21/10/2015

CONFISSÕES



Em errantes caminhos em descaminhos sem ter voz e nem vez.
Berrante meu coração agoniza de dor.
Sufocante peço súplica de amor.
Mesmo assim sou teu no teu caminho e encontro.
Sou abraço que falta para te aquecer.
Sou o frio que te toca e o vento que de ti sopra.
Sou um furacão em larvas.
Coração fervente, de amor carente.
E assim, errante, suplicante, contagiante...
Sigo a estrada do nada feito, nada dito, nada escutado, nada transmitido.
Um metido a amante, mas agonizante em erros e acertos.
Medíocre em análises e autoanálises tão confusas.
Quanto esta e o mundo onde devaneio.
Um mundo que alienei em mim como comparsa.
Mas não tenho pressa de me entender.

Robrielle

Nenhum comentário:

Postar um comentário