25/03/2017

Mas qual é a medida certa?



Sempre que escrevo o faço por alguns motivos que julgo especiais para mim e para algumas pessoas. Entretanto, sempre reforço a ideia de que não tenho conhecimento suficiente para defender alguma tese, mas sempre assumirei quaisquer ônus da opinião emitida. Neste caso não será diferente.
A motivação alegre que a escrita me dá junta-se à leitura de alguns assuntos que penso que tenho alguma afinidade. É assim: ouvi, ver, escrever e, às vezes enxergar, têm sido uma prática na minha vida. Porém não me julgo melhor e nem pior de que ninguém, sinto pena dos rogados e pretensiosos, até aqueles que sabem criticar com contumácia, mas se esquecem da autocrítica. Sim, olhar-se, escutar-se, observar-se...
Como vivemos numa sociedade preconceituosa e excludente, não são poucos os que julgam por aparência, etnia, raça, credo, ideologia, se é alto ou se é baixo, se é gordo ou magro! Estes que usam das suas próprias unidades insipientes para medir os outros, podemos chamá-los de ignorantes, parasitas, portanto, improdutivos. Mas os que valorizam as pessoas como elas são e se juntam a elas para superarem possíveis diferenças, estas são dignas de respeito.
Ainda não paramos para pensar o tanto que desrespeitamos as pessoas e às vezes isso passa a ser o nosso natural, tanto é que se incorpora ao que temos como valores. A forma insipiente e gélida passa a ser a regra!
Os valores que agregamos durante a nossa vida são repassados pelos nossos pais, familiares e outros amigos. Os desvalores a vida se encarrega de fortalecê-los como instrumento de Poder e ao mesmo tempo de destruição. Aprendemos em reiteradas aulas da vida que devemos ser sempre humildes e respeitar a todos. Num parêntese desconexo, eu diria que existem muitos buscando autoafirmação em coisas voláteis! Em busca de uma felicidade inalcançável.
Há algum tempo ‘temos’ percebido que a honestidade serve apenas de pano de fundo para alguns. Ser desonesto tem o mesmo grau de perversidade que qualquer outra atitude marginal! É só parar e pensar um pouco. Quantas pessoas não morreram, quantas vidas não foram destruídas... E ainda conseguem dá risadas de rasgar a boca!
Na dosagem certa cada um de nós podemos tornar o mundo bem melhor a partir de nós próprios, confirmando o que aprendemos com correto, ético, justo e honesto. Não devemos nos admirar dos que conseguem bens materiais de forma ilícita. Não há por que admirar uma pessoa que age contra o coletivo. Tenho percebido que a carne é fraca e podre.
Eu sei e compreendo que há muito mais ações que podemos trabalhar para que não caiamos no que é mais fácil é melhor. Afinal, o que desejamos que os outros façam tem que partir primeiro de nós próprios. Ou não é?

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