24/03/2017

Canteiro de amor II


Hoje eu trouxe flores pra você.
Trouxe o riso estampado no meu rosto.
O aceite de meu corpo.
O azeite do meu ser.
E o suor, adrenalina.
A denúncia na minha saliva.
E respiração!
Tudo em meu coração que irradia amor.
Amor por você!
Hoje acordei em sinfonia:
senti a sua presença em mim.
Colhi flores no jardim da vida,
ofereci pra você.
Uma safra inteira da estação do amor.
Num canteiro de amor-semente.
Vi o broto, embrião, adulto, pétalas...
E me desnudei no amor com corpo e alma.
Mas ontem você partiu, feriu meu coração.
Levou pedaços decompostos da minha usina de amor.
E meu coração dilacerado.
Ainda bem que componho e então me recompus de encantos, alegrias, felicidade.
Encontrei-me.
Amanhã verei você chegar como no sopro do vento.
No silêncio de amar e abrir as portas de meu ser.
E ver novamente estrelas guiando esse amor no tempo.
Celebrando a vida como que num primeiro estágio.
Resplandecer no céu do meu amor.
Na junção do tempo, na conjunção, conjugar querer.
E, no meu recheio de dizeres, muitos dizeres, decifração: o amor.
E se molhei, plantei, reguei.
Nesse solo meu.
Fiz-me jardineiro o tempo inteiro.
Cultivei você no meu canteiro de amor.

Compadre Robrielle

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