15/03/2017

Ponto de vista V



Penso que com o advento da chegada da ‘esquerda’ e ‘centro-esquerda’ ao poder no Brasil, perdemos um pouco da nossa capacidade de organização política e formação.  Entendo também que a identificação e participação ativa na política dita de esquerda fez com que perdêssemos nossa capacidade de mobilização e organização partidária.
Lembro-me perfeitamente que pensávamos em organizar Partidos Políticos não só para nos preparar para a disputa do Poder, mas também para que participássemos ativamente dos movimentos que tinham objetivos de transformar realidades. Não podemos deixar de acreditar na verdadeira política e nem deixarmos de nos organizar em células nos municípios e nas capitais.  Eu acredito que a desilusão, a frequência com que tomamos conhecimento do índice insuportável de corrupção, o descrédito de autoridades e a intencional perturbação entre o que é público e o que é particular têm nos tornado indiferentes ou apáticos. Mas é preciso fazer renascer a chama da esperança, pois só através da luta democrática, da honestidades e da participação somos capazes de virar o jogo.
Acho até que penso assim, pois sou um dos poucos que ainda resisto e não arredarei de desejar uma sociedade justa pelo trabalho e oportunidades para todos. Assim, entendo que é preciso que os jovens, os estudantes, os intelectuais, os ativistas culturais, os militantes, os trabalhadores e a sociedade de maneira geral, rebusquem ou redescubram a capacidade de não se conformar com o que que tem acontecido em todos os níveis dos Poderes e nos entes federados. Só com uma nova ativação do desejo de justiça e na organização poderemos mudar o quadro em todos os rincões de nosso país.
Não sei se estou certo, mas percebe-se um desinteresse pelos bens públicos objetivos e subjetivos o que não é bom para a sociedade. Entendo até que há uma intenção de nos tornarem indefesos e inertes. Paliativos não geram desenvolvimento humano e nem proporciona cidadania.
Tiro como exemplo, o nosso município, que não foram os poucos os que não aceitaram durante muito tempo a forma patrimonialista e particular com que o nosso município era conduzido. E não é porque muito dos que empreenderam a bandeira da luta pela igualdade e justiça por meio da política tenham, de certa forma, nos decepcionando, que devamos aderir a e letargia. Outros foram o que, olhando só para o próprio umbigo, aceitam os que lhes convém para seu próprio sustento e pouco que lhes avizinham. O Estado não se formou com o sentido da segregação!
Acredito que é preciso revitalizar a nossa democracia com a participação dos jovens, das mulheres, dos trabalhadores e todos que desejam, não só para si, mas para a sociedade, dias melhores com justiça, igualdade de oportunidades e, sobretudo, com paz social.

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