31/01/2017

Como lidar com as pessoas




Não há uma fórmula, não há um conceito e nem todos trazem consigo a sua melhor imagem. Para tanto temos que refletir, pois dos amigos não devemos esperar bajulações e sim a sinceridade a mais possível. Não é um conceito pronto, acabado, definitivo, pois nem todos estamos preparados. Precisamos do fazer de conta para que continuemos acreditando que somos o que não somos e, para isso, contamos com quem nos dá qualidades de que não dispomos.
Tenho pensado muito ultimamente sobre como lidar melhor com as pessoas. Sentido em que devo escutar mais, não omitindo, mas falando menos. A nossa opinião é a representação lúcida do que temos sobre os fatos que no rodeiam e dos comportamentos de que nos sujeitamos.
Não farei nada e nem direi com medo ou ressentimento, pois não reconheço esses elementos em minha conduta. Mas principalmente por entender que deverei, nestes últimos anos, prestar mais atenção.
Neste mesmo sentido, deverei educar meus sentidos para que não me antecipe aos que já sabem e por isso mesmo deverei escutá-los. Conheço muitas pessoas que são verdadeiros clichês ambulantes, bem formatados chegam à beira da perfeição. Apesar de temerário, serei ouvinte e aprendiz da vida sempre e ao tempo que me convier.
Eu sei que os tolos se encantam com outros tolos e quem segue os conselhos de tolos acaba se enlameado. Mas isso não é da minha conta.
Quem trabalha com pessoas tem que no mínimo que ser educado (ou se educar), ser sincero e estabelecer bons relacionamentos. Nestes últimos quatro anos, aprendi muito com pessoas que me marcaram para sempre, mas poucas foram as que não gostaria de ter conhecido o caráter (preferia à ilusão). Isto não porque não gerei expectativa do que não sabia, mas porque lamento profundamente de prejudicarem outras pessoas com suas “orientações”.

FORTES CHUVAS TÊM MALTRATADO SÃO LUÍS



Passei por várias avenidas de São Luís, no momento que caia forte chuva. Como sempre um verdadeiro transtorno.
Às vezes chego a pensar que as autoridades não andam em São Luís! E por falar em transtornos, retornos, galerias, semáforos, buracos... Tudo faculta à desordem.
Cito apenas dois exemplos de descaso: no retorno da Avenida Guajajara com a Lourenço Vieira da Silva e bem no retorno da Uema. Paliativos são feitos, apenas.

PARA REFLEXÃO SE COUBER: Agir e falar são duas manifestações diferentes, mas que muito bem poderiam se coadunar para que, a partir dos nós próprios, adquiríssemos respeito. Em não sendo assim, resta-nos a máxima: quem disso cuida disso usa. (Nilson Ericeira)

PESAMENTO DO DIA: “A ilusão traz uma sensação de poder, porém não devemos exercê-la sem que reflitamos sobre as possibilidades cíclicas que a vida demonstra. Assim, sofreremos menos quando escapa de nossas mãos as manoplas sociais.” (Nilson Ericeira)

30/01/2017

O amor não silencia



Pra ser sincero hoje sentir muitas coisas.
Mas não parei de omitir.
Pra ser sincero, bem melhor seria não ser.
O que posso fazer se algumas pessoas se permitem ser más.
Nunca é demais mostrar o que é.
Nem que seja o amor de homem ou mulher.
Eu sei que viver não é apenas respirar.
Viver é viver e amar.
Mas se um dia eu puder me ausentar, vai ser por quem pretendo amar.
Tantas coisas deveriam ser ditas e até repetidas.
Umas delas é ter alguém no coração, pois esse é o único jeito de omitir desejos do coração.
E se um dia alguém tentar calar minha voz, não devo permitir que esse amor se esvaia.
E assim temos que declarar o que sente por alguém que ama.
Pois o amor se reclama de pequenos detalhes, entre eles o declarar pra quem se ama o nosso amor.
Tudo isso nos dá alegria interior e nos dá o poder de anunciar.
Esse amor, de uma pessoa que nasceu pra me amar.


Compadre Robrielle

29/01/2017

Cumplicidade


Ah minha querida, devo-te o acolher do encontro.
O doce do beijo e o aconchego dos reencontros.
Devo-te meu riso mais sério e meu amor mais sincero.
Devo-te a minha risada e aquela gargalhada.
Devo até a minha simplicidade quando estamos juntos.
Mas eu me empenho para logo te ver mesmo que seja pouco tempo.
E assim me renovar de beijos, de abraços sentidos e consentidos...
E logo vejo que a ti devo a minha felicidade.
Pois devoto é esse amor por ti no meu coração.
De tantas idas, e vidas e voltas!
Mas é o amor que me conforta e que comporta no meu coração.
Por isso que te devo o poema mais simples e mais essencial de meu ser.
Devo-te os meus sinais de vida tão bem vivida a teu lado.
Mesmo que me ausente por algum tempo, meu coração é teu.
Eu lembro de quando me permitir te amar.
Aos poucos eu me abastecendo de teu doce que me dá alegria de viver.
É como o sinal de vida na chuva nova, do sol nascente, a esperança que vai e que chega.
Assim é esse amor que me dá vida todos os dias.


Compadre Robrielle

Operário



Hoje eu me lembrei de mim num começo pueril.
Ingênuo e púbere.
Franzino, menino, moleque.
É, eu me lembrei de mim.
Correndo ruas do desconhecido.
Esqueci-me de contar detalhes, mas me coloquei no centro da história.
Como um protagonista, o ator principal de cenas edificantes.
Nos becos das minas e das bostas.
Olhando pro céu e aos primeiros arranha-céus.
Do Mocambo até o Passeio.
Acho que fiz uma alucinante corrida pro nada.
Constatei que não cheguei a lugar algum.
Vi-me na Pacotilha e na São João.
Encostei-me na Pedro segundo e saudei Benedito Leite.
Vim à Passeio e voltei pela Pantaleão.
Corri becos, ruas e beiradas...
E de menino me vi cidadão.
Mas no Paulo Kruger fiz meu lar que cedeu a Rio Branco.
E foi na Santa Rita que dei uma Topada e fui bater na Pérsio Pontão.
Meu começo foi difícil, mas não andei na contramão.
Na casa dos estudantes eu plantei meu coração.
Uma das minhas moradas é São Luís do Maranhão. 

Compadre Robrielle