28/07/2017

Opções de liberdade



Nesta vida têm coisas e situações que escolhemos livremente com ar de liberdade. Caso não tivéssemos o livre arbítrio, em tudo os outros determinavam por nós. Numa sociedade democrática, que se tem respeito pelos direitos humanos, só somos representados quando outorgamos por procuração escrita. Isso é plenamente reconhecido no direito e consagrado nos códigos.
Assim escrevo sobre um assunto que me inquieta, principalmente quando somos representados sem autorização, do jeito daquele tipo de gente que fala por você, age por você e até decide por você. Porém, para atingir seus intentos precisa que o ouvidor corrobore com suas pretensões. Quando nos damos conta o discurso inventado, portanto, mentiroso, já ganhou asas e proliferou-se como um vírus devorador ou da forma de uma bactéria patogênica.
Busco, por outro lado, o exemplo das nossas referências individuais, o futebol é uma delas, praticar ou não desde criança é opcional. Torcemos, refutamos, nos indignamos, mas com o sentido de que isto nunca interfira no cerceamento de nossa liberdade e muito menos ainda na liberdade dos outros. Aqui se deve constituir uma relação de respeito, de amizade e de conhecimento. Mas geralmente não é o que se ver, infelizmente. E como é bom travar uma boa discussão com quem tem algum conhecimento e entende de futebol! Aqui, para ser mais redundante ainda, há uma relação de respeito que se merece recíproca. Por sinal, de futebol, ‘política’, religião e Comunicação quase todos nos arvoramos de conhecedores.
Temos outros exemplos iguais à política partidária, a política formal, o prazer pelo conhecimento e opções de gênero, etc. Neste contexto, eu acredito que para nos educarmos, temos que nos respeitar e respeitar os outros da nossa relação e das outras relações. Na sociedade o que nos parece extemporâneo também nos pertence.
Ouros exemplos se seguem em que não somos obrigados a segui-los, apreciá-los ou mesmo fazer parte. Ainda assim, sabemos que a vida em sociedade é cíclica - sempre repito isso - por necessidade ou por admiração até que seja por proatividade. O amanhã não nos pertence, por isso mesmo não deveríamos fazer projeções maldosas.
Assistir recentemente a um filme, aludidos nos cursos de graduação que fiz, mas para a minha surpresa, apesar de ter sido lançado há 45 anos,  a trama se desenrola semelhante aos tempos de hoje. As linguagens nos remetem à competição desleal, ardil, marginal e maldosa que se ver atualmente.  O Poder e a manutenção dele é o foco, não importam as consequências.
“O Poderoso Chefão” não admite ser questionado, não admite que pessoas os atrapalhem em suas reais intenções e, para tanto conta com assessores de extrema confiança, mesmo assim desconfia o tempo inteiro da traição. Mas se, por acaso, presenciarmos esse tipo de relação em algum lugar pode ser apenas coincidência.


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