28/02/2018

Foi o amor quem fez


Assim que minha porta abrir
Quero ver o teu sorriso em mim
Quero o encanto do teu amor em mim num sinal de reencontro
Quero ter vida que Deus prometeu para mim
E assim que céu abrir em nuvens
Quero passar com toda a simplicidade que o amor te fez
E assim que eu me despedi de ti, fiques cestas estás para sempre em mim
Pois nunca morrerá o amor que plantamos untos
Sementes maturaram em nós
E por tantos caminhos, por outros canteiros que regamos
Regamos o amor que há em nós com muita estima
E nem pensei que um dia eu ia ter que partir
Parir meu coração sem te ver sorrir mais uma vez
Mas eu vou semeando amor e te abraçando
Só para ver se ouras sementes maturam em mim.
Pois o amor que eu armazenei é eterno
E é todo o propósito do meu ser.
E quando eu for saindo lentamente
Mais uma vez quero te ver sorrir eternamente em mim
Eu sei que és o meu sentimento maior de amor
E tudo que aconteceu de bom em mim
Foi o teu amor quem fez.


Nilson ericeira

Senador Roberto Rocha em Arari


Parabéns Thallys

Nossos parabéns hoje vai para Thalys, uma das joias preciosas de nossa família. O motivo dos parabéns é pela aprovação para os cursos de Jornalismo e Letras.
O outro é pelo seu aniversário que a todos nos alegra. Imagina então a alegria também sentida pelos seus pais Teixeira e Bia, pelos seus irmãos Theo Suze e Rodolfo!
O seus tios e padrinhos, Nilson Ericeira e Concita, alegram-se em igual dimensão para neste dia como marca memorável externar o carinho e amor que sentimos por vocês.

Esses meninos são bons de bola!


Da série: poemas inéditos


Arari em reverberação I

Posto-me a descrever as veias de mim
É exatamente as que me dão forma
Às de que me conformam,
as que me fazem espelho e reflexo
Tons, cores, escuridão...
Me fazem perceber o sol na chegada e ocaso
E se por acaso não me enxergar
Ponho-me no cio da ânsia em tê-lo
mantê-lo e no desmantelo do coração, do ser e da alma
Pois és vasos artérias, veias e as vísceras...
Que me traçam em poemas imperfeitos
Mas na minha imperfeição porque me encontro no céu de ti
E dos carnavais de que e proporcionam
De bestiais a riem de si, de mim e de todos
Porém, eu sei que Arari em mim é vida plural
Com os alfabetos de que me descrevo
E do analfabetismo que me domina
Ou nos tons que meu coração abarca
Posto-me em silêncio, porém há gritos, silêncio!
U quero enxergar, escutar, abraçar:
Pessoas que nascem...
Às que teceram a tua história
E dos ingratos, pois mancham teu solo
Só-frendo, os excluídos de sorte
Pra se ver, ainda assim, há só amor
Mas há ingrata gente e é tanta gente!
Ainda assim,
sobre teus campos tem pastos
Pássaros, passarinhos...
Na nossa água e maresia
Que no meio, mistura-se a toxinas
E de teus sabiás, eu sabia que um dia se iam
Iam para outro lugar
Embora assim, andorinhas e anunciam
Prenunciam umas outras estações
É a do amor que bate no meu coração
Enquanto bem-te-vis denunciam o-missão nesse lugar
À deriva a nossa água, antes fosse de outro lugar!
Pois só me falta armazenar vento

Ou ter-se, render-se ao ócio que se faz

Nilson Ericeira

Arari aninga I

Acho que balança o meu coração
Dentro de mim reminiscência
Ultra sentidos
Não sei se remanso ou em maré que em mim anuncia
Bate angústia, bate peito, acelera coração
Já não sei mesmo se me anuncio, me pronuncio ou denuncio
Pois bate em mim amor, um amor com nós
Um amor como o de nós
Amor por Arari!
É amor de raiz de folha que aninga!
E nesses aningais tão aflitos feitos de falácias
Agonizam outras vidas!
A minha, a tua, a sua...
Mas que não me falte maresia, taquicardias...
E nem me deixe que o patrão seja a minha voz
E que a podridão seja a única lama
Que entres as raízes, caules, 
folhas e frutos, mas não me cale na raiz,

Ou melhor, na matriz. 

Nilson Ericeira

Ser feliz só depende de nós!

Dizem que a felicidade é momento e que dura pouco, mas traçando uma ponderação abstrata de minhas convicções, entendo que a felicidade é sempre algo a ser conquistado. Um desafio imposto ao ser humano que pode modificar a sua vida. Da mesma forma que não depende só de uma pessoa a conquista da felicidade, dependendo da manifestação da alegria interior que gera satisfação em cada um.
Mesmo sendo algo invisível e intransferível, a felicidade é sentida no dia a dia das relações. Passa, porém, pela acepção de valores que a pessoa nomeia para si e para outrem durante a vida. Contexto em que há os que alcançam a sua felicidade satisfazendo sua gama material, mas há também os que humanizam as relações e tem como preferência a completude entre humanos para a satisfação de seu endereço íntimo de felicidade. Portanto, o que vem a ser felicidade para um e para outro, pode não ser para muitos. Depende muito do referencial a que adotamos.
Ser feliz depende de nós quando nos preparamos para aceitar as manifestações da vida numa troca de relações. Conquistar a mulher ou o homem amado; adquirir bens, valores estéreis, viajar sempre, conquistar posições, obter status e poder etc. Isto pode gerar prazer e tornar a vida do vetor desejoso e feliz. Não há aqui que se discutir preferências, opções ou acepções, ou mesmo seletividade de valores. O que voga é no que o ser se compraz.   Há os que encontram em servir a Deus a felicidade tentando conciliar matéria (corpo) e alma na plenitude de obediência a um Ser especial. Aqui reside uma série de valores que vão se encaixando na medida da prática da obediência.
Se feliz depende de nós e dos outros nas relações que por vários motivos que sozinhos não conseguimos conciliar. Tudo que se conquista nesta vida agentes do tecido social que, na tessitura, nos entregam coisas prontas ou continuam nos ajudando a tecer coisas da vida.  Sempre esperamos de alguém alguma coisa, ou por contrato explícito, ou por elos de contratos sub reptícios que se constituem durante toda a vida.
Assim, não há que se falar numa fórmula pronta, acabada e perfeita sobre como encontrar a felicidade, pois pode está em nós e nos outros sendo multiplicada e dividida nas diversas nuances da vida. Pode ser fruto humano, material ou esmo a junção dos dois. Penso que, tudo depende de como nomeamos a importância e pessoas e coisas que nos dão alegria interior.

Depende só de nós! Devemos nos permitir. Quando depende de nós e dos outros, temos que tecer a vida com objetivo de conquistá-la, mesmo sabendo que para tudo existe um tempo de maturação e com a felicidade não é diferente. 

PENSAMENTO DO DIA: É você que colori todos os dias a minha vida dando o tom da minha felicidade. Por essa e outras razões é que não me desfaço dos traços e nem me afasto da composição de nosso amor. (Nilson Ericira)

26/02/2018

Traços de amar...



A você o meu todo incompleto, a minha imperfeição
A você, as razões do meu coração
Para você todo o meu ser e mais um pouco
As partes de mim e poesias assim
Ah quem me dera levá-la comigo quando eu me for
E assim, continuar a sentir meu amor
Me agarrar na minha ambição, egoísmo, talvez
E outra vez você no meu coração
Quem me dera esse amor todos os dias aqui
E lá onde eu estiver
Um pedaço de mim para se multiplicar
As minhas veias que passam e me levam a esse coração
Eu se for todos os dias para agradar
E assim, na vida vou tentando adubar
Devolver o meu ser para você onde você estiver
Ah se eu pudesse fazer a minha reintegração
E ter os carinhos daquela mulher
Restituiria os pedaços do meu coração
Que o vácuo do tempo levou esse amor de mim
Mas agora eu posso fazê-lo assim com fragmentos da alma e do coração
É que esse amor é toda a minha a razão
De saber controlar a emoção deste coração
Porém se você for, por favor, não demore voltar
Você é uma magia que é o meu traço de amar
Quero sentir esse amor no meu corpo comigo
E sentir aquele frio no umbigo
De saber que o amor restitui o coração partido
Como disse não saia de mim
Pois é o amor que me toma e se reintegra para mim

Nilson Ericeira

Página final



Meu coração e uma parte de mim andam aflitos
Encaixes perfeitos, mas não há o que fazer
Protelar alguns dias, os segundos ou os compassos
Tomara que passe!
Mas já trás agonia
Não é só ventania, é tempestade
Eu sei!
Coisas que se distanciam de mim
Que nunca me falte alegria e nem a vocação pela paz
Eu sei sou capaz de ir ainda um pouco mais além
Porém, eu sei não convém
O que eu posso fazer eu não sei
Pois eu creio que ainda sei lutar
Viver o que ainda resta sem esperança de mar
E se for navegante, regozijarei mais amante
E traçarei minhas linhas para sempre te amar
Uma coisa eu sei
Uma única coisa eu tenho certeza
Levarei esse amor para sempre no meu coração
E se for para céu ou para outro lugar
Só terei razões para amar.

Nilson Ericeira

Da série: poemas inéditos


MARCAS INDELÉVEIS II - ENTREGA DE PRÉDIO ESCOLAR EM ARANHA

MARCA INDELÉVEIS: ENTREGA DO PRÉDIO ESCOLAR DA COMUNIDADE ARANHA

Conhecer sem prejulgar

Como conhecer as pessoas sem prejulgar? É que na atual sociedade nosso raciocínio funciona muito rapidamente quando é para prejulgarmos, julgarmos ou até condenarmos as pessoas. E nosso interesse pelo veredicto da sentença ou acórdão depende do que nos interessa.
O linchamento moral a que algumas pessoas passam na vida deixa marcas para sempre. Mas ainda assim, não nos policiamos, ou mesmo nos educamos para a convivência em tempo de massivas informações transmitidas por diferentes meios.  
A modernidade, a era da comunicação e da pós-verdade traz muitos benefícios, porém nos trás prejuízos incalculáveis, principalmente pela facilidade a que temos de nos expor e expor os outros. 
Devemos ter pudor, respeito e conhecimento de causa antes de emitirmos nossas opiniões, principalmente quando não se ratar de coisas nossas, pois podem afetar a vida social de outras pessoas. 
Nestes tempos em que ainda impera a miséria em várias partes do mundo,  mas que existe por outro lado, um grande corredor cibernético aproximando e afastando as pessoas por diferentes razões, em que há a possiblidade de formação de circuitos  de pessoas em vários lugares do mundo – dentro ou fora de suas nações de origem, formando grupos, sociedade ou mesmo ilhas cibernéticas, por isso mesmo, há que se pensar no que escreve, no que se fala e de quais imagens nos dispomos a expor. 
Pois, bem meio no meio dessa conversa, não são poucos o que se aproveitam da falta de filtros para, assim, disseminar maldades. 
Como o perdão divino está numa outra proporção ou dimensão, entendo que há erros cujas consequências não há reparação. Isto vale para todas as relações sociais independente dos meios de propagação que venham a se utilizar. Pois sabemos que há muitos que são fartamente abastecidos de intrigas, mentiras, inveja e maldades e que não se importam pelo linchamento que fazem na vida dos outros. Muito pelo contrário, por ser esta uma prática usual, costumeira não tem nem dor na consciência. O pior é que não podemos cobrar pudor de quem não tem. 

Conhecer sem prejulgar

Como conhecer as pessoas sem prejulgar? É que na atual sociedade nosso raciocínio funciona muito rapidamente quando é para prejulgarmos, julgarmos ou até condenarmos as pessoas. E nosso interesse pelo veredicto da sentença ou acórdão depende do que nos interessa.
O linchamento moral a que algumas pessoas passam na vida deixa marcas para sempre. Mas ainda assim, não nos policiamos, ou mesmo nos educamos para a convivência em tempo de massivas informações transmitidas por diferentes meios.  
A modernidade, a era da comunicação e da pós-verdade traz muitos benefícios, porém nos trás prejuízos incalculáveis, principalmente pela facilidade a que temos de nos expor e expor os outros. 
Devemos ter pudor, respeito e conhecimento de causa antes de emitirmos nossas opiniões, principalmente quando não se ratar de coisas nossas, pois podem afetar a vida social de outras pessoas. 

AINDA HOJE NESTE BLOG, ARTIGO COMPLETO E INÉDITO!


PENSAMENTO DIA: O coração recepciona o amor antes mesmo que os olhos o enxerguem, pois é sentimento que se aloja no ser transformando-lhe para melhor. (Nilson Ericeira)

25/02/2018

Poema de ninar: O fofo cafofo e a fada

A fada procura o fofo
O fofo encontra a fada
A fada fala com o fofo
O fofo escuta a fada
O fofo sai da sala
A fada fica na sala
A sala está cheia de mofo
O mofo deu na saia da fada
O fofo tirou o mofo da saia da fada
A fada vestiu a saia
O fofo abraçou a fada
O abraço que o fofo deu na fada rendeu, rendeu, teceu...
A fada gostou tanto que tocou seu coração
Os braços da fada abraçaram o fofo com emoção
O fofo abraçou a fada novamente
Ali, no mesmo lugar-tenente
O amor se fez presente
Um novo dia trouxe alegria a fada
O fofo recebeu o dia
O dia da fada é igual ao dia do fofo
Pois o fofo cafofo gostava da fada
A fada nem notava o fofo
Mas o fofo amava a fada

Nilson Ericeira

A matriz

Um dia poema,
Uns dias.
Mês, meses.
Dois poemas,
Infinitos...
Vejo o infinito na vida.
Na luz.
Infinitos pontos.
Sigo em linha reta.
Equidistante de mim.
Pontuado contos.
Circulando na minha circunferência.
A minha vida em ciclo é quadrada.
A vida me é interseção.
Parte de mim está aqui.
A outra em qualquer lugar.
Uma proporção.
Matriz, matrizes que a vida fez.
Mas qualquer que seja a regra,
Não é de três, é de dois amantes.
Na proporção do amor.
E sigo em linhas curvas, trajetórias, enfim.
Enceno o seno de um ângulo que é alfa.
Mas quando os pontos se cruzam.
Há a união dos teus traçados nos meus.
Pois na metade de mim, você.
No inteiro, no número simples e no meu máximo.
No meu divisor comum.
Pois você é aminha multiplicação,
Adição, razão.
Álgebra em expressões intercaladas.
Mas prefiro não ser tão radical.
Ir a fundo.
Construir os planos.

Aceitar os múltiplos sentidos, dizeres. 

Nilson Ericeira

CONVITE A UMA REFLEXÃO – Do preconceito à ignorância



Algumas vezes somos bons para conceituar e péssimos para aconselhar. É que na vida enxergamos as pessoas sob a nossa ótica e não sob o prisma de como elas realmente são. É fácil aceitar na aparência, mas difícil é aceitar no coração. Pois o preconceito age como uma chaga na vida das pessoas, taxando, rotulando e disseminado a imagem negativa dos outros, sem, contudo, procurar ajudar e muito menos conhecer a essência.
Por vezes, achamos que vencemos a nossa ignorância quando aceitamos a nossa condição de não conhecedor e indiferente ao problema do outro, mas a partir do momento que adquirimos conhecimento e informações suficientes, ao continuarmos agindo e procedendo de igual maneira, é porque aceitamos a condição de insipiente. E mais que isto: aceitamos o mal como condicionamento de vida em relação aos outros.
Vejo muita gente boa que age com preconceito como se fosse uma atitude normal, então, valoriza ou desvaloriza a pessoa conforme a sua visão de mundo, seu modo, sua vida, suas fantasias e sua ignorância. Com isso, em ultraje rigor, não contribui e ainda deixa uma marca de preconceito a alguns admiradores ou descendentes. Da mesma forma que ditadores, tiranos, genocidas, estes rotulam e causam amarguram no outro por falta de respeito às ações e tendências de cada um que, por ser individual e ter livre arbítrio, não deveria ser ou causar objeto de discriminação por parte de quem não se consegue curar de seu próprio ódio que também não é capaz de se livrar.
Para tudo sempre há uma razão, mas não que a razão possa ser efetivamente lógica ou aceitável. Não há lógica no preconceito e não tem cabimento a acepção da ignorância no relacionamento por quaisquer razões. O preconceito antes de ser um mal é uma perturbação do ser consigo próprio em não respeitar e aceitar o outro na sua forma autônoma e livre de ser. Pois se assim persistir e não se permitir reeducar, vegetará entre os mortais como glândula produtora de ódio e indiferença.