10/07/2017

A coisificação das relações



Não podemos ‘coisificar’ nossas relações. E podemos ser felizes a partir do momento que procuramos nos apegar a pessoas que merecem compartilhar nossos sentimentos. Alguns objetos de valor material, por mais preciosos que sejam, nem de longe podem ser comparados a nossas pessoas amadas e queridas ao gosto do nosso coração.
Há muito me entristeço quando percebo em algumas pessoas a alucinação que demonstram por coisas insensíveis. Pois só o amor produz amor! ‘Coisificar’ as relações é fim sem começo.
Temo que a humanidade cada vez mais se distancie do sentimento de amor que nos impulsiona a solidariedade uns com os outros. Mas para que isto não venha a acontecer temos que nos abster de adorações fúteis e que não nos levam a nada. Objetos e bens materiais são para ser usufruídos e nos proporcionar conforto, fora disso não há outra relação.
Há pessoas que dão mais valor a coisas de que ao ser humano, tornando-se ilha de si próprio. É uma tristeza uma pessoa que não se permitir amar. O amor é óleo da vida e o condimento do coração.
Ao demonstrar sentimentos e exteriorizá-los estamos nos alimentando e proporcionando paz interior a outras pessoas.
Mas a transformação do coração em pedra não se dá só pelo uso de adorados objetos, mas pela nossa ignorância e incapacidade de aceitar as pessoas nas suas diferenças. Arrisco-me até a dizer que a indiferença com o diferente é o mais grave sinal de insipiência e incapacidade de convivência social. Entendo, do mesmo modo, que este é um dos desafios que haveremos de enfrentar nestes tempos: o de nos educar para as relações com as pessoas.

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