04/08/2017

Oscilante


Dei mil passos que não me levaram pra lugar algum.
Balbuciei palavras que não me falaram nada.
Ri o riso antes de senti o encanto.
E quantas vezes derramei meu pranto.
E quanto passou entre os dedos...
Quando meus braços não se ofereceram para alcançar.
Um coração que não pedira, meu corpo não quis.
Agora me vejo complemente só curtido mundo imaginários.
Pois não admitir desde o berçário ser um ser estéril.
Quisera ainda ter aquele abraço em dias frios de verão.
Fazer pulsar, sair meu coração do peito.
Bate assim em inquietações até que eu me descubra em mim.
Correndo para dentro de mim, me recolhendo para ver se faço do poema  arte.
E, então, parto daqui para nunca mais.

Nilson Ericeira

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