04/03/2017

Palavras abstratas II



Eu sei que minhas palavras abstratas nem te tocam mais.
Mas o que mais sinto é que as minhas feridas continuam sagrando demais.
Se eu pudesse ter o domínio de mim não te daria o domínio do meu coração.
Resgataria, então.
Mas sem o domínio do meu coração faço preces e até oração.
Para ter teu amor à vinda inteira e semear as semente e sentir a unção.
Eu sei que meu jeito de ser agora já não te incomoda como antes.
É que eu era o teu amor e o teu único querer.
Pois então escute as palavras abstratas e os dizeres do meu coração.
Eu sei que se esvaem no temo, ganham asas ao vento.
Já que o teu amor é tudo que preciso para viver e ser feliz.
Eu te amo e isto é meu coração quem diz.
Como não tenho o domínio dessa fonte de amor.
Escrevo palavras abstratas, substantivos concretos e os mais que comuns.
E no meu íntimo, eu te nomeio especificamente.
Espero um dia que compreendas que não tiro palavras do vento.
Elas são meu alento e minha forma de sobreviver e nutrir esse amor.

Compadre Robrielle

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