31/12/2017

Na vida deixamos pegadas...



Enfrentamos um ano de dificuldades, de violência, de dores, mas não foram e nem serão capazes de modificar ou menos alterar o nosso senso e desejo por justiça. É nesse sentido que não perdemos a fé e a esperança de um mundo melhor, onde as pessoas sejam tratadas com respeito e que ninguém precise se apartar de seus entes queridos, deixando sua vida, cultura, crença e sonhos. Penso que o Mundo tem desabrigado o Mundo e poucos se mostram desejosos em acolher!
Eu acredito que poderemos alcançar uma sociedade livre, ética e democrática em que as pessoas se comuniquem pelo alcance da Paz e pela cidadania. Que as lágrimas, muitas vezes necessárias, sejam pelo estado de felicidade, motivo de grau máximo em quaisquer polis, e não pela violência que nos angustia e nos coloca em desalento!
E assim, o Mundo dê passos bem largos na direção da justiça, respeitando sempre os direitos e as diferenças entre as pessoas. Pois entendo que não há Comunicação quando discriminamos alguém por quaisquer origens, pois por maior que seja a nossa ignorância, ela não pode servir para nos diminuir e nos afastar um do outro. Comunicação é elo persuasivo e de vida interativa, compartilhada...
O meu sentimento nesta transição é, que, as pessoas entendam que somos valorosos para Deus, mas que não devemos seguir desrespeitando, matando, marginalizando e ceifando direitos. A vida em abundância é o máximo de Deus em nossas vidas! Nenhum ser humano consegue ser feliz sem amar o seu próximo.
A mais prazerosa mudança é aquele que nos permitimos a partir de nós próprios, sem que espere que outro ou os outros tomem alguma atitude. Pois, pouco ou quase nada nos importará se, ao mudarmos a casa dos números, sem que alimentemos em nossos corações com o que precisamos e necessitamos que é o amor.
Não, não se trata de mais uma mensagem, mas de um sentimento de quem deseja um Mundo melhor e não consegue aceitar a violência como fato comum.

Amor incessante



Ainda que Sol não apareça.
Que a chuva não caia.
Que a ferida não sare.
Que a nuvem se vá.
Que o tempo não passe.
Eu amo você!

Ainda que a Lua seja metade.
Que seja minguante.
Que você tão distante.
Que por um instante se vá.
Que o tempo passe.
Eu amo você!

Ainda que a estrela seja guia.
Que o amor seja a única via.
Que seja cadente.
Que eu seja carente.
Que não possa te ver.
Eu amo você.
Ainda que a minha luz seja opaca.
Que o sol não me dê poesia.
Que no luar, melancolia.
Que eu seja menino.
Que o teu amor seja ninho.
Que continue sozinho.
Eu só amo você!

Nilson Ericeira

PENSAMENTO DO DIA: Nossa felicidade, assim como nossas relações, depende sempre de outras pessoas, por isso a impossibilidade de sermos felizes sendo ilhas. (Nilson Ericeira)

30/12/2017

O perdão do poeta I




Perdoe-me Senhor, por não compreender o mundo e nem aceitar o abraço de hipócritas.
E isso às vezes me dói!
Perdoe-me todos os dias após ser tão obscuro e não saber ler as coisas do mundo.
Perdoe-me por quantas vezes eu pecar,
mas me perdoe também por essas coisas de amar.
Perdoe-me por não ser tão agradável e nem sorrir quando no meu coração não cabe.
Perdoe-me no que puder, perdoe-me pela minha fraca fé.
Perdoe-me por me indignar com tantas coisas,
por enjoar tantos ditos e não ditos.
Perdoe-me por deixar escapar um anseio de amar.
Perdoe-me se não sei te buscar, mas não te busco em homens falhos, ídolos falantes e galantes.
Busco-te em mim, mas sou vazio...

Nilson Ericeira

Poema ao Pai



Eu mesmo posso crer que sem Deus viver.
Pois tenho pedido em oração a sua fé e proteção.
Eu sei que preciso abraçar o meu irmão para ter a sua unção.
Agora eu posso crer que sem meu Deus não sei viver.
Sinta esta é maravilha conhecer o Amor de Deus.
É um amor sem igual, por isso mesmo sobrenatural.
Agora que me redimir de pecados meus e oferecer minha vida ao Senhor.
E sei e posso crer que sem Deus não sei viver.
E assim seguirei com esta compreensão de amor no coração.
Este sentido é a verdadeira paz e a minha unção!

Nilson Ericeira

A sociedade do medo II



Todos lutamos para ter uma vida melhor e ter certo conforto do ponto de vista material. Não há como negar, todos ou quase todos somos assim. Desde bem cedo, nossos pais nos ensinam que temos que estudar e trabalhar para que um dia, no futuro tenhamos uma vida melhor.
Quando assim nos expressamos estaremos disseminado os aspectos positivos da vida. É como se estivéssemos incutindo valores. Não obstante, alguns de nós trabalhamos uma vida para conseguirmos determinados bens. Não precisamos e nem devemos nos apegar a eles, mas para algumas pessoas que se esquecem de seus atos injustos e prestam atenção mais na condução da vida dos outros, é como se tudo que conquistamos tivesse caído do céu. Enxergam nos outros atitudes suas.
E se não bastasse esse agouro ou mal olhado, ainda vivemos numa sociedade muito violenta em que somos vítimas do Estado que nasceu para nos tutelar, mas que tem falhado e se tornado a cada dia mais fraco. Esta é a figura de que não podemos nos dispersar: de um Estado forte em que as pessoas possam viver e ser felizes.
Já não conseguimos ficar nas paradas, nas praças, andar nas ruas com tranquilidade. Não conseguimos ir e vir do trabalho sem que sejamos acometidos de medo, um sentimento geral hoje em dia. Cada vez mais ações brutais e assustadoras acontecem. É preciso dizer que os investimentos na educação não somente foram poucos, mas muito mal utilizados. A grita de reclamarmos em nada tem a ver com o pessoal ou intimista, mas com o social.
Eu sempre me reporto a este tema com o dizer de que a violência não nasceu de geração espontânea, porém do que nos fora apresentado durante anos. Será possível que o pagamento dos nossos impostos, as nossas garantias fundamentais e outras ditas inalienáveis e intransferíveis, como o direito à vida e à liberdade não possam ser restabelecidas com plantios de ações concretas ou mesmo no caso da privação da nossa liberdade, com políticas públicas eficazes!