30/06/2017

Vaqueiro valente de Arari



Dá serie: Arari 153 anos de história

Vaqueiro chegou a Boca da Onça e logo avistou Boqueirão.
Sentou o cheiro de novilha nova e palpitou amor no coração.
Vaqueiro tropeou no caminho das Moitas e chegou ao Atijolado.
Logo percebeu que seu corpo molhado de tanta emoção.
Mas ele era molhadinho de suor e de amor-transpiração
E que ele de longe já via a linda cidade de Arari do Maranhão.
Vaqueiro 'aboiou' e fez poesia para aquela que é a mais bonita deste torrão.

O vaqueiro não fez rogado e clamou a São Pedro e São João para pedir proteção.
Logo avistou a Boca do Caminho, Picos e Manoel João.
Cavalgou vaqueiro por todo o estirão e logo foi dá de novo no Boqueirão.
Vaqueiro correu para laçar o gado, mas logo deu conta que laçou boi de Arari.
Uma laçada de amor no coração.
É esse o boizinho danado que é alegria daqui.
OH, oh, oh boooii!
Boi de Arari.

E vaqueiro valente saiu cavalgando por essas pastagens.
Não se intimidou com volume das águas, com marés nem tempestades.
Venceu maré cheia e se esquivou da pororoca.
Quando se deu conta estava no quintal de dona Mundoca.
Pois trazia consigo um bom mantimento: arroz com toicinho e uma boa farinha d’água.

E, enfim, chegou a nossa cidade anunciou seu destino assim.
Apeou e fez família aqui às margens do Mearim.
Fazer toadas, comendo peixes e fazer poesias nessas aguas de mim.
Assim apeou o vaqueiro na beira do Rio Mearim.


Nilson Ericeira

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