09/06/2017

Longe dos olhos, mas perto do coração



Nem sempre algumas pessoas que amamos estão sobre o prisma de nossos olhos, mas presentes em nossos corações. É que para o amor não há distância, mesmo que ela exista fisicamente. E é nesse sentido que às vezes sentimos uma saudade de doer na nossa alma, no nosso coração e nossos em nossos ossos, fazendo-nos apertar o nosso ser que pede a presença ou mesmo a busca dos amigos.
Há pessoas muito especiais para todos nós, mas nem sempre podem conviver conosco e que só os vemos ocasionalmente. Há alguma delas que há muito não temos o prazer da presença física, ainda assim, buscamos em boas lembranças. Nesse sentido é que nos bate uma saudade, por vezes choramos sozinhos e por outras damos gargalhadas como se estivéssemos revivendo aqueles bons momentos.
Em todos os municípios do Brasil, algumas pessoas saem para estudar ou trabalhar, outras em missões especiais, aqui no nosso interior, em nosso Arari, muitas saem pois não têm oportunidades ou são mesmo discriminadas. Com isso, partem rasgando o coração e alma deixando para trás a família, os amigos e toda a vizinhança e coleguismos. Uns referenciais que lhes davam demonstração de emancipação e autonomia. Muitos feitos nos bancos da escola, no recreio, na chegada e na saída...

Assim partem para escreverem suas vidas em outros lugares, mas sei que de seu lugar jamais se apartaram, pois o coração clama todos instantes colocando-lhes reflexões que lhes dão de volta um amor retroalimentado e edificado no sentido de amar.
Neste contexto, escrevo para todos, mas principalmente para os que se enxergam de volta a sua terra, ao seu interior, de dúbio sentido, para desfrutar do doce das amizades construídas e, com isso, rever os amigos e reviver uma vida que é marca simbólica e existencial de quem ama o seu lugar.


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