09/07/2017

A águia e a galinha



Há muito li um livro de Leonardo Boff com o referente título, mas ainda que me tenha servido em concepção ideológica, usarei como melo para este tecido, uma vez que é de minha pretensão usar de meus próprios recursos.
Era uma vez uma águia e uma galinha que se cruzavam no quintal da casa velha. A galinha com seus pintinhos mariscavam no quintal e ostentava de belos cocoricós para atrair os seus filhotes, bem como espantar quem a ameaçasse no seu reino. Para tanto, em súbito momento, abriu as asas como se fora a própria águia ao tomar voo! Uma tentativa de demarcar o seu território.
A águia tem grande visão – alimentam-se de ratos, pequenos peixes, coelhos, esquilos e cobras, marmotas, etc. Põe até três ovos por dia e duram cerca de vinte e cinco dias em encubação. A galinha cisca para trás, coloca cisco a cisco com que uma grande novidade para aproximar os seus filhotes e protegê-los, ao mesmo tempo em que lhes garantir todos o mais próximo possível de sua asas.
Num dia de céu nublado, quando galinha já tomava coragem de ir mariscar, percebe a vigilância de uma águia com seus olhos gigantes e presas afiadas como quem esperava o tempo certo para se apoderar de uma boa alimentação!  Mas era tanto disfarce que a galinha se descuidou dos seus pintinhos e num piscar de olhos: piu, piu, piu!  Lá se fora dois dos seus mais estimados filhotes. E assim, a águia não saiu mais daquele lugar vigiando aqueles que saciariam a sua fome. Da mesma forma que se postam pessoas más, cuja índole é perversa, usa de tática traiçoeiras para atrair e depois destrói vidas.
A galinha sempre olha para baixo, a águia ao contrário, parece não ver, mas tem a visão ampla e sente o cheiro de longe de suas presas. Assim é a nossa competição social, têm pessoas que tem olhos de galinha, mas agem igual a águia age e impiedosamente deixa os outros no desalento. Não importam os métodos, sempre querem tirar vantagens às custas dos outros.

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