29/11/2018

Metástase social


Meias palavras vazias e umas religiões
Meio bobo e muitos tolos
Um pedaço de bolo
Umas tiras e chavões
Soltem palavrões!
Umas tolices em nome da família
Indiferenças e crenças
Enquanto cresce a ignorância
Pois tão avançada que metástase
Pobre país pobre
Que acredita em falácias
Que renova amordaça com euforia
Enquanto os pobres se engalfinham,
levaram uma boa parte de meu queijo
E lavaram as mãos para mim!
Indiferentes crêem em palavras evasivas como se milagreiras
Oh triste Nação, de que derivas essa podridão
Ainda que seja tarde, solte-me dos grilhões e porões
Pois prefiro morrer a ter vida evasiva
Ou por menos, cura-me de metástase social
Ou mesmos sara-me de feridas indiferentes
Pois ainda sinto a dor do último golpe
E, ainda, nem sarei de feridas recentes

Nilson Ericeira

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