03/03/2017

Entre flores e espinhos



Apesar da essência das flores temos que ter cuidado com os espinhos. Da mesma forma que na vida, precisamos ter cuidado com intempéries. Todos temos valores construídos ou em construção. De vez enquanto, começamos a pensar que não valemos nada, que poucos gostam da gente ou coisa assim. Mas isso não é verdade, somos amados e queridos por Deus e por muitas pessoas boas que exercem e, às vezes, têm que exercer influência sobre nossas atitudes e até sobre nossas vidas.
Precisamos sempre respeitar as pessoas com as suas diferenças. Mais ainda, precisamos amar a todos sem distinção. Eu sei que para muitos é difícil dá a cara a tapas, mas precisamos ter prudência, ser comedidos, observamos a cena e os espectadores. Dá a face para bater nem sempre precisa ter o mesmo significado semântico, mas pode ser interpretado como ações de renúncia, arrependimento e prudência. Em agindo assim, confortamos nossos corações e nos fortalecemos para a convivência que não tem só flores, mas também espinhos.
Não somos prontos em nada, mas a vida nos proporciona amadurecimento e nos imbui de virtudes que por vezes desconhecemos. Os espinhos ou pedras que temos encontrado em nossos caminhos devem servir para nos fortalecer em sonhos. Jamais deveremos desistir de nossos sonhos. Coisas negativas atraem coisas negativas. Ocasionalmente vemos pessoas desistirem sem pelo menos terem tentado começar a luta. Não faz bem nem para nós e nem para quem nos quer bem nos postarmos de forma negativa e cansada. Cansar antes de começar é o melhor sinal do fracasso. O nosso perfil tem a ver com a nossa alma.
A vida impõe que lutemos. A vitória deve ser valorizada pelo que fizemos para merecê-la. Não somos melhores que ninguém, mas nunca devemos nos colocar em posição inferior. Nesse contexto, sei que há os que pouco vivem, pois procuram se enclausurar nos seus próprios problemas. Internalizam e começam a se tornar moribundos de si próprios.
As flores têm a essência e a simbologia do amor, mas é possível que ao tocarmos nelas nos deparemos com seus espinhos. Na vida não é diferente, precisamos ter cuidado com os empecilhos e até com maldades esteticamente encobertas. Os homens vivem em competição, não deveriam competir com a própria vida ou se diminuírem, inclusive em caráter, para alcançarem seus desejos.  Há os indiferentes não se importam em ferir e muito menos sentem a dor dos outros, mas há os que amam e, em amando, encontram-se com Deus.
Portanto, na vida, entre flores e espinhos, temos que aprender a conviver uns com os outros sempre respeitando uns aos outros. 

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