21/07/2017

A Corte



A Corte é feitas de homens bobos.
Embriagados pelo Poder, amamentam seus filhos com que é do povo.
Nem se dão conta que ofertam o mal.
Constituídos para harmonizar, esmeram-se em maldades.
A Corte corta o nosso fígado, dilacera nossa esperança.
É feita de homens vis que vilipendiam a vida passa pelas canetas sujas de sangue.
Apoiam-se em escrivaninhas sujas e lisas do reflexo de suas caras pálidas.
O que dizer de uma pátria pária?
Quando quem nos deveria dá exemplo, nos encarcera.
Quem nos deveria representar, nos envergonha.
Vã filosofia perdida no devaneio das relações.
Assim compõem suas lides ocultas na escuridão da corrupção.
São togados e assim passam uma imagem pura e inocente.
Daí se depreende que todos somos vítimas de um estado inerte, sem lente.
Estamos construindo um Brasil sem nexos, admirando hipócritas.
Cortejando mentirosos!
E segue a procissão de idólatras...
Quisera então me omitir da minha própria razão,
a mostrar as vísceras da qual pertenço.
E ver abutres na governança.
Lambendo o céu em patrimônio e poderes e ainda assim sendo cortejados como justos.
Ah mas antes a desordem permitida à barriga vazia cujo vento atravessa as costelas.
Enquanto isso, na Corte os pobres comem os restos e sobrevivem das migalhas.
Enquanto a fragata avança, o fosso aumenta.
Pobres e moribundos somos todos que mesmo sendo plebe, endeusamos quem nos escraviza.

Nilson Ericeira

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