06/12/2018

Barco velejador


Lancei-me sobre o teu olhar
E me vir completamente
Em sinais de alegria no coração
Em sinais de lágrimas
Uns sinais...
Escutei o teu coração bater a minha voz
A minha angústia e ânsia
Um salgar tão esquisito
Um amor tão infinito
Mas nada que não me leve à terra firme
Não me procurei distante, pois estava em ti,
sentido amor
Todo o amor de tanto tempo,
de tantas coisas, de tanta luta
A biografia, a escrita da vida...
Quando meus olhos secos se depararam com os teus em oceano
Eu, ser de pedra, em rochas, águas de mim
Me derramei em encantos!
Continuei a escutar a tua voz tão nobre
Vi-me em teu seio e raio de amores
Lancei-me sobre o teu olhar a me imaginar distante
Como um barco ao longe...
Sobre o vento e indo além do que existe
Somando saudades tão especiais
A não conter minhas próprias águas
Umas que secam, servem de encostas,
outras à deriva...
Até àquelas que viraram pedras, rochas...
E que, em tempestade, nos afligem
Mas não nos deixam perder o mastro, o rumo
E que volta para te enxergar do que te fiz passar
Mesmo que, para isso, visão de outros portos
Quero ir para ti, para te escutar, te olhar e amar

Nilson Ericeira

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