18/03/2017

Tecido



Cinge um amor no meu peito que nem o que é direito.
Deve ser uma saudade que ensaia viajar e ir pra onde eu for.
Deve ser lembranças de amor, mas pode ser o próprio amor.
Vou sair e me procurar em outros lugares, em outras pessoas.
Mesmo que eu pareça à toa, levarei meus sentimentos àquela pessoa.
Talvez por isso que vou tecendo os tecidos da vida em busca de amor e guarida.
Pois o amor é o alimente da vida e que nos traz o prazer de sentir saudade.
É algo que nos aproxima de quem está distante, é sentimento extasiado.
Enquanto vou cingir amor, vivendo em devaneios, ilusões e até ungindo meu coração.
Permita-me declarar esse amor que me remete a tantos lugares a te procurar.
E talvez não tecerei caminhos, uns tantos de espinhos, mas ei de amar.
A vida é assim mesmo, projetamos sonhos e nem sempre somos capazes de realizar.
Mas todos temos de direito de cingir a própria vida, ter amor e guarida nem que seja só em pensamentos.
Mesmo divagante, vou cingir a vida, e quem sabe encontrarei os caminhos de te encontrar.

Compadre Robrielle

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