18/02/2017

A força da persuasão e a habilidade para camuflagem



Vejo com tristeza as cenas midiáticas bombásticas que tomaram conta do cenário político-administrativo nacional. Aumenta a descrença quando me lembro que a maioria teve o nosso aval, ou melhor, a nossa procuração para nos representar por meio do voto.  Mas isso não significa que queríamos que agissem exatamente da forma que a maioria age.
Penso que o nosso País atravessa uma crise com similaridade a uma navegação à deriva e que verte água, sem bússola e em tempestade. Com uma diferença, a de que a nossa tempestade é de amoralidade ou falta de pudor dos nossos representantes. As cifras são significantes e os negócios da política lhes renderam o topo do patrimonialismo mesmo que de forma deplorável.
Pouco lhes importa em quantas vezes é a manchete principal, pois lhes têm a certeza da impunidade na maioria dos casos. Falta-lhes vergonha. Sobra-lhes o tempo para se revestirem de outras faces!
Incluo-me entre as pessoas que condenam a forma como as eleições acontecem no Brasil. Com raríssimas exceções e com as devidas ressalvas, quem detém o mandato não honra a utilidade cidadã do voto, pois subtraiu do povo de forma fraudulenta. Isso das mais variadas formas. Quem não age assim é tolo, dificilmente se elege, e não sabe fazer política. E, ainda, fica rotulado por ser digno, probo e honesto.  
Nesse contexto, não se pode deixar de fora os cabos eleitorais modernos que vivem a serviço de quem lhes “ajudam e podem contar”. Com isso enfeitam-se, revestem-se e estetizam-se para a empreitadas da políticas com efetivas práticas de persuasão ou ilusão que vendem na entressafra e na safra. Mas esta é uma safra que poucos são os que realmente conseguem colher bons frutos, pois fertilizam-se más ações de corrupção que a todos envergonham.  
Ou não há conexão entre a vida do texto e a vida real? E como eu gostaria de, neste caso, este tecido não tivesse nenhum nexo.  

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