01/08/2017

O costume do cachimbo é que faz a boca torta



Quando criança eu escutei muito esta expressão usada pelos meus pais, meus tios, meus avós e demais pessoas chegadas à nossa casa. Funcionava como se fosse uma repetição de ações errôneas pudessem nos levar a sempre praticar coisas erradas. Neste sentido é melhor prevenir do que remediar.
Penso que dessa mesma maneira isto se repetia na casa de outras famílias. É que não desejavam os nossos entes que nós incorrêssemos em erros por mais vantagens que por ventura tivéssemos. Não era o ‘patrimonialismo’ que era o foco, mas a formação moral e integral da pessoa. Formar pessoas boas para a convivência social. Penso que isto não pode se perder no tempo ou esvair-se nas conveniências de cada um.
Sempre fui chegado a metáforas para corroborar com a minha redundância na fala e na escrita, embora tenha compreendido que melhor se escrever na forma direta da expressão. Quando fazemos algo errado e não somos repreendidos ou mesmo ensinados de que forma fazer e realizar com honestidade, tornamo-nos uma presa fácil para o mundo da marginalidade.
Na minha modéstia opinião, não se formam marginais apenas nos guetos pobres e excluídos de direitos, mas nas gangs de elite, onde os pais oferecem péssimos exemplos de como melhorar de vida se apoderando do que em tese e em direito deveria ser de todos. É a famosa ideia de que se deve sempre levar vantagem em tudo sem considerar os meios e muito menos a forma desonesta.

Acostuma-se no erro, mesmo que tenha lucro material, é ter a boca torta para sempre, é ter o corpo sujo e ser um ser em desequilíbrio. Não há como corrigir disfunção social, pois do costume, ou seja, de tanto repetir o erro, acostumou-se com ele. Por essa razão, é mais do que evidente que todo o mal tem que ser cortado na raiz.

Nenhum comentário:

Postar um comentário