19/06/2017

O camaleão ou lagarto!




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A desfaçatez de algumas criaturas ‘humanas’ é de dá nojo a outros animais do reino da hipocrisia. Acostumado com os favores da Corte intitula-se amigo do rei posto, mas logo que passa o poder, rei morto.
Manso, adequa-se à vegetação de toda fauna, geralmente acasala com sempre um igual: em hábitos sorrateiros, na alimentação e na aproximação. Tudo serve só para atingir suas presas. O importante é está ao lado do rei ou da rainha, quando for o caso. O Poder lhe é obsessivo, suas práticas, hediondas.
Na folhagem política ele é um mestre: bom articulador, excelente desagregador, um malabarista por excelência. Escorregadio, coloca seus agentes para subtrair boas informações e até coisas cartoriais! Ufa, ter um assessor desse nível é tudo que um narciso precisa. Até parece é onipresente e onipotente, em tudo serve. Não dorme, não por insônia, mas por infâmia.
A mim não me surpreende, pois às vezes, parece que vai cair da árvore, mas logo num pequeno vento, avoluma-se e ganha espaço em toda a fauna. Tem então, um campo livre para agir com suas unhas de gatuno, pescoço de lebre, olhos de lobo, boca de fome e intenções de um dragão.

* Da série: Fábulas de Nilson Ericeira
 

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