
E ficou com a boca torta para não desdenhar.
“Sôla maré enche ou vasa?”
E assim me peguei pescando dentro de mim.
Pois é lírica ou satírica a minha poesia que não consigo rimar.
E nem precisa, pois sou de Arari e te pesco no meu coração.
Na mitra, lanceei liro, tubajaras, surubins ,corrós e branquinhas.
Bodós, cascudos, reque-reque e puraqués...
Eu sei sou de fé, pesquei o amor dento de mim.
Nessas águas do Mearim!

Nilson Ericeira

PENSAMENTO DO DIA: Quem não preserva virtudes e valores usa como artifício o de tentar desmerecer e diminuir e até ofuscar o brio dos outros, pois é única saída que lhe resta como alento. (Nilson Ericeira)

28/05/2019

Feridas e cicatrizes por amar


Na minha história trago cicatrizes e feridas que a vida fez
Eu caminhei demais e até pesei em recuar
Mas por esse amor que faz parte de mim, eu seguir...
Venho bem de longe e sou tão frágil e pequenino
Não tenho traço de burguês
Não faço estética no meu ser
E não me reproduzo para você me ver
E nem notar...
Talvez por isso pense que sei amar você
Mas é ilusão de sentir e premeditar
Eu sei amar!
Apesar das minhas feridas, eu sei amar
E onde eu for vou levar mim sementes de amor pra semear
Sementes escolhidas com unção do amor e maturadas no meu coração
Pois saiba que o amor não se afere por razões quaisquer
E a estética não define o que se é
Quero ser essência em mim e sei que vai me enxergar
Enxergar o que tenho em mim para amar
E apesar das feridas que o tempo me fez, eu sou capaz
Eu até melhorei dentro de mim só para ver se consegue me ver
Pois este amor que eu sinto e que é fonte em mim é por você


Nilson Ericeira

Arari, o amor nasceu aqui!


A água que nos lava
O amor que nos enxágua
O sol que nos aquece
A luz que nos dá vida
O teu amor é guarida
A religião em quermesses
A outra em oração
Do santo, o divino,
de Silvino a Agenor
De Zé à Batalha
O amor caiu na nossa malha
O amor que é nosso hino
É o amor dessa gente,
Que é de Arari

A chuva que te molha
Desse amor que é chama
A justiça que o povo clama
A poesia de quem ama
O grito, o brado, nascera mais um
Mas de onde é esse rebento
Esse novo, esse povo é de Arari
E o amor lá no peito esperando pra voltar

Nilson Ericeira

A educação em o papagaio e a coruja!

A percepção comum entende, às vezes, que papagaio aprende a falar, mas não o faz apenas repete os sons das pessoas. Já a coruja, ave não menos vistosa, porém muito habilidosa, não aprende a repetir os sons da fala, isto nem mesmo como muita insistência. Nem mesmo como uma boa dose de exaustão, pois a coruja jamais imitará seres humanos com sons compreensíveis aos nossos ouvidos.
Ainda em tempo recente, encontrei um indigitado que um dia comprou uma coruja pensando ter comprado na realidade um papagaio! É, e acreditem, não precisou de muito esforço persuasivo de quem lhe vendera.
Se bem que ele ainda questionou ao vendedor a respeito das diferenças identificadas entre um e outro. No que fora convencido de que se tratava de uma coruja bem novinha e que logo mudaria suas penas, engrossaria seu bico e aprenderia a ‘falar’! Pronto, negócio fechado, alegrou-se o possuidor!
Apressou-se o meu amigo e levou a coruja para a casa. Logo todos da casa passaram a incentivar a coruja a falar, pois por papagaio se passara. Uma gracinha! Os meninos todos não viam a hora de voltar da escola para ensinarem o ‘papagaio a falar'. Dá o pé meu louro!
A coruja era uma boa amiga e mais parecia uma guardiã da casa. Ao menor sinal de gente, lá estava à coruja alertando com asas, bico e pernas. Tudo para chamar a atenção de seu dono de que algo estranho aos costumes estava acontecendo. Surgiram as desculpas: “pode ser saudade, mudança de ambiente, clima, ‘convivência familiar’ e outras coisas que acontecem quando nos mudamos de um lugar para outro”, diziam. “E com os animais não é diferente”, concluíam.
E se o passaram anos e nada da coruja falar. Penso que se fosse conhecedor de educação, de suas faces e fases, demonstraria claramente que precisaria ler, estudar, assimilar conteúdos e vivências, pois se assim fosse a prática, o seu comportamento, em tempo certo da prevalência do conhecimento, seria garantidor de uma Política que por se só é essencial e complexa por excelência. De forma que nada sabe e nem saberá quem não procura antes de se empolgar, conhecer a educação. Pois da mesma forma que a coruja, que nunca aprenderá a falar, será o seu comportamento, ou seja, apenas no mundo das ilações.
 Esta analogia estabelecida com um toque de humor, entre corujas e papagaios é evidente, mas tem um sentido prático na vida real. Atribuo ser um equivoco quem tratada educação da mesma forma, uma vez que é essencialmente e eminentemente pública. E em tendo a oportunidade de disseminar políticas de educação, não apenas do trivial, deveria compreender da mesma forma um pouco sobre tal matéria, antes de sair enaltecendo seus feitos. E, assim, não devanearia e, se o fizesse, faria com menos insipiência e um pouco só a mais de preparo intelectual.
Em tempo, cheguei à seguinte conclusão, a de que papagaio e a coruja, ou melhor, os papagaios e as corujas, não estão em extinção! Estão livres, leves e soltas...
Mas não é que certo dia, o comprador, que se acostumou a ter gato por lebre, ou seja, adquire a coruja pelo papagaio, encontrou-se com o mesmo vendedor no que fora abordado pelo mesmo num tom irônico. “E aí, o papagaio já fala”? No que respondera o comprador, “não, ainda não fala não, mas presta uma atenção danada”.


Academia (ALAC) nos espera professor Edinaldo!

Se tudo transcorrer normalmente tomaremos posse na Academia de Letras Artes e Ciências (Alac).

A nossa posse será no final do mês de junho, os convites estão sendo providenciados. 
Sinceramente, estou orgulhoso e agradecido a Arari e todos os meus confrades, se é que assim já posso me pronunciar. 
Ressalto que há muito recebi o convite para concorrer a uma Cadeira, porém não o fiz por motivos superiores. 
Também tomará posse no mesmo dia, o nosso amigo, professor e gestor educacional, Edinaldo Lopes. Este que muito me incentivou e influenciou para que agora tudo desse certo.
É justo dizer que o acadêmico professor e jornalista Cleilson Fernandes, bem como o escritor consagrado José Fernandes (Zé de todos nós), Robert Flanklin, Manoel Messias e outros também sempre me reconheceram e incentivaram. 
Deus é maravilhoso e tudo é no tempo certo de sua Graça. E o meu sentimento é de orgulho, mas muito mais de gratidão.

Acesse o Blog do jornalista Nilson Ericeira - Usina de Ideias.

Moldura: gente nobre de Arari!

Ainda te amo

Mas retornaste nas batidas do meu coração.
Um presente guardado por toda a vida só
pra oferecer a um ser especial.
Nosso amor é esse presente guardadinho no coração.
Voltou, aliás, voltei a sentir amor.
E o amor não se pode controlar.
Não de pode regular, estabelecer.
O amor se restabelece e sara feridas,
comporta-se, encaixa-se.
É um sentimento que fica ali,
bem no cantinho do coração e,
a qualquer sinal de amor, sai, vai, seduz...
O amor deseja e atinge plenitude no outro.
Sabe, eu sei que sou emoção e sou razão.
Corpo, sentimentos, alma e ossos.
Em noites frias e sem cobertores meus ossos doeram.
Meus sentimentos mentiram.
A alma vagou.
Meu copo só.
Reclamando ausência tua.
Pois a pior dor é que não se pode contar.
Só desejos de te ver e me reencontrar. 
Tudo em mim é o todo desse amor.
Espere, pois tenho um presentinho pra te oferecer.
Por favor, aceite o meu amor.
Pois ele não tem presente e nem passado: é o tempo.
O tempo de te amar.

Nilson Ericeira



Sinais


A flor teceu você.
E você teceu alguém.
E nesse sentido, colheu essências nuas.
Fez flores e jardins.
Construiu canteiros e estufas...
Fez surgir amor no coração.
E até a mais bela canção.
Mas no amor aparição.
Quando vi aquele clarão.
Era a luz a me dizer que a semente floresceu. 
Mas que foi que aconteceu!
Novamente o coração.
Fez-se o amor e adoração.
E todas as estações e até a prima-vera.
Que bonita se fizera.
O Sol só contemplação.
À noite e de dia quando vir.
E quando o dia apareceu,
Outra vez iluminou meu coração.
Era só admiração da semente que colheu!
Pois é o amor que Deus me deu.

Nilson Ericeira


Uns voos de encanto


Se o encantamento das flores me disser dos amores que eu preciso viver.
Se o olhar mais profundo me trouxer de volta a ti.
Eu te darei meu corpo, alma e ser.
Serei néctar com uma única permissão: te amar eternamente em todos os verbos e com a junção de todas as cores.
E, então, poder colorir teu mundo com meu jeito de ser.
Serei menino, serei passarinho e ganharei novas asas e plumas,
E quando pousar,pousarei no teu coração.
Fique certa de que eu passarei um tempo...
Talvez em voos absortos e doloridos,
sentindo a ausência de tudo que é vida em mim.
E novamente tomarei voos mais altos ao encontro de ti.
Não sei saberei voltar ao primeiro estágio, mas lá alto, farei firulas pra ti.
Firulas, firulas de amor em voos rasantes.
Serei o segmento, a unção e cimento do amor que quero construir.
Irei refletir, serei reflexo das minhas ações nos voos que ainda te prometo dar.
Serei todo o amor só pra te amar.

Nilson Ericeira

PENSAMENTO DO DIA: Até para o abuso, absolutamente abusivo, há um limite: a Lei. (Nilson Ericeira)

27/05/2019

Revoar!


Quando a dor bate logo o coração denuncia
Anuncio em mim o teu amor
Um amor que com o tempo ganhou asas e foi...
Voou tão alto e nem precisava ser tanto
Ao ponto de sumir no infinito
Quando a dor me bate, enche-me de água
Meus olhos viram oceanos, enchente do amor de gente
Umedece meu corpo e eu te procuro
E sei que ainda voas sem tempo de volta
Ainda assim te faço escolta em mim
É amor!
E o amor não se dissimula, amor se sente
Amor de sempre!
O amor que a gente sente
Ah meu coração porque me falas em mim
E me deste um amor tão lindo assim
Mas feito passarinho voou...
Agora procuro respostas e não as tenho
Sofro de amor ausente e presente
Que ora se esvai, ora me enche e sai...
Parece que vai me asfixiar
Eu sei que Deus te colheu em maturação
E te deixou lá para morar
Quando floravas as tuas poesias enquanto o vento balançava
E nem nos dizia, não demonstrava que de uma hora para outra voaria...
E assim, deixou-nos um mar de saudade, corações que ardem, sangram e doem
Têm instantes que parecem que não vai passar
Ainda que fossem pássaros em bandos
O amor, passaradas
É como se tivesse ido buscar o marisco para te organizar
E te proteger das intempéries e estações
Mas eu sei que ficaste aqui nos nossos corações

Nilson Ericeira

UMA REFLEXÃO NECESSÁRIA: Prefiro que nos respeitemos sempre a ter seus elogios vulneráveis ao tempo. Algumas qualidades das quais tenho plena convicção e consciência de que não as tenho. Falo do que sei que sou, e assim, continuarei ouvindo, pensando, refletindo, escrevendo, falando e respeitando, na medida da minha pequenez. (Nilson Ericeira)

Por que não deixarei de escrever

Pois anunciarei a minha ida, anteciparei a minha morte e silenciarei para sempre. Sem nenhuma falsa modéstia, coisa de que não uso, entendo que não escrevo bem, mas escrevo! Isso me basta. Funciona como uma válvula de escape para minhas ilações, devaneios, reflexões, enfim. Teria ainda mais solidão, sentiria mais dores, sofreria mais, certamente.

Mas quando os que me criticam, e até podem, bem como devem, deveriam fazê-lo sem exasperar uma coisa que é minha, e de foro íntimo e sempre será: a minha liberdade de fazer ou deixar de fazer, é o caso das linhas mal traçadas por mim.  Não, nunca deixarei, apenas quando os meus pés se juntarem e minhas mãos se cruzarem no meu coração como sinal de último e mais demorado abraço sobre mim mesmo. Nesse sentido, acho que serei o morto gelado, estéreo, silencioso, em estado final. Aí sim as minhas respostas serão em outro nível, mais nefelibata ainda!
Na guilhotina, na forca ou como desejarem, não dispensaria de viver por prometer impossível promessa, a de deixar de por em linhas, as minhas visões. Nada me faria deixar de escrever. Penso inclusive que se perdesse ou o que vier a acontecer, de perder a consciência plena dos meus atos, não deixaria desse vício ‘domável’ em mim e que me acalma. Certamente com algum distúrbio comprovadamente e cientificamente provado, escreveria mesmo que em mal traçadas e linhas. Porque me convém respirar!
Data venia aos que já sabem, continuarei escrevendo neste meu manual arbitrário, porém controlado pela minha consciência e no estremo de sempre respeitar os outros. Aliás, isto é premissa minha de convivência.
Certamente escreverei agora e depois de passar o meu tempo, pois escrever é uma condição de vida para mim. Sei que não escrevo bem e nem tenho um português escorreito, esforço-me, mas prefiro escrever a falar mal dos outros na presença ou na ausência. Por falar em ausência, como os escribas são falsos e covardes! Não se assumem e ainda dissimulam perfeitamente suas invencionices.
Ler o que escrevo não é uma condição só minha, aliás, ninguém precisa fazê-lo quando não gostar. Eu respeito isso. Mas escrever todos os dias já há algum tempo, é uma condição de foro e liberdade próprios. É tão viciosa essa minha prática que até criei uma forma de escrever artigos e transcrever poemas e realidades. E mais: assim como precisamos de ar e água para viver, é essencial para a minha vida a minha escrita. Prefiro a morte e ter que isolar minhas letras, não arrumar (da minha forma), mesmo que mal traçadas linhas.

Arari, em legendas arbitrárias!

Ponte sobre o Igarapé do Nema - na década de 70 ...

Sais de amar II


Eu quero esse amor tão doce
Quero esse jeito de falar e sentir
Quero consentir em mim o teu amor
Eu quero o sal de ti
Que te condimentar com o meu amor
Pois és o tempero para a minha
És o óleo do meu coração
Quero lubrificar meu ser com essa paixão
E vou voar feito passarinho e pousar em ti
Fazer-te carinho e te condimentar de amor
Seja onde for eu vou te procurar
Quero o teu tempero para me condimentar
Pois eu sou o teu sal de amar
Caldo e unção, sentimento maior no meu coração
És o meu tempero completo
Mesmo em mundo incerto sigo em direção a ti
Salgando e adocicando a minha vida do teu amor
E onde for eu vou te sentindo em mim
Sentido o perfume de flores ou de jasmins
Mas sempre com tua presença no nosso jardim
E, assim, me farei recipiente para em porção certa,
fazer mistura do teu amor em mim

Nilson Ericeira

PENSAMENTO DO DIA: Não podemos perder o pudor de sempre respeitar os outros, por mais que não comunguemos com opiniões e postura. Pois não há democracia quando não há divergências e respeito às diferenças. A igualdade sempre será um desafio a ser conquistado. (Nilson Ericeira)

26/05/2019

Raízes que o amor espalha

Dentro de mim há fontes
Nelas jorram amor, unicamente e somente
Há sementes em maturação
Razões do meu coração
Simplesmente há razões para amar
Há a ânsia de te encontrar
No amor que sinto em mim, que é por ti
A fonte, o céu, oásis em mim, é de ti
Pois em mim todos os dias o teu amor aflora
Jorra amor em mim que é de ti, somente
Há outras sementes que guardo
Estas eu te dou também, pois tudo em mim é de ti
E sempre que posso eu vou à fonte do teu amor
E renovo em vidas...
Pois o teu amor é a fonte ativa do meu coração
Todos os dias, me traz a manhã
O sol no nascente, amor poente, ou no ocaso de mim
É a folha que rola, que se estaciona e comporta, estrumo do orvalho de ti
Simplesmente, novamente, o amor a ressurgir
O meu amor por ti é raiz que se espalha
É galho que se estende, é semente e frutificação
E a vida do meu coração

Nilson Ericeira

Minhas falas interiores e o meu amor por pessoas especiais


As nossas atitudes são impessoais, mas somos e estamos num contexto de valores que nos são repassados. Uns voluntariamente e outros não. Há valores que são assimilamos sem que percebamos. Esta regra é válida para o bem ou para o mal.
Em tudo que fazemos há sempre a influência de outras pessoas, por isso é que devemos valorizar a nossa convivência. Pessoas boas não vivem de insinuar coisas de que sabem que o outro não pratica, pois isto não somente ofende, mas provoca uma espécie de náusea.
Quem ama não desrespeita e não devemos gastar palavras, mas guardá-las carregadas de semânticas para pessoas especiais em momentos especiais...
O amor e o respeito é a regra de qualquer relação. Quando não amamos e não respeitamos, o efeito é no sentido contrário: haverá produção de decepções, facultado pelo descompromisso em ser bom, justo, leal e honesto.
Sinto-me particularmente feliz quando ganho novos amigos, chego até lamentar por que não os conheci antes. Mas sei que temos que deixar as coisas acontecerem naturalmente.
Neste aspecto, aproveito e me aproveito da mídia social para ampliar as minhas relações.  E tenho feito isto com resultados que têm alegrado o meu coração.
Sinto-me como se tivesse ajudando a formar um grande exercito de pessoas que se querem bem e se protegem uns com os outros com instrumentos de amor e amizade. Este sim é um instrumento que qualifica as pessoas: o querer bem.

A alegria de ser bom e especial!


Recebemos a visita de meu tio Pedro Paulo Ericeira Filho, uma das pessoas mais íntegras que eu conheço.
Tio Pedro traz alegria e generosidade no coração. Chegou acompanhado da sua digníssima esposa Concita.
Conversamos, brincamos e nos emocionamos e como sempre faço quando nos encontramos, externo o meu amor, amizade e admiração por ele.

Saudade de amar


Coisa que não se apaga.
Coisas que não morrem.
Amor que não se finda.
Sol que não se vai...
Luz que não opaca.
Flores que não murcham.
Dias e dias que não se findam.
Noites e noites a contar quantas estrelas se juntavam a ti.
Saudade da composição da tua constelação.
Eternidades, sentimentos, amores, saudades...
De gente especial.
Nos encontros de amigos.
Nos finais de um domingo.
Ou nos infinitos dias sentidos.
Ah, saudade de outrora e dos tempos que não voltam mais.
Saudade de quando você passava.
Daquela menina que todos olhavam.
Do perfume que transpirava.
Da essência que você deixava.
Saudade do anoitecer caindo em nossa frente.
Mas nostalgia não tínhamos.
Saudade daquele amor menino.
Saudade do calor do corpo quando a tua felicidade projetava.
Saudade antes de alguém me levar.
Saudade de meninos, de uns ‘rapazinhos’...
Saudade de amar.

Nilson Ericeira 


Arari em amor nascente II


Eterno amor
Meu sentido da vida andante
Amor em jactância
Sublime terra desses mares
Belas águas que correm pro mar
Sede nossa de amar!
Oh minha terra florida
Colorida com tons dos nossos corações
Todos os dias peço pelo teu povo em oração
Teus campos, casas, gentes, pássaros, perdizes...
E quando o meu peito pede a tua guarida
Há muito meu ser já se derrama todo pra amar
Ah meu amor de escultura
Amor de poesia
e de tantas letras...
Com teus artistas boêmios,
Ou melhor, ‘filosofistas’,
aliás, contumazes polêmicos!
Não me recues em procurar
De ser teu doce, teu sal e até o teu amargo de amar
Deixe-me afogar em tuas formosuras
Beber da tua água, comer do teu peixe
E fritar, coser, colher e amar...
Amar em vida escancarada as tuas criaturas...
E me deitar de barriga cheia e alma leve
E sempre disposto pra amar
Permita-me, oh torrão amado, fazer tecidos de teu amor
E puxar fios de tua malha todos os dias...
De ponto em ponto, o meu encontro
Igual nossos artistas tecem palavras tuas
Que de tão nuas,
fazem-nos sempre virgens e de amor único
E nesse amor compromissado até alma,
aceite nosso abraço corporativo
Que de tão imperativo,
É sede pura de sempre de amar

Nilson Ericeira

PENSAMENTO DO DIA: Para sermos bons não precisarmos forçar, pois tudo que pensamos, refletimos e praticamos ressoa em boas ações, sempre com objetivo altruístico e de solidariedade. (Nilson Ericeira)

25/05/2019

Mais Ideb, mais professora Concita, mais alunos do CEM Maria José Aragão


Pontinhos infinitos


Notei que uma estrela irradiava no olhar.
Anotei que os olhares se cruzavam como que dissessem algo.
Vi também que outros olhares saltaram de mim para te enxergar noutros olhares.
Notei e anotei isso tudo em segundos de impressão.
E vaguei em sonhos...
Divaguei sem direção
Em sonhos de seguir uma estrela-guia.
De seguir no mundo e ver todos os pontinhos do céu só para ver se te encontro.
Pus-me a olhar para mim para te encontrar.
Distante brilhava em olhares fixos.
Foi à luz mais bela que eu já vi.
Vi-me nela indo e vindo nuns reflexos.
E nesse olhar, vaguei em sonhos impossíveis.
De até pegar com as mãos todas as estrelas do firmamento.
Separar uma a uma e te encontrar no maior brilho.
Na magnitude de estrela.
E saciar a sede de amar.
Esculpi o brilho que vem de ti.
E enfim, cruzar tuas luzes e harmonizá-las em mim.
Num sonho igual a um firmamento inteiro.
O amor primeiro nos pontinhos um amor infinito.

Nilson Ericeira

Reflexão necessária: concorde ou discorde de mim e, se eu tiver ideia ou ideologia, ou mesmo for um alienado na tua ótica, mas eu te peço que não me odeie. Pois essa é uma atitude que infecta tanto o hospedeiro quanto o vetor. (Nilson Ericeira)

Céu do imaginário


Cada um de nós tem um céu particular
É a tela de nossa vida
Com pinceis, cores e tons...
E cada um de nós tem seu próprio céu
O fazemos com as nossas cores
E formas, e fôrmas
E nem precisamos projeções de sombras
Ele é real
O nosso céu!
E traçamos, pomos signos e ideologias
Nuvens, pássaros passageiros, passarinho
Pomos lençóis e travesseiros
E com a tinta do amor
Desenhamos a felicidade
E em traços esmo pomos sol e vida
E até pegamos estrelas
A lua toda tua e nua
Que chega com esse riso
E se despede!
Nas manhãs de todos os dias estás
Para me declamar a vida
E, assim, eu sou pintor do amor
E em poesias sem conexões

Nilson Ericeira