06/10/2015

Coração poente



No silêncio de meu ser procurei escutar meu coração.
Surgiu-me um vazio e logo percebi que não adiantava dissimular.
Resolvi travar um conversa com meu sentidos e mundos...
Desafiei meu eu a tantas coisas que algumas delas não abarco.
Caminhei a meu encontro e cruzei em muitos caminhos.
Senti dores da mesma forma que antes.
Debrucei-me sobre meu ser.
Estabeleci uma reflexão.
Às vezes me escondi de mim mesmo.
Fechei os olhos para o que não queria ver claramente.
Equidistante de mim, me puxei para mim.
Andei taciturno e vigilante de não sei o quê.
Acho que sou contraventor do amor.
A revelia de mim, escondo-me e me insurjo e letras sem prestígio.
São poemas que apelidei chamá-los para alimentar o meu coração pedinte.
Agora mesmo ressono em abjeções e sinto pela ausência de uma parte de mim que vaga em desesperança.
E insisto a me alimentar do que me angustia.
E você indiferente a mim, só me ver na aparição da minha sombra.
É como se o sol fosse e viesse produzir miragens.
Mas assim sigo entretendo o meu ego com o que estabeleço com meio e fim de mim mesmo.
E quem sabe não me encontro em mim mesmo numa dessas esquinas de que produzo.
Ou mesmo nas letras insistentes de um coração poente.

Robrielle

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