28/02/2019

Cá com meus botões IX


É possível termos uma sociedade uniforme? Não somos um caldo de diversidade cultural e originários de miscigenações? Não temos direitos assegurados por costumes, princípios e fundamentais que nos asseguram nossas diferenças? Não buscamos a igualdade formal a todo instante?
Penso que para determinadas coisas não há discussão porque são direitos assegurados. Qual a importância tem a religião que eu sigo, a que de um amigo segue, ou mesmo de quem não segue a nada? Ou mesmo a pigmentação da minha pele, a minha estatura ou outras características que não me revelam radiografia?
Respeito e tolerância é respeitar as diferenças, ao mesmo tempo em que a intolerância e a falta de respeito são graves problemas das relações humanas. Sociedade que se pretende livre, justa, democrática e, portanto, harmônica, preza pela preservação e ampliação de princípios democráticos construídos ao sabor da dialética.
Alguém em algum lugar do mundo achou que dizer nada com coisa nenhuma encontraria seguidores em algum lugar do mundo, então não somente atingiu lugares que nem imaginava como conseguiu e consegue legião de seguidores.

Os tons do amor...


Ser que o meu coração pede
Que o meu coração guarda
E que o me faz estações
Ser a flor, o jardim e a estação
O que habita o meu coração
Sentimentos que me dão vida
Minha guarida
Meu amor e tudo
Que o meu coração pede e se despede
Vai e vem de estações
Àquela gota de orvalho que faltara
Condimentos do meu coração
O que há de mais bonito em mim vem de ti
O que me peço todos os dias e em todos os lugares
A lua e luares
Ser que meu coração guarda de forma mais sublime
Estação primeira em mim
E o que meu coração pede tão intensamente
Flor fruto e semente

Nilson Ericeira

Uma gente hipócrita!


Entendo que há uma cadeia de relações na hipocrisia que obedece uma certa ordem na hierarquia. Há os elaboradores da idéias, os que confeccionam, os que disseminam (propagam) e os que aceitam como se fora verdades absolutas, embora algumas vezes, tenham certeza das deformações no todo ou em parte. Contexto em que há os prestadores de serviços, ou melhor, maus serviços: os serviçais! Por assim não desejar fazer a melhor definição.
O que não se pode deixar de ter cuidado é com a mente brilhante dessas pessoas ao ponto de estratificarem suas relações dando-lhes níveis de importância no tecido a que se propõem.

Este é mais um artigo em elaboração... Aguardem texto completo no Blog do Jornalsta Nilson Ericeira - Usina de Ideias

A comodidade das estrelas e a morada no céu!


Narrar um fato não é tarefa fácil, principalmente para quem quer narrar do seu modo. Passamos os dias narrando os fatos, uns que acontecem, os que esperamos acontecer e até os que nunca acontecerão.
O diferente na escrita não é somente dizer o que é, mas também se dizer do que se deseja...
E assim, colocamos nossos personagens, damos vidas ao inanimado, montamos cenários, plantamos ou semeamos, colhemos os frutos, mandamos chuvas e verões, descrevemos até todas as estações, com e sem flores.
Quando nos afastamos de quem amamos não conseguimos ficar bem e vivemos trocando de lugares em nós próprios...
E assim seguimos a vida, ora sendo personagens principais, ora no anonimato, mas nunca sem imaginação. Temos então a pretensão de sermos melhores do que somos, ainda bem, pois se não fosse assim, poderíamos até morrer antes do dia. É que dizem por aí que temos o dia certo de nossa ida para o céu, ou mesmo para outro lugar.
Assim como as estrelas, os homens nasceram para apontar os caminhos e iluminando ao tempo que é iluminado com boas ações que lhes fazem melhores...
Um dia desses, nesses meus olhares para além de mim, desejei viver com as estrelas, ou melhor, viver como as estrelas, sempre brilhando e arranjo alguém para me admirar, basta olhar para o céu e dizer: “oh que estrela mais linda!” Dessa forma, pensei comigo, não teria motivos para me entristecer e ainda brilharia noite e dia, mesmo que ninguém me parasse para me admirar.
Que não consegue se olhar completamente pode ofuscar parte essencial de seu próprio ser que é o amor que se deve multiplicar e não se omitir, pois por ação ou omissão, isto sim nos envelhece...
É que aqui não poucos os que se deslocam do chão e brilham fazendo o bem, outros fazem questão de se ofuscarem promovendo ou patrocinando o mal. E nas estrelas ainda que eu não tivesse nenhum brilho, refletiria o delas e, quando elas trocassem de lugar, eu poderia servi-me deste para fazer a minha morada definitiva lá no céu, um lugar onde todos esperam morar. Mesmo que isto me seja uma mera pretensão, eu me espelho no espelho das boas relações.
E lá de cima, quando o brilho das estrelas te tocasse, eu pensaria só comigo que se constituiria uma profusão de brilhos, o das estrelas e o teu com teu encanto. E convencido de que te dei de mim o melhor brilho e me alcançaria pelo menos em pretensões. 

PENSAMENTO DO DIA: A nossa alegria interior de todos os dias só se completa pelo amor que sentimos uns pelos outros. É que existem na vida de todos nós pessoas muito especiais que são fontes de inspiração e vida de nossos sentimentos. (Nilson Ericeira)

27/02/2019

Sinais


A flor teceu você.
E você teceu alguém.
E nesse sentido, colheu essências nuas.
Fez flores e jardins.
Construiu canteiros e estufas...
Fez surgir amor no coração.
E até a mais bela canção.
Mas no amor aparição.
Quando vi aquele clarão.
Era a luz a me dizer que a semente floresceu. 
Mas que foi que aconteceu!
Novamente o coração.
Fez-se o amor e adoração.
E todas as estações e até a prima-vera.
Que bonita se fizera.
O Sol só contemplação.
À noite e de dia quando vir.
E quando o dia apareceu,
Outra vez iluminou meu coração.
Era só admiração da semente que colheu!
Pois é o amor que Deus me deu.

Nilson Ericeira


Cá com meus botões VIII

O Brasil mudou. Mudou, pois hoje vivemos sob o jugo militar com a outorga popular.
Um Poder referendado pela ‘maioria relativa do povo’ deve ser respeitado por todos, mas ainda assim, ninguém é obrigado a acreditar naquilo que não acredita.
Não torcer pelo sucesso é completamente diferente de não acreditar, pois com este sentimento não há decepção. Portanto, em nada me surpreende o começo pífio e sem sentido, da mesma forma que não me surpreenderá o futuro.
Ainda assim, respeitamos a opinião de quem acredita e defende, da mesma forma que esperamos igual tratamento.
Mas se todos fizéssemos as mesmas leituras de todas as coisas que graça o mundo teria?

PENSAMENTO DO DIA: Só quem ama se preocupa com as pessoas nos três tempos da vida e em todas as estações. (Nilson Ericeira)

26/02/2019

Homem nu


Homem excepcional,
pois exceção!
Sabe se vestir,
pois se traveste
E é mágico,
fantástico!
É de impressionar,
impressiona pelo que faz
e principalmente pelo que não faz
Sabe mais que todos,
mas faz de conta que não sabe,
é de várias faces,
usa às que lhe convêm na ocasião certa
Nunca usa em vão seu repertório,
Em nada falha
Seus atos são próceres
Nem precisa ir além de duas linhas,
aprende, ensina o que lhe convêm
E não lhes falta que o admire
Enxergam nele virtudes que não se ver
Pois até saem a propalar
Contudo, sabem é nu em desnude moral
Ainda assim, tal escamoteio lhe emprestam
Ao ponto de confeccionarem outras vestes
Pois vestir o homem nu se prestam

Nilson Ericeira









Coração de plástico


Meu coração anda reticente
Por assim dizer, frio e sem dor
Acomoda-se em mim que o tem com clausura
E fecha-se
Fecha-se para o tempo
Indiferente ao que eu sinto
Pediu-me férias
Pudera, cansado de esperar
Nem mim quisera mais suportar
É de compasso em compasso,
esfriou meu ser
Pudera ser por tanto tempo tão indiferente
igual carências minhas
Que de tanto sentir, dor não mais deveras sente
Apenas emudece em sina
O que me incomoda não é a parte
Mas a síndrome
Pois de tanto querer, esvaziei-me ao ponto de não sentir
É o que fez bio, agora matéria apenas
Oh coração não me deixe sem sentir
Pois de que valerá os passos sem compassos
e sonhos
Quisera poder me confundir e camuflar dores
embora seja sóbrio

Nilson Ericeira

PENSAMENTO DO DIA: Todos os dias a vida nos prova que em nada somos melhores que ninguém e que, de uma hora para outra, tudo pode mudar, e,por isso, não podemos nos desfazer de amizades e sentimentos tão valorosos por pessoas que significam muito para nós. (Nilson Ericeira)

25/02/2019

Arari meu verso mais forte


Amor que é liga
Meus pés descalços
Minha tiriça...
Meu esplendor, meu amor
Amor que ilumina
Minha menina
Meu silêncio e furor
Minha liga, meu amor
Em Arari na praça
Quase todo mundo acha graça
Eu e meu garbo sem que ninguém me note
Arari de meus pais e avós
Arari dos meus irmãos
É o amor no meu coração
Arari da ponte que une
Meus segredos eternos
Meu leito materno
Amor eterno
Se em verso eu te decanto
E do teu amor faço meu canto
De saudade tua o meu pranto
Pois só encontro amor em ti
És uma saudade incontida,
essências de angélicas e margaridas
És a flor mais bela que Deus plantou em mim
E assim, serei poeta de verso forte
Pois se um dia sair deste exílio é em ti que vou morar

Nilson Ericeira





Ser distante


Seduz-me enquanto divago
Enquanto amanheço e anoiteço
Enquanto espero o sol ou frescor da chuva
Aquece-me na imaginação
Contempla-me no festejar do riso
Na alegria da chegada
E se renova em maturação na despedida
E até quando terei que sonhar
Se por venturas não descobrires essências tuas em mim
Talvez quando teus olhos me procurarem...
Vagarei vagarosamente pela penumbra confundível
E, então, não assentarás teus olhos em mim
Pois vago, vago velozmente entre as nuvens a procura doutro céu
E d quem me quisera, serei o mais passageiro dos abraços
O mais sentido dos olhares
E não mais estarei
Talvez possa restar um pouco em mim
Mas não saberei mais procurar

Nilson Ericeira

Podemos ser pessoas melhores


Podemos mudar e melhorar a nossa condução conosco mesmos e com os outros. Pois a nossa liberdade não termina quando começa a do outro, mas continua no tecido do que é respeitoso e correto.
É comum, por ignorância ou por pura opção, escutarmos de determinadas pessoas as falas ‘de que não mudam e que quem quiser conviver com elas tem as aceitarem da forma que são’. Ledo engano, pois há uma tendência das pessoas se afastarem uma das outras por falta de compostura, de cordialidade ou mesmo por falta de respeito. Penso, nesse contexto, a pauta da boa relação é o respeito, mas, porém ninguém gosta de disfunções nas relações originadas pela falta de respeito que pode ser de um lado ou do outro, ou até mesmo recíproco.
A vida nos impõe desafios e um deles é nos instruir e nos formar todos os dias com subsídios próprios e na interação com os outros. Não há comunicação e consequente formação sem que as pessoas se comuniquem. Contexto em que podemos crescer com erros e acertos. E, então, podemos seguir nos juntando cada vez mais com pessoas que nos mostram os caminhos por que devemos passar e os que não deveríamos.
Pensando bem, esta é uma relação que se estabelece desde o início de nossas vidas. Portanto, precisamos de interações que nos fortaleçam uns com os outros na medida do que podemos aprender e aprimorar o que julgamos conhecer.  


PENSAMENTO DO DIA: Às vezes erramos por impulsão, empolgação ou culpa não recorrente, mas ruim mesmo é viver errando com os outros de forma premeditada e ainda fazer de conta que nada sabe. (Nilson Ericeira)

24/02/2019

Meus mistérios...

Eu sei que não posso ser mais do que sou
Mas não sei me revelar
E se assim o fizer, acabaria a graça da conquista
Você não mais seria em mim e eu me desfaria
Acabariam as boas ilusões de se fazer existir
E eu tão vazio a te procurar em noites e dias para me abrigar
A vida não seria e não valeria nada
Pois a tua falta me faz por meus sonhos a te procurar em mim 
ou mesmo que vagando no ar
com ou sem asas, mas com o meu coração
ah, essas razões de amar!
Eu com meus mistérios que são teus!
Querendo ser mais do que sou
Mera pretensão, ego-coração
Mas a estética me é falha, 
pois sou tão verdadeiro que sei esperar
Esperar o tempo que for para novamente te encontrar
E outros sonhos sonhar

Nilson Ericeira



Adeus Robert Lobato


Maranhão perde um dos seus melhores articulistas, mas o céu se abre com anjos em louvores para recebê-lo.

Cá com meus botões VII


Não é muito cedo para se falar em candidaturas para prefeitos, vice-prefeitos e vereadores?  Ou será que é possível de acordo com a lei e antecipar-se aos períodos preestabelecidos que regram as eleições?
Dizer-se ou pretender-se ser candidato todos podemos, mas creio que não podemos alardear pelos quatro cantos do mundo que somos candidatos, pois além de não ser o período hábil. Da mesma forma,  não se pode também fazer propaganda ou qualquer alusão à candidaturas (mesmo que simbólicas).
O que será que move tanto algumas pessoas à ‘política’? Caso seja a vocação para servir por meio do bem público é algo salutar e digno de menções muito positivas. Mas caso seja para fazer o que a maioria faz, isto é, meter os pés pelas mãos e fazer do cargo público objeto para proveito próprio, aí não quem acaba pagando o pato é o povo.
Mas que bom que a mídia social tornou, de algum modo, o modus operandis de muito políticos que começaram a descer de seus poleiros!

A outra parte


Onde eu for te levarei comigo.
Pois sei que vou ser mais feliz.
Onde eu estiver, terei teu riso.
Pois és o que eu preciso...
Onde eu estiver, estarei contigo.
Pois é esse amor abrigo.
Por onde eu for eu te levar em mim.
Assim não sentirei saudade.
E quando voltar eu voltarei contigo.
Para onde eu for, estarás em mim.
E dessa forma eu vou sorrindo.
Por esses caminhos que me levam a ti.
E na despedida, quero te abraçar de novo.
Mas quando eu for saindo, quero te ver sorrindo.
Pois quando a flor desabrochar é homenagem a ti.
É que não quero te ver partindo.
E, então, meu coração se abrindo.
Pois quando ouvir pássaros cantando é você voltando.
E nesses hinos, um amor divino.
Mas que coisa linda!
É que a saudade vai surgindo.
No dia que se faz, no outro que se refaz,
no ocaso, mas que dia lindo.

Nilson Ericeira


Para matar a saudade: onde anda você?





Nossas falas e outras falas


Nossa vida é uma escrita que se pretende harmoniosa e feliz, o que se estabelece ao contrário é disfunção. Nossos corações podem ser bem melhores e receptivos quando nos dispomos a aceitar mudanças para melhor.
E só quem experimenta e vive o amor sabe as essencialidades de viver em harmonia consigo mesmo e com os outros.
As nossas falas de todo os dias devem funcionar como lubrificantes de nossa inteligência emocional. Saber lidar com os problemas e sair ilesos e melhores, eis um dos desafios que temos que responder. É que geralmente, depois dos problemas, vêm as feridas e mágoas. No tempo que dispomos para sarar a nós mesmos podemos também reservado para aprender com a dor que nascemos para ser bons e que a nossa utilidade deve ser na vida completa.
Por essas razões devemos de toda a forma evitar sentimentos e orientações negativas. Evitar o que nos faz mal nem sempre é possível, pois há os que fazem questão de em sendo sinceros, ferir os outros, mesmo que o pano de fundo seja uma suposta amizade. E, nem sempre, somos bem entendidos nos nossos reclames, pois antes de qualquer certeza, precisamos de pessoas que saibam nos escutar e nos respeitar em nossas falas interiores.
É possível ser bem melhor todos os dias, pois quando nos permitimos nos ouvir e enxergar em plano geral, sem esquecer do detalhe, importa vida a partir de nós mesmos e com os outros.
Percebe-se que as nossas falas não são coincidentes sempre, mas podem convergir para aquilo que precisamos como respostas a tantas perguntas que nos fazemos todos os dias. É certo que, seria demais pretensão adentrar ao metafísico, mas em plano material e de relações humanas, podemos ser ouvido e voz e nos encontrar no diálogo com verdadeiros amigos.


PENSAMENTO DO DIA: Para que o mundo se torne melhor, a primeira atitude é mudar a atitude das pessoas, pois nada muda para melhor apenas com falações e recheios retóricos. (Nilson Ericeira)

22/02/2019

Acesse o Blog do Jornalista Nilson Ericeira

Poleiro de urubu


Um esqueleto de concreto, ferro cimento e dinheiro público serve de poleiro para urubu aqui na Cidade Operária.

Trata-se de uma obra do governo federal conveniada com a prefeitura de São Luís onde seria assentada uma maternidade. Seria! Há anos com o esqueleto sendo corroído pelo tempo e servido de pouso de aves de rapina, isto para quem prefere os andares de cima, pois embaixo, ratos e vermes... 
Mas qual seria o prêmio que um gestor deveria receber por esta obra! Uma asa de urubu? 

Ruas que contornam a feira em péssimo estado


Já publiquei por várias vezes o estado das ruas que dão acesso à Feira da Cidade Operária aqui em São Luís.
Aqui mora gente que contribui com a arrecadação constitucional em três níveis.
Chega inverno e cessa inverno o estado das vias só piora.
Descaso, omissão ou sono, o certo é nenhuma autoridade se mexe.
Alertei que chegaria o inverno e nada seria feito, dito e feito.
Aconselho o prefeito e uns poucos assessores a porem umas botinas e virem da avenida principal ou pelo outro e esperem a chamada de um helicóptero para que possam sobrevoar, trabalho que até agora, reservado a abutres.
Acesse o Blog do Jornalista Nilson Ericeira - Usina de Ideias.

Cá com meus botões VI


Luz e treva são paradoxais, mas um precisa do outro para existir. Seres egocêntricos só existem se existir da mesma maneira algo de que se apoderem para satisfazer seus intuitos únicos e autossuficientes.
Há pessoas que em tudo quer se dá melhor que os outros: não são apenas os donos do direito, mas definidores de justiça. Justiça única e sem discricionariedade simplesmente não existe.
Bom seria que antes muito antes de nossos projetos, pudéssemos antever seus reflexos, quando queimam, maculam, ofendem ou tentam de alguma forma diminuir os outros, bom sinal de altivez de nossa parte, seria o é o recuo ou mesmo a desistência da ideia. Ideias também destroem pessoas e quando se tornam ideologia passam a grupos...
Humildade é sempre um processo de maturação e não cabem lampejos, ou mesmo em escritas simbólicas.

Podemos nos tornar pessoas melhores


Em tudo que fazemos, pensamos ou projetamos temos que nos dispor em corrigir erros e tomar o rumo certo. Não outra pessoa mais confiante e viável para corrigir nossos rumos que nós mesmos.
As más querências de nada valem. É que algumas vezes nutrimos desamor por algumas pessoas e nutrimos em nós sentimentos muito ruins e que certamente nos atrasam. Não somos obrigados a conviver e até enaltecer os atos de que não concordamos, mas não nos acrescenta nada nutrir algum tipo de animosidade implícita ou latente.
Por que será então que pessoas plenamente realizadas nem sempre são felizes? Talvez por que conquistaram quase tudo sobre o céu e a terra, mas lhes faltou mudar interiormente, não se estabeleceu mudanças de espírito e coração. Resta-lhe a amargura que a solidão provoca ou o tempo que lhe sobra para a mudança necessária.
Quando nos achamos melhores que os outros por alguma razão que nomeamos estamos na realidade nos resumindo a um universo mínimo, o de apenas enxergar com imagens toscas as nossas próprias imagens.
Admitir e querer as mudanças de que nos farão deixar de ser pessoas vazias, estabelecer autorreflexão e agir como pessoa mudada em essência.  

Porque o amor me fez jardim


Porque o amor me fez jardim
Assim, aos poucos vi meu jardim florir
E do chão do amor brotou,
brotaram e se fizeram em mim
Essas coisas do meu coração
Sublimação, orvalho e vida
Ressurreição!
E assim, o amor dela em mim
E olhei o amor se constituir: florir!
Floriu em mim essência
E me fiz jardim de um amor assim
Noutros dias, mais sementes
O amor somente
E vi a formosura, no amor,
tua doçura
Um anjo bom, minha ternura
E me fiz assim,
com o amor de querubim

Nilson Ericeira



É sempre bom reconhecer

Quero de público agradecer e ao mesmo tempo reconhecer alusão ao meu nome quando da reinauguração da Escola Municipal Professora Raimunda Marques, por parte do Secretário Municipal de Educação, professor Marcelo Santana.
Considero as obras da educação, tantos as imateriais quanto às materiais como de suma importância para que haja promoção de educação de qualidade em que os atores possam desempenhar suas funções com objetivos que redundam numa sociedade com menos injustiças e violências.
Para tanto, a reestruturação da Rede Física, que começamos com a construção do prédio escola da comunidade de Picos, no começo do primeiro mandato do prefeito Djalma Melo, com o envolvimento de todos, com o mesmo fim é, em todo o caso, de suma e vital importância para os fins colimados da educação no nosso município.
Por esta menção, o meu agradecimento sincero e, também, com a convicção de que nos sentimos ainda mais motivados para influenciar, de alguma maneira,  melhorar a vida das pessoas de nosso Arari.

PENSAMENTO DO DIA: Não nascemos para sermos maus, mas todos, em algum momento de nossas vidas, incorremos em erros, cabe-nos autorreflexão de nossos atos e mudarmos. E isto não se consolida apenas de forma extemporânea, ou seja, com discursos. (Nilson Ericeira)

21/02/2019

Carta do exílio VI


Estou aqui na ânsia do tempo passar
Até que cumpra um pedaço da minha pena
Dá pena vê-me moribundo
É que choro ausência de pele tua
Ressinto-me de amor coberto
Demente vago no cárcere
Ainda bem que me liberto em pensamentos que levam a ti
Pois sei que o que me fere não é de aço
Mas ação o inação humana
Mas melhor seria não sê-lo
A me travestir de feliz
Pois demonstrar é diferente de ser
Como posso, se meu amor se desgarra de mim
E me faz solidão
Tem dias que já não me conformo em mim
E do meu silêncio faço o pranto
Só para ver se amenizo no peito saudade tua
Mas me perdoem por não saber perdoar quem me fere no exílio
E nem aceitar o cárcere como recompensa de meu intelecto
Quisera ser um rude, ou mesmo ser sujeito
E de ser tão sujeito, ganhar libertação
A ter que cumprir pena tão dolorida
Dói em noites frias e arde em quentes
É que me submeto a um açoite involuntário
Vivendo no exílio sem a devida ordem
Mas com a subliminar intenção
Porém nem dá para disfarçar o que qualquer um ver
E até quem não sente tem dó
Eu sei que á noite sempre abrem as celas
Pois sozinho vago...
Busco abrigo no amor que por ti sinto
E nem me importo enquanto seja apenas um fantasma
Ou mesmo viver de fantasias assim
Enquanto escuto algazarra de meus algozes
Sigo preso e moribundo

 Nilson Ericeira

Céu do imaginário


Cada um de nós tem um céu particular
É a tela de nossa vida
Com pinceis, cores e tons...
E cada um de nós tem seu próprio céu
O fazemos com as nossas cores
E formas, e fôrmas
E nem precisamos projeções de sombras
Ele é real
O nosso céu!
E traçamos, pomos signos e ideologias
Nuvens, pássaros passageiros
Pomos lençóis e travesseiros
E com a tinta do amor
Desenhamos a felicidade
E em traços esmo pomos sol e vida
E até pegamos estrelas
A lua toda tua e nua
Que chega com esse riso
E se despede!
Nas manhãs de todos os dias estás
Para me declamar a vida
E, assim, eu sou pintor do amor
E em poesias sem conexões

Nilson Ericeira


Ser humano

Ser de Deus

Ser de luz
Ser de amor
Ser de fé
Ser de oração
Ser contemplação
E ser do coração
Ser de alma
Ser de todas as águas
Ser o rio, o riacho, o mar...
Ser de amar
Ser o corpo e ser o espírito
Ser o pedido, mas ser a devoção
Ser o cisco e ser o todo
Ser a vida e a vindoura
Ser pele, carne ossos...
Ser um ser humano
Ser justo
Ser perfeito
Ser a imperfeição
Ser sentimento no coração
Ser a chave das prisões
Ser o amor libertação
Ser humilde e ser unção
Ter a voz de Deus no coração


Nilson Ericeira

Cá com meus botões V

Para alguns gestores pouco importa que as pessoas morram e não se aposentem! Para eles é até melhor, pois além de não reconhecerem nessas pessoas que trabalharam anos a fio, negam-lhes direito sagrados tais como saúde, educação, segurança, assistência social e outros. Negar-lhe aposentadoria, em tempo que a pessoa possa ainda usufruir de bem-estar, é apenas mais um nó da forca.
E a sociedade? Deve assistir a tudo passivamente e deixar descer goela abaixo sem que forme fórum de discussões e mobilizações!

Ou devemos postar apenas nas mídias sociais a nossa indignação com o que pretendem?


Arari em amor nascente II


Eterno amor
Meu sentido da vida andante
Amor em jactância
Sublime terra desses mares
Belas águas que correm pro mar
Sede nossa de amar!
Oh minha terra florida
Guarida e vida!
Mais garrida e de margaridas
Jardins e instâncias do meu coração
Teus campos, casas, gentes, pássaros, perdizes...
E quando o meu peito pede a tua guarida
Há muito meu ser já se derrama todo pra amar
Ah meu amor de escultura
Amor de poesia
e de tantas letras...
Com teus artistas boêmios,
Ou melhor, ‘filosofistas’,
aliás, contumazes polêmicos!
Não me recues em te procurar
Pois és o meu cio de amar
De ser teu doce, teu sal e até o teu amargo de amar
Deixe-me afogar em tuas formosuras
Beber da tua água, comer do teu peixe
Amar em vida escancarada as tuas criaturas...
E me deitar de barriga cheia e alma leve
E sempre disposto pra amar
Me permita fazer tecidos de teu amor
Igual nossos artistas tecem palavras tuas
Que de tão nuas,
fazem-nos sempre virgens e de amor único
E nesse amor compromissado até alma,
aceite nosso abraço corporativo
Que te tão imperativo,
É sede pura de sempre de amar.

Nilson Ericeira



A pressa amordaçada


Tenho pressa
Para ouvir a voz dos oprimidos
Escutá-los
Formar legiões
De revolucionários
De irmãos diferentes
De patriotas desiguais
De desiguais conscientes.

A-pressa os sonhos
De concretizá-los
De torná-los livres
E nessa pressa,
Livrar-me de ratos,
Abutres, ‘humanocidas’,
genocidas conscientes.

Vê-se a-pressa camarada
A tua convicção nas diferenças,
Tornando-te igual.

Tenha pressa,
Pois ainda reside em ti,
Escombros, maus tratos, torturas, enfim.


Nilson Ericeira

O meu jeito de ser


Eu tenho um jeito meio esquisito de ser
Mas nem por isso me tenho por mal
Anormal!
É que sou adepto a uma sociedade igual
Mas sou normal, podes crês
Eu sei que é difícil entender
Minas coisas de te fazer entender
É que dói a dor dos meus irmãos
Isso aqui é o que fala o meu coração
Transpirações de um ser
Mas sei que não coisa banal
Podes até me dizer que só mais um carnaval
No fundo no fundo do mundo é igual
E nós nos alimentamos das fragilidades de nossos irmãos
Que coisa absurda!
O melhor seria assim não se nutrir
E nem se iludir
Mas não me tenha mal
No fundo eu sou um cara normal
Acho até graça de minha desgraça e descrença
Transformo tudo em letras...
Letras vagantes que, igualzinho a antes, não acertam os caminhos
Mas que tecem meus dias em forma de colibri em vistas
Esporádicos!
Visionários e equilibristas!
Parecer até o ser mais sublime que dá vida ao meu coração
Noutros dias: solidão
Esse é meu jeito de ser

Nilson Ericeira

PENSAMENTO DO DIA: Que nunca nos falte o riso contemplativo de quem amamos, pois disso depende a alegria em nossos corações. Pois para quem ama, a alegria interior já prenúncio de chegada. (Nilson Ericeira)

20/02/2019

Poetização


Insigne
Impróprio
Incapaz
Recipiente de espera
Coração alado
Esmiuçado
Ser enfraquecido
Divagante
Viajante
À deriva...
Prostrado em velhas e doídas convicções
À rabugice
Enigmático
Pequeno e de baixa estatura
Sombra de seus devaneios
Peregrino
Sonâmbulo
Inquieto
Nostálgico
Paralítico em seus atos falhos
Atalhos
Dizeres incompletos
Poeta


Nilson Ericeira

O respeito aos mais velhos na mesma proporção aos mais novos


Investir em educação, saúde e em Políticas Públicas que permitam que as famílias possam oferecer dignidade e cidadania.
A vida que pulsa entre as pessoas de baixa renda, de pouca ou sem renda é a mesma que pulsa entre os abastados. As diferenças que separam os ricos dos pobres é que os primeiros têm acesso a uma série de direitos consagrados na Constituição Brasileira e os segundos não têm. Diferenças essas que causas enormes abismos sociais e fossos sociais. Há quem não acredite mais que as condições de indignidade em que foram submetidos possam mudar em algum instante.
Quem mais sofre com a ausência de cidadania são as crianças e os idosos. Os idosos do Brasil são muito discriminados. As crianças, por que indefesas, são vulneráveis. Violências de toda ordem são acometidos os idosos e as crianças. Precisamos ficar atentos.
Dentro das nossas casas e em nossas famílias temos não somente o dever de educar, mas também de coibir toda e qualquer violência, até mesmo a que se insinua.
A escola e assistência social são instâncias que podem coibir violências e patrocinar cidadania tanto para os ricos quanto para os pobres. Diferenças sociais são comuns, mas abismos tornam-se intoleráveis. Há a necessidade da construção de uma sociedade sem vícios, tolerável, respeitosa e, acima de qualquer suspeita, justa.
Quando banalizamos determinadas ações de pessoas próximas de nós em relação às pessoas a quem devemos consideração e respeito é um sinal de que permitimos falta de respeito e consideração, portanto, poderá, a partir daí surgir um foco de violência.
Mais que uma ideia, pretende-se a partir desta reflexão, estabelecer mudança de atitudes com de leituras de mundos e de valores que todos somos capazes de acumular.

Minha flor!


Meu amor.
Razão da minha vida.
Encontro você no amor.
Na fineza do ser.
Na leveza do vento.
E certeza de amar...
Minha flor!
Meu mundo é você.
No meu jardim de amor você é a flor.
Que arrebenta meu coração.
Coração, arrebata.
Que pare em todo o Sol da manhã.
Que se alastra com o tempo que deriva do amor.
Meu amor, minha flor é você.
Doce de mim, pedacinho de vida, semente de amar.
Meu amor, minha flor, meu jardim...
Estado e essência das flores.
Meu ninho de amor.
Por você meu encanto, o silêncio, o gemido e sentido.
Neste instante nasce em mim, igualzinho, primavera, verão.
Em estações que limitam meu ser.
Vou colher outras rosas...
Contemplar suas pétalas, regar esse amor.
Não me peça somente orvalho.
Pois a você minha vida.
E nesse canteiro da vida poder sempre amar.


Nilson Ericeira

Radar da mídia

O repórter Carlos Ribeiro em entrevista externa para TV.

O hoje também advogado Carlos Ribeiro apresenta o Programa Jornal da Manhã, na Rádio Cidade de Vitória, com grande audiência.
Ressalta-se que na área de Comunicação o conceituado radialista já fez de tudo. Aqui em entrevista com Zequinha, atual presidente do Sindicato dos trabalhadores Rurais de Arari.

Para alegrar nossos corações!

Um gênio de Arari que há muito Deus levou para abrilhantar o céu com seus acordes, suas cantorias e poesias.
E com todas as notas que o fez diferenciado. Nosso melhor goleiro da Franca, nosso engenheiro de nossos carinhos de lata, nosso artesão de nossas bolas de borracha emendadas.
Um amigo proativo e muito à frente em ideias da época em que viveu. Um dos meus melhores amigos.
Zezeca Perone ( o nosso Super Homem da Franca) de quem dona Teodora, a sua mãe morria de amores e nós o admirávamos como um ser humano muito diferenciado.
Lembro-me quando me oferecia musicas cantadas por ele anunciava: Esta músicas vai para o meu amigo Nilsinho.
Preservaremos a memória de um dos grandes artistas e intelectuais de nossa Arari.
É bom ter avida marcada por parceiros, companheiros tão especiais assim.
A imagem explícita foi captada na mídia social, portanto não tenho os créditos da mesma, mas guardei com a devida venia dos demais fãs de Zezeca.
Leia mais sobre este assunto no Blog do Jornalista Nilson Ericeira - usina de Ideias.

A cidade sitiada

Vivemos numa cidade sitiada
A violência não é todo o mal
O mal maior vem de antes
Muito antes: atemporal doutros vendavais
Tem faces por vez obscuras
Traumas anteriores!
Coisas subliminares
Os cárceres de que nos propõem e sujeitam
Não são frutos do agora
Antes me cegaram, calaram, emudeceram...
Me molestam em cores
E em preto e branco
Levaram as minhas cores e tons
Puseram-me numa cidade sitiada
Que, ainda assim, é amada!
Idolatrada entre outras mil
Mas a culpa é minha que me sujeitei a tributos
E que os deleguei atributos
Que me cercaram, prenderam-me e ceifaram as minhas asas
Porém, para o nosso consolo, a cidade é nossa
A dor é nossa
O desalento e angústia
Sobra-nos desilusões
Mas disso não nos podemos preocupar
Pois em novos pacotes os embrulharão
E tudo volta a ser como querem os sitiadores
Aos sitiados, cárcere

Nilson Ericeira

Cá com meus botões IV


Todo o administrador público em tese deveria ser uma pessoa ética, moral e proba, e se assim não acontecesse, não há por que nutrirmos admiração alguma por ele. 
Sabemos serem princípios da administração pública o da conveniência e supremacia do interesse público além de outros, mas muitos gestores agem exatamente de forma contrária. Seria assim: a ordem inversa!
Equivocamo-nos quando, por paixão, emoção ou falta de discernimento, elegemos disfunções menos graves das mais graves e, ainda, elegemos os gestores da nossa preferência como corretos! 
Comparações e analogias de quem lesou mais ou quem lesou menos – não incide na ‘dosimetria’ do dolo ou da culpa. O que importa é a lesão que pode ser material, moral ou à imagem. 
Paixões nos tornam cegos ou visionários, pensos, inclinados a aceitar só o que nos é confortante. Há, porém, fatos que nos assustam, mas não podemos e nem devemos negá-los, por mais que frustrem nossas paixões.