18/05/2017

Arari em apetrechos de mim




A cacimba, a água, a caçarola...
O pregado, o pescado, a gula.
A agulha, as coincidências, o choque!
O carro, o avião: admiração!
O côfo, a meágua, o morrão, a lamparina...
A meaçaba, o bolão a parede.
O pote, a bilha, a caneca.
O girau, a lama, a fome.
A porteira, o arizeteiro, a escada, o caniço, a malva.
A malha, o chumbo, o tecido, a tarrafa, o rio, o peixe.
O fogão, o carvão, o fósforo, o fogo, a fritada, a comida.
A sola, o prego, a cola, o vernis, o cheiro, a comida.
O tabuleiro, a fila, a areste, a cola...
O pôster, a tábua, a lição.
O tempo, o vento, a tempestade, o amor.
O bebê, o nascituro, a cria, as ordens, a dificuldade.
O porto, o algodão, o espinho a cerca, o rio, a vida.
A rua, a lama, a piçarra, a poça, as correrias, as cambalhotas.
Os gritos, o combinado, a bola, a goleada.
A barba, a agulha, a velha, a procissão, o nosso Bom Jesus.
Os aflitos, a Graça, a santa, a proteção.
A caiambuca, o pão, a farinha, a bosta, o boi.
O cavalo, o cheiro, a pastagem, a vida.
O frio, a chuva, a goteira.
Um rio, a lancha, o barco, a canoa, a zoada, o fim...
O começo, o estrume, o alimento, a vida.
A sede, a justiça, a formação.
O critério e a criação.


Compadre Robrielle

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