10/06/2017

Alguns sinais



O que a minha voz clama é contra o silêncio dos injustos.
É a matança sem gritos e sem dó.
A natureza morrendo, os olhos marejando...
O que cala a minha voz e mareja meus olhos vem do meu coração.
É um gemido incontido no peito e a voz!
A voz que cala meu ser é silêncio sepulcral.
É a despedida sem medida, sem sentidos nenhuns.
O que me cala e o que me fala esta voz.
Ah quanta saudade você me dá.
A, ah se eu pudesse apenas amar você.
Eu juro que nem me importaria de ver as horas passarem.
E meu silêncio se tornaria algazarra na luz dia.
Eu preciso correr e segurar o tempo só para ver se escuto o meu silêncio.
Mas acho que eu já não consigo nem exprimir minha voz.
É que um soluço que me tona,
moribundo não sei do que é...
E em quantas armadilhas eu cair vou me desarmar.
Pois eu prefiro o silêncio a essa voz de comando.
Ah eu preferia conferir meus segundos ao teu lado ao vê-los passarem.
Mas assim eu te peço escute o meu silencio contumaz.
Pois eu puder por onde eu for quero as tuas mãos entres as minhas.
Você minhas correntes, minha concha, meu casulo e céu.
Assim seremos um só no silêncio do amor.
E me desobrigar de omitir vou gritar que nasci para te amar.
E, então, meus céus de tons e vozes, e escritas traçarão caminhos.
E os que me impulsionam a ser sempre bom e justo.  

Compadre Robrielle

Nenhum comentário:

Postar um comentário