30/04/2019

Aprender a ser, aprender a conviver – o homem torna-se melhor na convivência


A vida é um preparo permanente para a convivência, antes, porém temos que aprender a ser. Aprendendo a ser também não é uma tarefa muito fácil, implica mudanças, recomeços, arrependimentos, autoanálises e, sobretudo, aceitação de estados. Aceitar o outro é o primeiro passo e último, se houver.
Culturalmente fomos preparados para sermos os melhores numa sociedade desigual, individualista, competitiva e desumana. A nossa dor é sentida só por nós próprios, raramente há compartilhamentos. Quando temos a presença de nossos amigos e nossos familiares: pais, irmãos principalmente. Temos um rumo, um norte para nossas vidas. É aprendendo a ser que procuramos o outro para nos relacionarmos. Com isso aprendemos a conviver.
Ninguém aprende a conviver e a ser impondo a sua forma de ser...
Aprender a conviver requer a aceitação das pessoas do mundo, da forma que elas são, sem preconceitos, prejulgamentos, estereótipos, prejuízos. É difícil! A convivência mostra quem somos! Nosso jeito, nossa pequenez e grandeza. Do que somos capazes e até que ponto somos disponíveis a servir. Há os que exercem a liderança servidora, pois existem preceitos e experiência de vida que nos remetem a ser bons. Na aula das nossas casas, com os nossos pais e família é que nos ensinam a respeitar as pessoas sem ser submisso. Ser submisso é um estado de fraqueza humana (alguém precisa rastejar para ser notado ou posto em algum lugar). Não obstante e não raro encontramos pessoas que, em nome de uma suposta sinceridade e amizade, machucam pessoas e até destratam. Não, isso não é aprender a conviver e muito menos a ser.
O homem sofre mudanças constantes, inclusive de comportamentos. Exemplos não nos faltam de pessoas que aparentemente boas, tomam atitudes de extrema maldade. Assim como camuflamos uma série de atributos bons e dignos de admiração inerentes a nós próprios, resguardamos sementes podres que nos levam à maldade. Parece paradoxal, mas o mundo também é feito de polos. Todos somos do mundo e o mundo interagem com a gente.
Esta não é uma lição ou molde de como devemos manter as nossas convivências ou uma receita pronta de como ser, e muito menos uma medida de encaixe. Certamente não é, mas precisamos regar o ser na sua essência do bem, de servir e ser servido, preparando-lhe apenas para uma convivência sadia. Tudo depende de que forma fomos crescendo em nossas convivências.
Algum autor me ensinou em algum momento que devemos tratar as pessoas exatamente da mesma forma que gostaríamos de ser tratados. Isso aqui poderia ser um espelho, ou mesmo uma sombra, por assim dizer.
Pois de todos os pontos e malhas necessárias de como nos conduzirmos no tecido da vida, devemos prestar atenção, pois quando aprendemos podemos ampliar a nossa teia do bem...
Olha que quando aprendemos a ser estamos também aprendendo a conviver.  O ser é produtor e receptor de informações e troca informações com os outros em busca de um consenso e, se não alcança essa retroalimentação, até forçosamente é obrigado a conviver.
E se houver um ponto que eu não consigo decifrar, com a ajuda de outras pessoas se tornará mais fácil o que me parecia impossível e, quem sabe, assim poderei continuar tecendo a vida de forma afetuosa, decente e digna.

Arari no encontro das almas


Meu ser te pede o tempo inteiro
O meu coração de sente
Da minha respiração, tu és ar
No meu mundo tu és o amor
Em meus canteiros és a flor
És a minha vida e tudo que há
Do meu rio és água doce
De um riso, és o encanto das crianças
E do meu rio, a denúncia...
E de maré cheia ou vazia, sempre em pré-amar
Pois és tu que sempre meu ser pede e minha alma clama
Eu sei, é fogo, é chama!
É que até a minha alma reside em ti
Pois meu corpo te pede nos meus instantes
É amor constante, amor de amante
Pois de minha luz, és o meu sol
Do meu luar, os pedidos para amar
E assim vou te vestindo de letras minhas
Até de poesias que parecem sem sentidos,
mas decerto sentidas
E, assim, te seguindo com meus passos para onde eu for
Mas sei que serás sempre o meu amor
E quando eu me for e chegar, 
mais há a minha alma  a te dizer
E sempre te amar ainda que me sobrevidas
Pois amor por amor és amor e guarida
É sonho, é começo e despedia

Nilson Ericeira

Páginas com as tintas do amor!


Eu queria tanto ser o livro mais completo,
com teu amor predileto.
Mas eu sei que eu não sou capaz.
Eu queria ser pelo menos uma palavra de consolação.
Mas nem sei se posso contemplar em palavras sonhos meus.
Eu queria poder te anunciar dentro de mim e dizer que eu te amo.
Queria escrever teu nome em todos os lugares, igual a marcas do meu coração.
Eu queria ser o céu para te cobrir todos os dias.
Queria ser universo e te guardar e proteger de tudo
Eu quero ter o teu amor de qualquer jeito,
pois fui feito pra  te amar.
E se for possível eu me moldo ao teu jeito,
e corrijo os meus defeitos para ter teus abraços.
Pois eu não quero ser páginas vazias sem as tintas do amor.
E se escrever outras histórias será contigo na memória e me permitindo amor no coração.
Então, ajuda-me a contar histórias completas desse amor que me faz melhor.
E assim escreverei página por página desse amor que sinto que não terá fim.

Nilson Ericeira

Estado de exceção!

Assim age o estado de exceção: bloqueia verbas da educação! 
É ridículo, mas é esperado.

Arari - MA, ponto continuando!



Avenida Hoendel Waikel, em dia nublado.
Não sei se fiz entender, mas a intenção foi, com uma sequência de imagens, ter-se a impressão da chegada...
Só para amenizar a saudade!

A VOGA


Voga a ordem, o respeito, as saudações
Voga senhores, desordem de toda a ordem
Assim vige o império da desordem
Uns com muito
Outros com menos
Outros querendo mais
E muitos vivendo com menos
Ou melhor, sobrevivendo
Eu aqui sem nada...
Mas voga a ordem da Lei
Para uns, para outros,
Para todos
É uma sina que nos assinam
Assistem!
E todos assistem a isso
Então vamos vogar
Voga que o respeito é ordem
Hipocrisia é farsa, estética de luxo é burrice
Comer o pão do pobre é a desgraça
Mas incrédulo sou eu que filo-sofo
Quem disse que a voga da chibata acerta
A seta aponta para a demo
Mas o ‘demo’ e nos rouba
Que cracia é o povo
Mas qual a graça?
De comer o pão que o ‘político’ amassou!
Isto não voga e não vingará

Nilson Ericeira
Parte superior do formulário


Estrela de Arari


Mas que moça linda!
Não é a primeira vez que a vejo por aqui
Essa moça linda é lá da minha cidade, ela de Arari
Que rosto lindo, seu corpo, sua pele e tudo que nela há
Ela representa a beleza autêntica do nosso lugar
Parece uma sereia indo direto banhar
Ou mesmo uma flor a desabrochar!
Mas me respondam de onde é essa estrela que reluz lá no céu
É a nossa diva tão bela que faz prece pra o nosso Senhor Bom Jesus
Ela nasceu aqui e é toda cheinha de Graça
Já está até se vestindo de bela pra ir para a Festa da Graça
Essa moça mais linda é da minha cidade
Ela é do nosso lugar!
Já me deixei iludir que sonhei com ela me pedindo pra me namorar
A moça linda e tão simples que ninguém diz
Se der tempo ainda hoje eu vou convidá-la para passeia na Praça da Matriz
Mas se ela topar, vou passar do cruzeiro, Bonfim e Barreiros
Se ela quiser eu vou dar um rolé pelo o mundo inteiro e levar a sereia pro mar
Alguém pode me dizer de onde é essa moça tão linda?
Ela é de Arari a cidade que Deus nos deu para morar

Nilson Ericeira


O último segundo


Naquele momento não me fiz mais existir.
Mas ainda deu tempo te dizer tantas coisas.
Deu tempo de deixar correr uma lágrima pelo meu rosto inteiro.
É, deu tempo, te tentar te fazer acreditar.
Deu tempo de ouvir por todas as vezes que não quis fazê-lo.
Deu tempo num segundo apenas de dizer que te amo.
Coisa que imaginei muitas vezes pra te dizer.
Deu tempo de pegar a tua mão, apertar, passar a minha sobre a tua.
Lentamente descobrir-te no véu dos meus sentimentos.
Deu tempo de te oferecer muitas flores.
Construir canteiros e virar um sementeiro.
Mas principalmente as que plantei em mim.
E as que reguei em todas as manhãs e tardes no melhor dos meus dias.
Deu tempo de te ver no sol e me despedir também.
No ocaso do tempo ou do outro lado de mim.
Deu tempo de te perdi pra não ir.
Mas foste e me esvaziaste ...
Deu tempo de soluçar e não me controlar num sinal de amor incontido.
Amor incontido...
Deu tempo de ter tempo de olhar por um tempo e na ilusão, segurá-lo.
Tentei segurar o tempo.
Como se quisera sempre ter o teu abraço em mim.
Agora eu sinto que escapa meu último segundo.
Algo me aperta...
Então, eu te peço não se vá.
Mesmo que fiques dissimulada igual àquela lágrima que rolou e o sorriso que ficou.
Embora que seja em forma de miragem, mas por favor não se vá.
Deixe-me respirar um pouco mais.
Quero existir para te amar nem que seja por alguns segundos apenas.

Nilson Ericeira


Àquela flor!


Você se parece com uma nova estação
Traz a flor, mas deixa a sequidão, saudade e ilusões
Que um dia possa novamente flori, sorrir e viver
Você está em tudo que faço, pois eu até acho graça
Pois quando me dou conta estou sorrindo de mim
Mas se bem que podem ser outras flores em nosso jardim
E se você não está fico logo sem graça
Nem me dou conta de mim
Mais parecem coisas feitas para se indexar
Mas na verdade é o sentido de amar
Sem você a vida é aparência e é só tristeza no meu coração
Com você sempre há uma nova estação
Daqui mesmo eu passo a escutar as batidas do meu coração
É o passo e o compasso do que vida me dá
Pois pode ter certeza você é a minha razão de amar
É que eu sei que você se parece com uma nova estação
É condimento da minha alma e os desejos do meu coração

Nilson Ericeira

Amor em semente e unção


Onde anda àquela flor
Onde será que o vento levou a semente do amor
Onde estará, em que ar, em que mar...
No infinito, no sonho mais bonito...
Meu oceano te espera, meu jardim de vida
E meu coração florido
Será que ela se fez e outra vez desabrochou!
Enquanto isso, guardo em mim a essência que deixou
Com condimentos dos meus sentimentos a substância desse amor
Mas onde será que edificou as sementes que restaram
Pode até ser nas estações ou dentro do meu coração
Estive me olhando e percebi que há em mim outras sementes
Outras sementes do jardim do nosso amor
Vou correndo, pois vou semear as sementes que restaram
Vou regar no coração com gotinhas de orvalho e irrigar no coração
Vou me fazer acompanhar de toda a sua essência
E maturar dentro de mim e sair em plantação
Todo dia bem cedinho te esperar para ver nascer
E em forma de uma flor outra vez no meu coração
Com as sementes que brotarem, outra vez em plantações
E assim fazer meu ciclo desse amor no coração

Nilson Ericeira

PENSAMENTO DO DIA: Há pessoas tão essenciais e especiais que guardamos no coração para a nossa vida inteira e sem as quais não seríamos capazes de dá voos tão altos! A elas a nossa gratidão eterna. (Nilson Ericeira)

29/04/2019

Canteiros e sementes


E quando eu olho para o tempo e não te vejo
Fico a imaginar como estás
Onde andas e o que fazes
E te procuro assim à noite e na luz do dia
Na expectativa de uma nova manhã que vem surgindo
Nas flores que brotaram no jardim
E até naquela gota de orvalho que caiu
E me lembro daquele dia que o nosso amor surgiu
E também vejo que as flores também sentem a tua falta
E outras te esperam para nascer
Vejo-te logo na luz do sol que vem surgindo
E entre tantas flores outras flores vão se abrindo
E veja que o nosso amor refloresceu
Quero te dizer que de saudade tua eu quase adoeci
Mas me curei com boas lembranças que o nosso amor deixou
E continuei regando as flores no nosso jardim
Quando a chuva fina me molhou
Percebi que a flor do nosso amor surgiu para sempre
Pois tenhas certeza que é lindo tudo que em mim ficou
Outras sementes vou semear em bons canteiros
E adubar com o melhor do nosso amor
E quando sentir a essência daquelas flores
Podes crer que é o anúncio do amor

Nilson Ericeira

O velejar...

Quando meus olhos não mais me permitirem enxergar
Ainda assim, irei te amar e te escutarei nas batidas do meu coração
te pedindo para mim
Pedindo-te e suplicando para voltar para mim
Voltar para onde estás e estarás...
Ainda assim sairei a te procurar em matéria,
Pois em espírito já estás em mim
Olha, quanto tempo faz que não te vejo
Às vezes velejo em pensamento a procura de ti
Chego a te procurar em todos os lugares...
Esqueço até que moras no meu coração
Mas sei que reservas em mim essa paixão
Quando outro dia eu te vir passar, mas foi miragem,
coisas de quem ama demais
Achei que era loucura, devaneios que a solidão me causara
Porém, refiz em mim a trajetória,
e te coloquei também na minha memória
Pois serás sempre à minha diva,
É que tens o amor que deriva o meu alimento e unção
Venhas me fazer companhia a qualquer hora e dia e me tirar da solidão
O amor não se pode evitar,
é a relação sentida de um coração pedindo para amar

Nilson Ericeira


Porque a Comunicação nos fascina!


Se a flor me dissesse


Ah se aquela flor me dissesse um dia.
Qual a essência e magia.
Ah que alegria!
Se aquela flor me prometesse abraçar.
E se exalar, nostalgia.
Ah se essa flor me contasse o que for.
Dissesse-me das coisas da vida e do amor, poesia.
Eu iria correndo aos seus abraços e nem sei se em mim caberia.
Sei que o sol irradiaria.
Só de alegria.
Mas se essa flor me dissesse um dia.
Qual a essência e magia.
Não sei se suportaria o amor e a nostalgia.
Se aquela flor me amasse um dia.
Deitaria na vida e sorria!
Ah meu amor que magia.
É esse encanto do meu coração
E te faria mais uma canção.
De tantas que trago comigo és a unção.
Batidas do meu coração.
Ah se você me quisesse e bem me tivesse.
E te daria a minha prece de amor.

Nilson Ericeira

A outra parte


Onde eu for te levarei comigo.
Pois sei que vou ser mais feliz.
Onde eu estiver, terei teu riso.
Pois és o que eu preciso...
Onde eu estiver, estarei contigo.
Pois é esse amor abrigo.
Por onde eu for eu te levar em mim.
Assim não sentirei saudade.
E quando voltar eu voltarei contigo.
Para onde eu for, estarás em mim.
E dessa forma eu vou sorrindo.
Por esses caminhos que me levam a ti.
E na despedida, quero te abraçar de novo.
Mas quando eu for saindo, quero te ver sorrindo.
Pois quando a flor desabrochar é homenagem a ti.
É que não quero te ver partindo.
E, então, meu coração se abrindo.
Pois quando ouvir pássaros cantando é você voltando.
E nesses hinos, um amor divino.
Mas que coisa linda!
É que a saudade vai surgindo.
No dia que se faz, no outro que se refaz,
no ocaso, mas que dia lindo.

Nilson Ericeira

Arari e a saudade de todos os dias

O que a saudade me faz!
Me leva a ti em pensamentos
Me dá cenários e frustrações
Me faz pisar, andar, tocar...
Mas irreal!
É apenas pensamentos e devaneios
Letras que se movem
Neurônio em estresse
Desarrumação!
Desejos de um coração
Fome do ser, do corpo e da alma
De alguém que sofre ausência doída,
Em dias sofridos e de solidão
Exílio de uma marcação ou deformação
Mas ainda bem, tenho letras e composição!
Ainda assim, te dou meu ser todos os dias até a redenção
Sabes que moras no meu coração
És a minha menina dos meus olhos,
Caldo, prato cheio de minha alimentação
Oh minha cidade querida:
Arari do meu Maranhão!
Estás ao mesmo tempo tão longe e tão perto de minha imaginação
Mas sei é amor e retroalimentação
Ainda bem que tenho um dom,
o de fazer letras se moverem até se juntarem
E fazer poemas...
Com e sem combinação
Mesmo sendo poeta tosco,
quando nem imagino, lá vem outra inspiração
Uma das melhores coisas desta vida é ter que ara ali
Na fonte de minha inspiração
Pois tudo o que sinto são sementes e frutos do meu coração


Nilson Ericeira

PENSAMENTO DO DIA: A alegria interior é sentida, refletida e disseminada nos tornando pessoas boas, capazes de contribuir para um mundo melhor. Para nos sentimos assim não basta refletirmos sobre os nossos atos, mas mudar a direção... (Nilson Ericeira)

Do amor que a gente sente


Uma saudade tem rasgado meu peito
Não tem hora, não tem regra, não tem governo
Alaga-me e leva-me a outros patamares
Quisera ares, lugares, mas é a pessoa
Mares, maresias, banzeiros e cristas
Quisera pingos e respingos...
Pois náufrago do amor sei que sou
Navegando assim em saudade apenas
Tão apenas e tão vulgar
Olhar para o tempo e ainda dá tempo de encontrar
Nas asas da gaivota ou divagando pelo ar
Quisera que o feito não fora feito
Que o dito não só em poesias, fantasias, nostalgia
Mas de alegria...
De amor e vida...
Quero assim a vida em recomeço
Pois de você me abasteço
E, então, pintaria o céu com nossas cores
E a noitinha poria a lua e estrelas
Um céu imenso e o que for
De dia, teu ser dentro de mim, com sois reluzentes
Com o restinho da tinta que ficou: você em poesia!
Só do amor que a gente sente
De que outrora foi tão presente
Agora tão distante...
Porém tão presente


Nilson Ericeira

28/04/2019

Uns ratos no porão!

Eis que aqui omisso
Lá fora a água jorra
Jorra lama podre em outros porões
Enlameados estão afeitos que são a tolices
Os pobres, pobre sou eu que me indigno
Subestimam-me a ponto de não me enxergar
Então me escondo nos escombros
Assim vou passando meus dias sem ser notado
A indiferença deles até não me incomoda
Pois não quero de lama me sujar
Uma vez que sujos até o pescoço
Esnobes porcos em suas  pocilgas
Fazem farras com o nosso suor
Eu não acho nenhuma graça, mas há quem ache
E até lhes condecorem homenagens
Prefiro à morte a ter que lambuzar de espírito
Com esses espíritos de porcos
Que de tanto tramar, sensibilidade não tem
Ainda dizem que deriva de nós a culpa
Cara pálidas, fracos e inertes...
Procurem limpar bocas e pés e parem de blasfemar com quem é honesto e justo
Predicativos dos quais nem conhecem
Mas sei que o que é descarte
Então prefiro viver no lixo a conviver com eles no porão

Nilson Ericeira

Descaso, falta de visão ou banalização!

Faz seis anos que a quadra dessa escola municipal está nesse estágio. Será que não deu tempo para que alguma autoridade da educação de São Luís visse?
Veja mais no Blog do Jornalista Nilson Ericeira - Usina 
de ideias.

A ética da vida e as relações sociais


Impor regras e limites e dever de todos que formam a ajudam a forma, quer incorporando e disseminado valores, que como função precípua. Não obstante, temos o dever de respeitar a diversidade cultural e as diferenças entre os povos. 
Penso que sem considerarmos as diferenças entre as pessoas não haverá respeito, e o respeito sem a menor dúvida, é o ponto chave e principal de todas as relações.
Em tempos hediondos, em que meia dúzias de palavras produzidas com pouca massa cinzenta, não é de espantar que pobres expressões ganhem força de verdade em meio a falta de reflexões. Por sua vez, o debate que converge á ética, a disseminação de valores e o bem comum não deve se esgotar por mais incrustado que pareça ser um sistema de ‘verdades’ formadas.
A ética da vida é o respeito, nada se formará se não pautarmos nossas relações por este princípio. Mesmo quando adotamos posturas que pensamos serem as mais corretas, podemos e devemos mudar o nosso rumo. É assim, quando as verdades de que tínhamos em nós começam a ser demolidas, temos que fazer autorreflexão e pô-la em questionamentos antes que seja tarde.
Nada nos privará de sermos diferentes mesmo quando contestam as nossas convicções. Os valores não são impostos de forma coercitiva ou como regra ‘militar’, mas antes uma construção permitida com dialética e constante reflexão. Pois o que é pode não mais valer no instante seguinte, ou se não for assim, matamos a dinâmica social antes mesmo de conhecer a verdade dos fatos.  

A cena principal


Hoje eu fiquei mais uma vez pensando em ti
E foi uma viagem que pôs a divagar
E em pensamentos absortos pelo ar
Cheguei à conclusão que não sei viver sem tem amar
Mais de uma vez parei em estações...
Mas sei que todas elas ficam dentro do meu coração
E logo vi que em todas as paradas tu estavas a me esperar
Que pena que era apenas um sonho meu
Devaneios de quem parece não ser normal
Mesmo sabendo que o que sinto por ti nunca morreu
Pois em pensamentos, a todo o instante,
vivo a ressuscitar o que restou
Vivo de coisas nossas que nem o mesmo o tempo apagou
Mesmo em pensamentos e viagens
Em todas as minhas paisagens tu estás a me esperar
Quero te dizer que és o melhor cenário deste amor
Quando eu voltar desta viagem, darei um jeito de novamente te imaginar
E se preferir não vou à nenhuma estação
Pois sei que vives mesmo é dentro do meu coração


Nilson Ericeira

A dor da partida e alegria do amor!

Faleceu hoje em São Luís a senhora Maria José de Sousa Silva (Maria de Pedro), deixando nove filhos, treze netos e três bisnetos.
O velório será em Arari, sua terra natal.  Maria de Pedro, que Deus a tenha no seu Reino e que os seus familiares e amigos possam suportar a dor e encontrar forças e superação com esta perda imensurável que a todos entristecem.
Maria de Pedro, era esposa de Pedro Aprígio, mulher digna, honrada, amiga e mãe de Paulo Francisco, Henrique, Kátia, Aprígio, Keila, Roberto, Kassiane, Cícero e George e tantos que acolheu em sua casa, sem distinção e sempre disposta a amar da mesma forma, ajudar os que precisavam e formar amizades que lhes permitiram valores humanos e cristãos muito especiais.
O périplo, povoado Moitas, Rua da Franca e Rua do Mercadinho e Morada Eterna!
Sempre semeando o bem, somente o bem. Que Deus a receba em seu Reino, pois o céu se alegrará com as virtudes dessa grande mulher.  Para honra e glória de Deus!
Da nossa casa, os compadres Nilson Ericeira (Robriele), Paulo Cesar (de saudosa memória) Terezinha Ericeira, Eliesita e Crecy, e os amigos Alison, Riba e Cidinha Ericeira nos irmanamos com os dessa família que amamos e, agora, com o sentimento de profunda dor, porém com a certeza de que a nossa comadre Maria de Pedro será recebida por Deus no Reino Eterno.
De Arari, o mais profundo pesar de todos os ararienses.

Nilson Ericeira

PENSAMENTO DO DIA: E você que colore os meus dias com a tinta do amor e do bem-querer! É para você a essência de meus sentimentos e o abraço mais significante, falas e transpirações do meu ser agora e eternamente. (Nilson Ericeira)

27/04/2019

E na mesma lente do poeta!


Cá pra nós...


Pensar antes de falar, pensar antes de escrever, refletir e repensar antes de agir, pois as consequências dos nossos atos podem não prejudicar só a nós, mas a uma coletividade.
Os homens públicos que, em tese, deveriam trabalhar para o bem comum, deveriam pensar, repensar, refletir antes de agir. Pois quando damos (outorgamos mandato) a quem não pensa, além de sofrermos as consequências, também nos cabe a culpa.
Pelo comportamento das pessoas, verbalização (pornofonias e derivantes...), ações de brutalidades e bestialidades e coices por assim dizer, já nos bastam para ter uma radiografia do que a pessoa é capaz.
E quando vemos, ouvimos, percebemos e temos boa parte de nossos órgãos do sentido funcionando com perfeição e, ainda assim, não somos capazes de enxergar,
Talvez se explique pela paixão, emoção ou mesmo por sectarismo ou outras junções emocionais...
As consequências: todos sofremos e sofreremos. O tempo dirá.
Acesse o Blog do Jornalista Nilson Ericeira - Usina de Ideias.

O último cântico da estação

Era uma vez um passarinho que lá do alto cantava todos os dias
Cantava, cantava, cantava...
Ao chegar bem cedo, mostrava-se à natureza
Exibia-se e pulava no mesmo sentido para cima e pra baixo
Como quem diz, olha estou aqui!
Esta voz é minha!
Tenho asas e cânticos!
Tenho amor
De instante em instante voava como quem simula voara
Até que um dia voou e nunca mais voltou
Teria cumprido a sua missão!
Partira o seresteiro que lá do olho da árvore a todos encantavam
Com seu cântico poético, melódico, satírico e irreverente
Mas deixou-nos sinais de suas plumas e ensinamentos
Além de um rio de saudades para desaguar no mar
No amor de quem o amara e o amará para sempre
Pois o aquele passarinho parecia não mais se contentar com seu poleiro
Parecia não querer mais cantar e encantar
Um desiludido com que pregara e esperara
Àquele lugar que viveu por toda a vida já não lhe convinham às ideias
Já há muito insinuava a sua partida
Por mais que amasse e lhe tivesse apego e amor àquele lugar
É que ele passou a incomodar com seus cânticos poéticos
Gaviões lhes tiravam o sono
E lhes queria a sua vida!
Corvos e hienas não lhes festejavam
Os imitavam em gestos de blasfêmia!
Mas pudera, boêmio, você se foi e sumiu no céu sem que víssemos as tuas asas
Bateu asas e voou...

Nilson Ericeira



O homem cujo tesouro é o Senhor...

Por José de Ribamar Ericeira Sousa
Pastor,Poeta, escritor, professor, filósofo e teoólogo

"O homem, cujo tesouro é o Senhor, tem todas as coisas concentradas nele. Outros tesouros comuns talvez lhe sejam negados, mas mesmo que lhe seja permitido desfrutar deles, o usufruto de tais coisas será tão diluído que nunca é necessário à sua felicidade. E se lhe acontecer de vê-los desaparecer, um por um, provavelmente não experimentará sensação de perda, pois conta com a fonte, com a origem de todas as coisas, em Deus, em quem encontra toda satisfação, todo prazer e todo deleite. Não se importa com a perda, já que, em realidade nada perdeu, e possui tudo em uma pessoa - de maneira pura, legítima e eterna." A. W. Tozer


Fonte: Facebook: Riba Ericeira Sousa

PENSAMENTO DO DIA: Nossos dias devem ser sempre instrumentos de luta e liberdade para que cheguemos a uma sociedade humanizada e fraterna sem que precisemos aplaudir a quem nos humilha, discrimina, retira nossos direitos e maltrata o povo. (Nilson Ericeira)

26/04/2019

Acadêmicos da Alac - Arari e o Maranhão agradecem, engrandecem!

O acadêmico Manoel Messias e Carneiro Sobrinho (presidente da Alac

Firulas de amor


Hoje coloquei o meu ser de espera
Viajei pelo meu passado e te enxerguei em outrora
E sem demora as lembranças emergiram
Surgiram de mim pelas minhas veias e correram corpo inteiro
Em mensagens de amor e ternura!
Tantas coisas que até a tua doçura eu sentir
Ah esse amor que me invade e percorre meu ser
É de mais e insiste em te querer
Sei que não é pretender, mas um desejo de me permitir
De me permitir e deixar fluir pelas as veias de mim
E nesse amor viajar e velejar, nas ondas do meu coração
Fazer maresias no banzeiro do amor
E fazer estações em mim
Firulas de amor, e igual a um peixe escoteiro a esnobar
E aos poucos percorrendo meu ser,
Ah esse amor que insiste em te querer
É que o meu ser de espera não cansa de te querer
Então eu fui viajando por todas as constelações de vi lá no alto
Brilhando como quer reluzir e permitir esse amor para mim
Mas as veias de mim, às que me deixam fluir chegarão logo a ti
E nesse fluxo continuo, essa canção que é quase um hino te alcançará
Por onde estiveres, onde tu fores o meu ser te terá
Aqui a pensar, no pedaço de mim, no ser ou em qualquer lugar
É esse amor que eu busco e faço conexão com que for
Só para ter o teu amor

Nilson Ericeira


... dor em preces de amor...


Se eu tivesse o remédio
Se eu fosse o próprio amor
Se eu tivesse asas para voar
Eu estancaria a tua dor que dói em mim
E te diria assim: eu te amo!
Mas eu não tenho a cura,
só a procura...
E guardo assim, tua doçura
E suporto agruras da vida
E guardo em mim todo o teu amor e guarida
Meu amigo, ah se eu pudesse sarar tuas feridas
Eu não sentiria a tua dor
Ah se eu tivesse algum dom
O dom de sarar a dor
E te daria o meu amor
Pois sei que não consegues falar ,
mas me dizes tanto, tanto, tanto
És nosso moço de cabelos brancos
Que nos deu vida e a de nossos corações
É triste escutar teu choro e não ter forças para curar
Então, eu peço ao Pai que me ensine a resignar
Mas tu me ensinas e me falas mesmo sem escutar
Ah se eu pudesse transformar a dor em preces de amor
Eu te daria a calma dos anjos e te faria andar
E, então, eu te daria amor
Mas isso te dou
E sararia as tuas feridas e curava a tua dor
Mas eu não sou capaz, só tenho amor

Nilson Ericeira

Onde estás ou meeiro


Hoje eu acordei bem cedo só para te olhar
Sentir o teu perfume no espertar das flores
Enxerguei caminhos quando o teu sol me invadiu
E te vir no colorido da estação presente
E poder me dividir no que sinto e não sei ofuscar
Agradecido a Deus por te amar
Pois assim poderei multiplicar meus sentimentos
E não precisarei mais sair de mim para te encontrar
Sei que estás onde estou e que és a minha razão de amar
E assim tenho razões para continuar te procurando em mim
Pois sentir tuas essências que Deus fez para mim.
Agir igual um meeiro que quer dividir produção
E multiplicar sementes de amor no coração
Quando novamente a natureza brotar amor a se multiplicar
Sei que está no que é mais sublime e belo
No despertar da vida e no amor que se faz...
E seguir pelos caminhos que meu coração solicitar
Quem sabe noutros dias outros sois terei
E seguirei caminhos com a tua Liz
Algo especial que me faz tão diferente
Pois sei que noutras safras hei de juntar
E se me fizer de amor completo, repleto eu te direi amor
Mesmo que o dia se vá, não cessará em mim a voz de amar

Nilson Ericeira

Jardim América esburacado, muito cuidado, pois você pode cair numa cratera!


Aqui, ali, acolá, nós, vós, eles, todos somos vítimas do descaso da Prefeitura de São Luís. Não há um só bairro nesta cidade que não esteja em situação de caos. Aqui no jardim América e toda a Cidade Operária, incluindo as ocupações e área do conjunto a situação é de calamidade.
Nós sofremos as consequências do descaso. Vós sofreis e elas – autoridades municipais - não cuidam da cidade com o mínimo de respeito e dignidade. Ele, o prefeito Edvaldo Holanda Júnior, parece insensível.
Mas há é um gestor promissor e assim que se aproximarem as eleições, que tenha tinta para pintar meios fios quebrados e tirar terra da sarjeta. Pronto: tudo lindo! Cidade linda! O melhor seria temperar a cal com óleo de peroba!
Mas antes que alguém se pronuncie, as chuvas fora intensas e o inverno igualmente longo! O melhor seria: os invernos. Quantos invernos, pelos menos seis deles nessa atual gestão já contabilizamos. O caos... Socorro, chuva à vista!


Canteiros II


Meus passos te seguem em caminhos que herdei
Meus braços te procuram para te abraçar
Entrelaçam, embaraçam e se fecham em mim
Meu ser te sente para te amar
Procura-te, depura com uns quês de ternura
És a essência do meu coração
E o que há de mais sublime para amar
E a voz do meu coração mais que perfeita te pedindo para ficar
É o meu amor te querendo, seduzindo, insistindo para amar
O que há de mais belo e simples em mim
Tudo que há em ti alimenta meu ser
Por ti sou capaz de fingir ser feliz
Olha só o que diz, o que toca em mim
Só para esperar o tempo que for
Deixa passar a primavera e chegar o verão
No inverno eu me alago de tanto irrigar
Quem sabe no verão eu possa te amar
Não importa a estação, és a vida do meu coração
E é assim que meus passos te seguem
Meu ser te persegue em pensamento absortos
Meu coração, aflição!
Ah é o amor do meu coração
Uma fonte de amar, onde nasce a flor,
Então outra vez vou compor
Pois espero o orvalho cair para te irrigar
Para nunca perder a esperança de amar

Nilson Ericeira