25/06/2017

O gato e o rato no reino da fantasia

* Da série: Fábulas de Nilson Ericeira
Nestes tempos gatos e ratos já quase não se  estranham mais, pois conseguem comer da mesma comida, dividir o bolo e até comer um o queijo do outro. Às vezes se tornam um indiferente do outro e até dorme no mesmo ninho. São cúmplices e sorrateiros. Gatos e ratos são criados a mamadeiras e recebem tratamentos especiais. Infelizes só os ratinhos que ainda são crias de laboratórios para serem cobaias. Nasceram para o sacrifício!
No reino da fantasia é de admirar, pois gatos e ratos sempre foram tidos como inimigos. Hoje quando se quer caçar ratos não se usa de gatos, mas de ratoeiras ou outras armadilhas. Sabidos os ratinhos descobrem as tramas de seus patrões. Na noite da armadilha, são avisados pelos gatos que o perigo é iminente.
Ratos e gatos hoje jogam pedras e escondem não só as unhas, mas as mãos inteiras. Lembram daquela brincadeirinha de quem tirou o ‘toicinho’ daqui? O gato comeu! Mas nos dias de hoje é bem complicado dizer se foi gato, o rato ou mesmo um político com fome. Bem que esses outros animais comem o bolo todo e o boi inteiro e ainda exportam para o exterior.
Os ratos modernos devoram as verbas públicas, particularizam o bem público, usurpam das atribuições públicas em benefício próprio e, ainda, quando pegos pela ratoeira, tem privilégio pelos crimes cometidos. E quando entregam outros ratos, têm diminuídas ou abrandadas para regimes bem mais cômodos.
Mas quem tirou o dinheiro daqui? Quem atirou o pau no gato?

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