14/06/2017

REMEMÓRIA I



Arari em o cachorro de dona Delminda
Num dia desses, (lá pelos anos de 1970) num finzinho de tarde, na nossa amada e doce Arari, Seu Jorge Oliveira, um enfermeiro prático, dos melhores que teve em nossa cidade, sentava-se com de costume todas as tardes para prosear.

Mas ele estava intrigado: não é que as bananas da casinha estavam sendo furadas, comidas, estragadas por um animal. Seu Jorge, apesar de deficiente de uma perna, era trabalhador, plantava de tudo em seu quintal, por isso colhia com abundância. Subia nas mangueiras com uma habilidade de impressionar.

Um dia seu Jorge espera pacientemente o animal traiçoeiro. Não é que um cachorro estava comendo as bananas de Seu Jorge.

Ele como bom vizinho tratou de comunicar a dona do cachorro larápio.

- Dona Delminda, disse Seu Jorge, seu cachorro está comento as minhas bananas.

- Onde é que já se viu Seu Jorge, cachorro comer banana! Só mesmo na sua cabeça cabe uma coisa dessas! Retrucou a velhinha.

- Eu estou apenas lhe prevenindo!

- Um dia desses de finzinho de tarde, entra esbaforida na casa de seu Jorge, dona Delminda aos prantos: “Seu Jorge, Seu Jorge sê matou meu cachorro!”

- Mas Dona Delminda onde é que a senhora viu cachorro comer banana, só mesmo na sua cabeça, respondeu o sábio enfermeiro.

Publicado em, 01/07/2010

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