31/01/2016

Eco sistema

O homem poderá perguntar pela última gota d’água.
As última moléculas.
Sua última flor e último espinho.
Poderá sentir a falta da essência dela.
E do espetar do espinho.
Poderá ter sua casa reduzida a poucas paredes.
Ou parede nenhuma.
Poderá ouvir-se na solidão em sequidão e escuridão.
Seu eco tão vazio, seu sistema tão destruído.
Seus rios, seus plantios tão tristes...
Seu veneno.
Seu peixinho já sem sabor, sem alegria, em desovas inúteis.
Poderá um pássaro cabreiro morrer de frio ou de calor.
Poderemos não nos ter em nossas mãos.
Certamente a aflição.
E o ar de tão cinzento não aguentará e se derramará a qualquer tempo.
As queimadas, a destruição, a ambição que combinam o preço da expulsão.
E a vida!
Aflita ela pede salvação.

Robrielle



PENSAMENTO DO DIA: “Haverá o momento em que discurso e conteúdo terão que se alinhar a ações, assim teremos um Estado justo digno de seus propósitos.” (Nilson Ericeira)

30/01/2016

Amor presente



Todo fez que eu sinto você chegar, eu sei que é aqui é meu lugar.
Semeando amor e gratidão, tendo você no coração.
Toda fez que eu sinto o teu sorriso, posso crer no que preciso pra ser feliz.
Praticando coisas boas nesta vida e seguindo a estrada da bondade.
Abominando assim toda a maldade.
Mas que sinto amor presente, é sinal que você está mim mais uma vez pra dizer.
Quero esse amor e então viver comigo para sempre e ser o meu amigo.
Uma parceiro de todos os momento e multiplicar o amor presente.
Toda vez que vejo você sorrindo, reflete em mim o amor mais lindo.
É você que faz feliz assim, ao ponto de ter só você em mim.
E toda a vez que eu sinto amor presente, algo faz mais eloquente.
Ao ponto de preparar minha unção e sentir esse nosso amor no coração.
Eu desejo falar coisas tão belas para oferecer ao meu amor.
Para toda vez que eu sentir poder dizer que eu amo é você.
E quando meu coração sentir, me derramar em graças e me oferecer.
Mas quando outra vez esse riso lindo, eu preparar meu coração pra receber o amor que é hino.
E tantas vezes vou receber o que há melhor no meu coração.
O amor que transformo todos dos dias em unção. 

Robrielle

Capital social, dívida social


Resolvi escrever todos os dias já há algum tempo. O valor da minha escrita não é discutível e nem objeto de crítica, pois sei das minhas limitações (meus professores que o digam). Talvez por isso, insista em escrever impressões de vida e coisas do mundo. Mesmo assim, sei que não sou tão mais fraco do que os que já estão prontos, pois pretensiosamente não estudam, pois já se bastam. Autossuficiência é o começo e o fim de uma derrocada.
Este preâmbulo o fiz para confirmar que continuarei escrevendo artigos, cônicas, poesias e reflexões. Para que se possa entender, comecei a escrever sobre a vida de um jornalista, já fiz três artigos, mas não os publiquei. Dessa maneira, deixarei para publicar os artigos apenas aos sábados e domingos na íntegra no nosso blog: jornalistanilsonericeira.blogspot.com.br.
O artigo de hoje é sobre o capital social e a dívida social. Aqui cabem muitos questionamentos e começarei por um deles. Por que será que o Brasil não encontra seu rumo em relação as suas obrigações constitucionais em se tratando de políticas públicas? Por quê?
O Brasil amarga uma dívida social muito grande com seu povo. Não acumulou capital social e moral o suficientes para melhorar as principais áreas. A educação, a saúde e a segurança são exemplos de que estamos em déficit e já faz tempo. Algo acontece que não condiz com as ‘intenções’! Neste contexto, é inquestionável que a maioria dos políticos, se não têm consciência formada, mas têm discursos que vão ao encontro do entendimento do que deve ser feito’, porém, o que se ver, no entanto, é que estamos muito abaixo das expectativas ou do esperado. Aqui caberia a enumeração de fatores totalmente desassistidos e ou em situação aquém da dignidade.
Abro um parêntese para paradoxalmente discordar dos que afirmam que a segurança pública acumula a pior dívida, entendo, porém, que é na segurança que há o maior lastro acumulado da soma da negação de políticas públicas! Reservo-me o direito de discorrer do que todos somos vítimas: de um estado pária. E nem teria capacidade para tal. Nosso pensamento é, à vezes, estreito. Fico triste quando olho até jornalistas opinando sobre violência, adstritos apenas ao fato último (fato gerador) com se o governante gerasse aquilo em pouco meses de governo! A violência, com raríssimas exceções, será sempre uma consequência da negação de direitos. Mas como disse: estarei sempre em fase de aprendizado!
Mas é assim, não há que se negar alguns avanços pontuais, mas não podemos considerar paliativos como se fora política de governo, parece-me muito mais com política de cabresto.
Por não sermos um povo politicamente alfabetizado, amargamos um passivo em autonomia política e nosso jeito folclore de ser, remete-nos a acharmos que somos uns democratas. Vivemos num país livre e participamos do processo decisório. Com essa percepção, podemos até achar que os rombos apresentados midiaticamente foram praticados por todos nós! De repente passamos a tratar do ilusório. Outro dia, eu escutei uma senhora dizer: “eu nem sabia que a Petrobrás era minha”!
O Brasil, cercado de políticos desonestos por todos os lados, tem nos tornado uma ilha, ou melhor, um beco sem saídas.