20/10/2015

Poesia talhada

Poesia talhada, torta, molhada, defeituosa.
Teimosa teima em fingir.
Poesia que lasca, que lacrimeja, que deseja.
Poesia teimosa, faceira, sorrateira, insistente, demente.
Ela que mente e que sente, que finge e que se aflige.
É poesia!
A melhor hora do dia, quando o sol vai, quando vem.
Quando chega um novo dia!
Quando à noite some, ressona.
Oh poesia de lascar, poesia de amar.
Isto é mesmo uma sina!
Uma sina de molhar com o vento, se achar no tempo.
Poesia do amor de menino.
Do silêncio e do grito, do soluço e da aberração.
Poesia da indignação.
Poesia é mesmo uma enganação.
É o sofrimento preciso, gostoso, mas doloroso.
Essas poesias me deixam solidário e ao mesmo tempo no plural.
É a poesia das interpretações, das conjugações.
É enigma, é mistério mas é tudo que quero.
Um caminho, caminhos, escritas em pergaminhos.
Veias soltas do cérebro, devaneios, solidão.
Poesia é a fonte do amor no coração.

Robrielle

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