09/05/2015

TOQUE DE PRIMEIRA NOS CAMPOS DE PELADA DE ARARI



Arari no passado foi muito importante no cenário esportivo. Seleções de vários lugares enfrentavam a nossa seleção, formada por jogadores da casa e alguns vindos de outros municípios. A seleção da cidade de Codó era a que mais sofria quando enfrentava o nosso time, perdia todas, era só marcar o local, em Arari ou Codó. Nos jogos pelo intermunicipal, era o nosso maior freguês. A seleção de Chapadinha era o nosso grande jogo, pois era formada por jogadores de alto nível: Boas Lamas era o seu grande craque.
Nas tardeA de domingo, a nossa cidade se enfeitava para os jogos no estádio Santos Dumont, hoje onde funciona o colégio Cema e a Fundação Cultural de Arari, até aí tudo bem, mas nos dias de jogos, a banda de música e a expectativa com o campo lotado. É verdade que era cercado de talos de palmeira, mas tudo era de primeira e todo fechado. Fechado de saudade!
Quando o Santos Dumont foi destruído, começou para os peladeiros, o fim de revelação de nossos craques, os campos de pelada foram sumindo juntamente com o Santos Dumont, o pátio de Zé Ericeira e senhor Alexandre foram engolidos pela erosão e pelas construções, o pátio de Tia Rozinha, famosa pelas peladas de grande porte, sumiu com a queda do pé de figueira,que enfeitava a rua da franca. O pátio de Tonico Santos deu lugar ao banco e ao fórum, na Rua da Beira tradicional em revelar talentos, iguais a Manoel Bilhete e Eider sumiu com a chegada do ‘progresso’. Na Franca, o Santa Lucilha desapareceu com a chegada de moradores vindo da zona rural, expulsos por fazendeiros. No Carne Seca tínhamos dois campos de pelada,um na porta de João Pedro e outro mais distante,engolido por um posto de gasolina. Tínhamos o Campo do Cocal, famoso e tradicional para a meninada do bairro Botafogo, sumiu. No Perimirim, o  Estádio Piranguira , palco de memoráveis jogos, Barreiros, Bomfim,  Sitio, era uma festa só. Grande craques se foram naquela época de ouro: quem não se lembra do maior craque de Arari? Neto de Leu! Craque, driblador, mascarado, foi jogar até no time da capital. Raimundinho, Marinaldo, Ademar, Baca, o nosso grande goleiro, Antonio Raimundo, Marcianinho, Zé Raimundo Cabeção, Chico Tufu, Manoel Milhão, Elias de Zé Ericeira, João Foguete, Cabo de Guerra, O Mão Santa, e tantos outros formados no nosso campos de pelada.
A meninada de hoje não tem mais esse campos de pelada, joga nas calçadas, nas ruas cobertas pelo asfalto. Tudo acabou, mas nos povoados, como BAMBURAL, GANCHO,MATA,MORADA NOVA, MOITAS, ainda se encontra bons campos,que aos domingos enchem de alegria os moradores.
O estádio recém inaugurado com o nome de Santo Figueredo, um grande incentivador do esporte e grande ídolo do passado, nos dar um alento, de bem dirigido pelo poder publico, possamos reeguer o nosso futebol.

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