23/07/2017

Tempo

Às vezes fico sem saber em quais das nuvens me apego, se a que passou, a que veio ou a que virá.
Em que me segurar, se no doce do beijo, no toque das mãos ou na batida do teu coração.
Como procurar, se dentro de mim ou num pedaço de qualquer lugar.
E de que forma me achar, se em mim mesmo ou a divagar.
Se na flor que se abre a exalar um novo perfume ou naquela que deixou marcas em mim.
A não ser que queira ter outro jardins com essencias de rosas todas elas para mim.
É um pensamento que vaga e que traz o tempo de volta daquela nuvem que se foi.
Levada pela tempestade e pelos ventos do norte.
Ah que me dera ter a sorte de ter esse amor até o fim.
E assim uma nova vida de flores e jasmins.
Então, levarei minha vida contemplando a natureza que é tudo para mim.


Nilson Ericeira

Nenhum comentário:

Postar um comentário