01/04/2017

O que é isso companheiros II!



Sei que tão bem nos ensinam os homens de boa fé e no que é também corroborado por grandes filósofos que já expressavam que o ser humano é essencialmente político. Eu próprio entendo que o pluralismo dessa significância pode nos levar a várias concepções. E uma dessas significâncias é de que sentimos a consequência da Política e da politicalha em tudo que fazemos.
O que realizamos socialmente e o que não realizamos têm tudo a ver com Política. Aquilo que é de nosso direito social e o que não nos contempla é da Política. A negação de Políticas é antítese da verdadeira Política.
Lembremos também da Política partidária que poderia nos levar a outras políticas. A política de Partidos (de conchavos) nos leva a tendências com pouca ou nenhuma militância e significância, porém concordante ou dissonante com o que paira nos governos ou mesmo na real pretensão social. Levando-se em consideração que a troca de interesse é mútua e maioria das vezes coloca o interesse público refém dos Partidos. É evidente que  existem pessoas que alugam partidos! Neste sentido presumo que exista a safra, a entressafra e o período de colheita: mas a colheita é só para alguns.
Então, o que fazer se é da Política, na sua verdadeira concepção e com organização social consciente, que poderemos ter uma vida com dignidade. É bem mais importante do que a importância que damos a ela. A má política, tanto a partidária quando a da organização da sociedade por meio de seus representantes, é que pode nos levar ou não levar a colocar no poder pessoas que não têm identidade moral para nos representar: falar por nós, escrever por nós, decidir e agir em nosso nome! Veja a que perigo que nos submetemos. Da mesma forma que com raras e honrosas exceções, os bons políticos nos representam com dignidade e nos fazem sentir orgulho deles e de suas práticas.
Mas a nossa alienação não nos deixa pensar bem na hora da escolha. O que fazemos é ratificar carnavais fora de época.
Mas também, há nesse meio termo, os piores, que são os hipócritas. Os que se dizem, ou melhor, dizem-se honestos e agem iguais a tiranos. Estes são capazes de fazer a última transfusão de sangue tendo como agente condutor as verbas públicas. E quando falam em nome de deus! (grifo intencional) Ah! Viva a liberdade! Viva o povo brasileiro! Mas o que é isso companheiros?

Que o digam alguns que sugam o suor da classe trabalhadora e ainda assim se fazem passar por arautos defensores somente do bem, da justiça e da liberdade! Mas o que é isso companheiros? Onde chegamos? Quais os nossos valores? O que é a moral e a ética?
Acho que precisamos sair dos escombros do mal, retirando assim as vigas e sujeiras que não nos querem permitir respirar. A verdadeira liberdade sempre nos impõe sacrifício. Porém, sei que poucos estão dispostos.
Compreendo que hoje as siglas que enfeitam determinados partidos, formadas de letras, geralmente em caixa alta, com tendências e modismos, nada têm a ver com a imagem de que representam no cenário político, muito menos simbolizam emancipação. Tudo isso  em detrimento a um estado prisioneiro, que ainda não se livrou de chagas sociais visíveis e autofágicas como é caso do analfabetismo, a corrupção e a violência, sendo  uma derivante da outra. Incluindo neste contexto, o analfabetismo político. Na minha modéstia opinião, a pior cegueira. Eu sei que grandes espetáculos midiáticos ainda no seduzirão.
Pensem nisso. Ainda somos milhões de brasileiros excluídos e que ‘necessitamos’ de programas eminentemente assistencialistas eleitoreiros e que não têm trazido em seu bojo mudanças substanciais que possam possibilitar cidadania, agregação e paz por meio da não-violência.
Alguns vivem, ou melhor, sobrevivem das bolsas, outros nem disso! Não dá para assistir a tudo isso sem emitir juízo de valor. Temos o defeito de achar que as pessoas inteligentes são só boas, porém elas são más ou boas, vivemos numa dicotomia moral. Sobrevivemos entre o que imoral e o que é moral. Mas eu quero sinceramente estar completamente errado nesta minha viagem.

Que o Estado tem sido injusto não é motivo de surpresa, mas se acomodar e contribuir com o descrédito das instituições que a sustentam é outra coisa. Não sei por que razão eu criei o meu próprio estado, que para minha frustração é o utópico, não como nos meus sonhos de adolescente e começo de vida acadêmica, mas dentro das minhas ilações e reflexões que me angustiam. Sentido em que acredito que é preciso prestar mais atenção nos discursos, pois muitos funcionam como os visgos da ilusão.
Esse é um aspecto bastante interessante, mas que dificilmente alguém que faz uso-fruto da política partidária e dos bens públicos como se fora seus, terá coragem de pelo menos travar novas discussões para uma nova ordem. 
Na realidade, temos dado ouvidos não somente ao som audível, confortável, mas e principalmente, devemos ponderar em relação ao que os nossos órgãos dos sentidos nos sujeitam. Aí incluo essencialmente o que vemos, porém o que enxergamos e sentimos é que muitos que ocupam cargos públicos não os exercem na concepção da palavra, muito menos exercem a sua função social que, em tese, deveriam pelo menos perceber.
Caso não fosse assim, não teríamos problemas sociais graves no Brasil, em geral e no nosso Estado, em particular. São abismos sociais que enfeiam a paisagem e nos colocam em condições desfavoráveis. Para parafrasear Gandhi, “é possível acabar com a exploração dos pobres, mas não eliminando alguns milionários e sim eliminando a ignorância... ensinando-lhes a não colaborar com alguns exploradores.”
Tudo isso porque eu desejo afirmar que a composição política de um governante deve primar principalmente por aqueles que acreditam e estão sempre disponíveis para o exercício da democracia plena. Atualmente assisto a episódios que, sinceramente, faz-me pensar que determinados Partidos, quebrados ou divididos do seu todo, permitem que seus membros assumam determinadas funções, desde que seja do lado majoritário, de quem tem a maioria, mas se esquecem que, na prática, apenas defendem não uma posição partidária, mas o costume e o gosto dos cargos públicos e de suas mordomias que, há algum tempo, pareciam utópicos para eles. Mas lês chegaram e chegaram como fome e sede de Poder!
Não precisam me criticar antes de minha ausência, pois sei da minha insipiência, pelo menos nesse quesito eu sou muito, aliás, incomparavelmente melhor de que muitos políticos.
Então, criticar é mais ético que governar? O que isso companheiros?

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