25/07/2017

O homem é o lobo do homem



O homem deixa de viver em comunidade social para viver em matilha. Caso paremos para refletir logo perceberemos que na atual sociedade, acirra-se cada vez a lei do mais forte, com isso uns devoram os outros numa competição desigual.
Há homens que são lobos, mas não é possível um lobo se tornar homem. Não há casos geneticamente possíveis, pois o cruzamento não é compatível. Mas é perfeitamente possível, na convivência social, as pessoas devorem a vida e a esperança de outras pessoas por meio de más ações.
Quando nos tornamos lobos – quando passamos a agir com maldade causando a exclusão social e até a morte de outras pessoas. A ganância, a inveja, a soberba, a maldade de maneira geral fazem com que pessoas se comportem como os lobos se comportam quando precisam devorar suas presas para se manter vivos. É a lei da sobrevivência! No mundo dos homens o que deveria prevalecer deveria ser a solidariedade, mas nem sempre é o que acontece. Disputamos passo a passo o melhor lugar, desejamos o mais possível tudo de melhor para nós e os nossos. E com o desenho de lobos famintos, nem nos importamos com a desgraça alheia. A aparência e a estética nos empobrecem todos os dias. Não é só a competição e o status, mas a exclusão social a que aceitamos como se fosse normal.
Então perguntaríamos para que serve o Estado? Para nos diminuir, para nos tolher, para que aceitemos a condição de exclusão? Ou simplesmente para vivermos em letargia? Que façamos outras indagações.
Quando os homens são homens – na ocasião em que fortalecem suas relações pela moralidade, ética, os bons costumes e, sobretudo, quando são humanos na essência. De forma que, nunca patrocinem a injustiça e não façam e não permitam fazer perdurar.  Pois a justiça é gota de orvalho que precisamos para regar a esperança de um mundo melhor: sem maldades e sem permissividades.
Quando desejamos o bem das pessoas, que sejam felizes de igual forma que buscamos a nossa felicidade é sinal de que nos alimentamos de amor e nos retroalimentamos nas relações que estabelecemos. Gente  age assim, mas mesmo quando ainda há tempo para se redimir, devemos estabelecer boas relações com base na verdade, na solidariedade e confiança. Outros não podem nos representar quando assim não desejamos. Mas há pessoas tão fracas que nem refletem sobre suas posturas e muito menos conseguem ver o óbvio e, com isso, mesmo sem intenção, contribuem com injustiças.
Lobo é lobo, gente é gente e vivemos em constantes conflitos sociais, porém não deveremos nos animalizar ao ponto de ser visto iguais a lobos famintos devoradores de esperança.

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