31/07/2017

Fotografia



Hoje eu pensei em me enxergar noutro ângulo.
Olhar para mim e me fotografar.
Seria uma entre tantas fotografias.
Agruras e feridas que me fez.
Ir além: radiografia.
Amor e poesia...
Compor e encontrar o amor em mim.
E reflexos me encontrar nos meus mundos.
Talvez a até a síntese de uma luz.
Profetizar, aloprar, ser o que sou e não retardar.
Juro que nunca perderei a hora de amar.
Nem um segundo que fora, vou desperdiçar.
E na radiografia de mim tantos tons, sons, imagens do incondicional.
Mas eu não acho normal.
Posso dizer que alguém tão louco não possa esperar um pouco.
Só um pouco mais.
Queria parar o tempo e nem me importar com gente lá fora a esperar.
E não terão, pois o que guardarei comigo não é só meu.
As imagens da fotografia ou autopsicografia de amar.
A minha ilusão termina em ilações.
Devaneios de um poeta que busca coisas no ar.
É que flutuam sobre mim e abaixo de mim uns quês que nem sei explicar.
Valham-me palavras certas e me desafogar.
Postei em mim essa fotografia que quis inaugurar.
Pois tantas já amareladas me consomem nas paredes de meu coração.
E, assim, transformarei os reflexos de mim e autocomposição.

Nilson Ericeira

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