05/07/2017

A condenação




Nem compuseram a lide,
mas mesmo assim me condenam!
Nem bebi cicuta.
Mas provei da falsidade dos falsos.
E nem neguei a Jesus apenas três vezes.
Ainda bem, que tenho o coração são.
Nem rir quando percebi que você me traiu!
Mas até se vingam de atos que nunca pratiquei.
Não compuseram o devido processo legal,
mas têm respostas a todas as oitivas.
A ação é condenatória, vexatória, vergonhosa.
Sinto vergonha dos que me condenam.
Só falam no ouvido, não olham nos olhos...
No veredicto, em versos a hipocrisia se fez.
Não há provas contra mim?
As testemunhas são as mesmas que sublevam.
Que levam e traz.
Não há indícios, não há materialidade, portanto, não há autoria.
Mas de que me acusam?
Por que me condenam?



Uma coisa eu sei:
de que não me encarcerarei nos cômodos do ócio ou da hipocrisia.
E nem me subjugarei ante a hipócritas.
Mas de que me acusam?
De ter a alma limpa, o coração são, a consciência tranqüila!
Não, não me mostre à cela, está imunda, pois anda há pouco você
feriu a quem nunca deveria.
Traiu a quem lhe deu a mão.
Por favor, deixe-me pelo menos me interpor, propor, solicitar, anular e negar.
Meu copo era livre, agora está aqui à mercê dessa lide.
A lide das inconfidências, subterfúgios: usado pelos falsos...
Pois não prolatem essa sentença!
Sou inocente. 

Nilson Ericeira

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