19/03/2017

A nossa melhor idade é aquela em que todos nos enxergam na igualdade



Ancoro-me em situações em que pouco conseguimos evoluir na nossa sociedade. Uma delas é o nosso tratamento com as pessoas mais idosas cuja força de trabalho passa a ser relegada. Sentido em que bons profissionais que poderiam contribuir com a arte das suas profissões sofrem com a exclusão explícita e insensível.
No Brasil não temos Política Pública para os jovens e muito menos ainda para os idosos. O que temos são arremedos que não passam de paliativos. Mas afirmo que a cobertura de tratamento social a jovens, idosos, crianças, mulheres e de todos os brasileiros de quaisquer origem consta na Constituição cidadã.
Mas hoje o que eu quero chamar a atenção das autoridades que detêm o Poder é que precisam estabelecer projetos, programas e ações locais às pessoas que saíram do mercado do trabalho por tempo de serviço e, principalmente, àquelas que nunca tiveram a oportunidade de se tornarem sujeitos ativos do processo de produção de nosso país. Conhecemos excelentes profissionais que desempenharam bons serviços durante vários anos em determinadas empresas e que depois disso são relegadas a uma situação de ócio. É como se fossem imprestáveis! Assim ninguém consegue construir um país justo de forma nenhuma. Outros estão naquele nível de exclusão absoluta, pois não tiveram oportunidade de forma nenhuma. Administrar é, sobretudo, amar as pessoas.
Como se pode ter um Município patrocinador de justiça, um Estado e uma Nação?
Entendo que ‘cabeças pensantes’ deveriam agir no sentido de fomentar boas práticas em forma de projetos viáveis, mas para tanto, é preciso que os entes federados tenham os mesmos fins. É certo que nenhum administrador por mais competente que seja e por mais que entenda que já saiba de tudo, consiga administrar com justiça e igualdade se não tiver sensibilidade.

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