08/07/2017

A ferida política



Nenhum de nós tem a fórmula da República perfeita e caminhamos a passos largos da perfeição em matéria política, mesmo que a Carta Política assim no encaminhe. Vivemos na República dos interesses e conveniências. Assim se tece a teia da honestidade e desonestidade nas relações.
Para vivermos em sociedade harmônica precisamos ter a certeza que a nossa procuração foi passada e repassada para pessoas certas nos levando a ter consciência plena de que não estamos sendo enganados e que ninguém nos trai. 
Condeno de pronto a forma como as eleições se dão no Brasil, sem fiscalização, sem justiça e com um mar de alienados sendo fisgados por ilusionismo ou mesmo sem saber os porquês da opção. De qualquer forma, existe um caldo conservante propício para as bactérias e vírus do mal se proliferarem. Depois colher tempestades bombásticas estimuladas por uma mídia cada vez mais sedenta pela violência.  E para acrescentar, nem acredito que a tal reforma resolva, não por pessimismo, mas pela conveniência e interesses ‘políticos’.  Pois para mudar, às vezes, nem é preciso mudar a forma, mas a conduta ou quem sabe os atores.
Violência política - Na minha modéstia opinião, a pior violência de que somos acometidos é a política, pois nos destrói coletivamente e em câmara lenta, sem que pelo menos tenhamos o poder de reagir. Há uma frase que resume o que nos acontece: colhemos o que plantamos.
Sem medo de cometer ilações, pois sem prescrição em lei e muito menos por evocação de autoridade imoral, digo-lhes que é preciso uma depuração de valores e muito cuidado com a retórica daqueles que, em tendo algum conhecimento, usam para se esconder em seus próprios erros.

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