29/06/2017

Uma sede



Sede de quê?
De justiça.
Sede por quê?
Por que ninguém me escuta.
Porque tenho fomes.
Por que sinto sedes?
De quê?
Sede de amar.
Fomes de justiça.
Fontes de mar...
Fomes de amar.
Por que desse fosso social?
Porque há “política”.
Nem essas políticas...
E por que ainda passamos fomes?
Tantas!
A justiça é a que sai da barriga e do coração...
Por quê? Porquês.
Porqueiras, por que isso?
Omissos, vamos!
Mas para onde.    
Mas há um lugar?
Lugares incertos.
É a política.
É as “políticas”...
'Politiquices', malabaristas,”palhaços”, politiqueiros...
Enquanto isso, lá fora jorra.
Há mulheres sem pão,
Homens sem teto, sem foto,
Sem dotes e,
de coração ferido, sem trabalho, saúde e políticas...
Mas eu sou órfão de quê?
O homem já não cabe em si.
Ele corre à justiça.
Recorre...
Para quê?
Lá fora, outras crianças ainda brincam, moleques.
E seus pais amam um país pária.
Mas por que ninguém nos escuta?

Nilson Ericeira

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