28/10/2016

O que sinto


Acho que meu coração fala por mim.
Acho que não me compreendo e não sei os porquês
Ultimamente tenho me perguntado por coisas tão esquisitas.
Eu sei que é sincero o que pede o meu coração transgressor.
Pede água, comida, meu alimento da alma esse amor.
Pede tudo que me faça feliz.
Mas provoca uma inquietude em mim que nem sei explicar.
Acho só pode ser dessa ausência e a vontade de te amar.
De te amar!
Tenho pensado em me desfazer de tantos pensamentos, devaneios e ilusões.
Mas sinto muito não posso, pois são coisas do meu coração.
É esse coração que inconstante e é vontade de amar.
Vem meu amor me ajudar decifrar se o que sinto é o verdadeiro sentido de amar.


Compadre Robrielle

PERGUNTA DO DIA: Há uma crise entre os Poderes? Um é maior ou mais importante que o outro?

PENSAMENTO DO DIA: “A verdade e a sinceridade caminham lado a lado, mas precisam ser elaboradas e ditas com cuidados especiais para não magoarmos pessoas especiais em nossas vidas.” (Nilson Ericeira)

Revendo cenas da minha existência

Rio Mearim que banha a cidade de Arari e belisca a Rua da Franca.  Ali, pensando, olhando a água turva, suja e fina... Bem diferente de um tempo pretérito.
Perguntei a uma senhora cuja cerca da sua casa beira o Rio, se ali continuavam pescando. Ela respondeu lá no fundo, "de vez enquanto um mandizinho, mas não é todo o dia, temos que esperar a lua."
Não é só saudosismo mas a realidade, ali pescávamos de corda (espinhel) e enchíamos o côfo de peixe: mandi, capadinho, bagres, surubim, mandubés ... Com uma tarrafinha pegávamos as iscas: sardinhas, piabas, camarões e peixinhos pretos para pegar peixer maiores. 

Bateu-me uma saudade que se aproximou a nostalgia! Nós 'poetas" temos esses problemas: sofremos como se a representação do que é comum, coletivo. 
Continuei olhando para o longe sem me encontrar, ou melhor, arremessei-me a uma crôa onde jogávamos bola, lá do outro lado do Rio. Percebi que avançou muito e o assoreamento já prejudica o curso normal da água...
E sobe maré num silêncio a doer meu coração vadio a procura de alento nas ondas que se forma ao contrário dela. 
Percebo que temos que ordenar nossos dias sem querer matar o que nos dá vida.  E ainda, a forma mais precisa de conservação é a consciência. o Art. 205 da nossa Carta traz à luz de um Princípio que nos estimula a preservar o meio ambiente para as presentes e futuras gerações. 
À propósito, estou fazendo o meu trabalho final no Curso de Direito, sobre a Natureza jurídica da Licença Ambiental. Talvez um dia eu possa ajudar melhor com meus parcos escritos que tem o sabor da minha consciência e, embora digitados com a pressa dos meus dedos, são frutos de impulsos eletrônicos da minha memória. 

27/10/2016

Série – para não deixar de escrever: Contos do caminho...



Contos do caminho...



A vida nos leva a vários caminhos. Isto nos é mostrado a todo o momento. Quantas vezes precisamos refletir sobre os caminhos por que percorremos! Mas o bom da caminhada é seguir sem pisar, maltratar ou mesmo ferir as pessoas que nos acompanham, ou que, por um motivo ou outro, adentrem por outros caminhos. Ser leal, honesto e justo traz conforto para a nossa consciência, harmonia para o nosso corpo e leveza para a nossa alma.
Como deve ser ruim o trauma de consciência e saber que do sucesso próprio resultou a degradação de outras pessoas. Sempre afirmo e reafirmo que a nossa consciência deve ser o nosso tribunal e a nossa conduta o nosso melhor retrato. E aí surgem indagações precisas, será que alguém pode viver tranquilo quando causou prejuízo, pré julgamentos ou, de alguma forma, contribuiu para o insucesso de outra pessoa? Pois parar no meio do caminho por conta própria é uma coisa, a outra é parar por obstáculos postos maldosamente.
Na nossa vida social, deveremos enfrentar várias situações, pois encontramos pessoas boas ou ruins, honestas ou desonestas, seres que nos ajudam ou os que tentam nos atrapalhar. Sabe-se que vivemos numa sociedade competitiva, mas feliz do homem que se encontra consigo próprio na sua consciência moral, e ainda, que não faculta ou colabora para que a injustiça prevaleça sobre a justiça. Isso me faz fortalecer uma convicção: a de que a nossa grande escola é a vida. Isso nos dizem os nossos pais, nossos professores e outras pessoas de igual experiência.
Com o passar do tempo, vamos aprendendo determinadas coisas que, antes, ao nossos olhos, postavam-se como de difícil compreensão. Digo isto por que sempre me coloco em diálogo comigo mesmo. Nunca fico sem parceiro para a análise de minhas ações e até ilações: de uso próprio e com os outros. Eu próprio sou o sujeito e o objeto de minha crítica. Isto, porém, não se estabelece de uma hora para outra. O tempo nos ensina, a dor nos redime, o amor nos fortalece.
Quantas vezes não nos encontramos em encruzilhadas sem saber qual a direção a seguir! É como se estivéssemos num deserto, mas sempre haverá uma saída. Basta que para isso não usemos de maldade com as pessoas, mesmo que não nos sejam simpáticas por algum motivo. Acredito que os nossos caminhos serão abertos na soma de nossas atitudes conscientes e sem maldades. Em algum lugar seguro, se seguirmos no caminho da lealdade, da honestidade, da simplicidade com humildade, chegaremos.


MARCAS INDELÉVEIS DA EDUCAÇÃO DE ARARI


Fragmentos de Marginal II



É o governo que não governa.
A criança sem lar.
A mentira preciosa dos falsos.
A hipocrisia latente.
O amor decadente.
O submundo da corrupção.
Homem sem afeição.
A barriga doendo, a bolsa vazia.
Estado omisso.
Diálogo invisível.
É a socialização da miséria. 

Compadre Robrielle


PERGUNTA DO DIA: O que será que gera a pobreza material e humana?

PENSAMENTO DO DIA: “Eu penso que um dos diálogos mais primorosos que há é com a consciência dos nossos atos. Pena que tem muita gente que não consegue dialogar consigo próprio e passara pela vida cometendo atos injustos e nem mesmo tem a chance de se redimir consigo próprio.” (Nilson Ericeira

26/10/2016

Tiro incerto




Já comi o pão que o diabo amassou.
Já passei tantas coisas nesta vida que eu vou relembrar.
Já suportei tantas coisas e até já amei demais.
Andei por tantos caminhos e nem olhei pra trás.
Nesta vida de tudo eu já fiz um pouco, passei até fome e fiquei quase louco.
Meu corpo doeu de frio sem ter cobertor.
Já andei sozinho em meio a multidões.
Paguei pecados que nem cometi.
Já disse que vim e nem sei se estou.
E quase me acerto de tiros incertos e agora não sei pra onde ir.
De tudo fiz um pouco e até me guardei no espelho de minha próprias razões.
Já sentir tantas dores, sofri sem ter os amores.
Os acodes da vida e o cheirinho de terra ao amanhecer.
Eu sei que o que escrevo são coisas que me atrevo a não esquecer.
Por isso eu digo que tudo que passei me fez bem melhor.
Então vou correndo meus dias de graças escrevendo histórias de amar.


Compadre Robrielle