28/02/2013

Palavras mudas...




Não me lembro ter morrido alguma vez, hoje senti a sensação da morte. Faltou-me ar, as palavras não saiam... Meu Deus! Logo eu que não me imagino sem palavras, faltou-me ar. Nunca me imaginara assim.
Entendo que tudo vale apena, mesmo quando é pela dor. Um dia quem sabe não precisarei me sufocar em mim mesmo e nem e nem me encher de palavras e deixá-las livres para dizer. Um único dizer. Dizeres em frases cabidas...
Hoje viajei em mim como em dias turvos de escuridão. Ocultei-me, machuquei-me. Enchi-me de um vazio sufocante. Na minha frente mesmo que flores se abrissem, pétalas caíram, não me alegrei de mim. Nunca me imaginei fugindo do tempo, calando a minha voz, secando a garganta.
Eu sei que este dia que ainda não passei jamais passará. Com algumas células mortas a mais sigo mudo, gélido tentando palavras e me enchendo de mim.  Hoje me reduzir em mim e maltratei meu ser. E antes que novamente me falte ar e faleça minha expressão, despeço-me da rosa antes que eu a machuque mais.

ARARI RENOVA CONVÊNIO COM A UEMA

O prefeito de Arari, Djalma Melo, renova convênio com a UEMA. O convênio entre a Prefeitura de Arari e a Uema foi assinado pelo prefeito de Arari e pelo reitor da Uema, professor José Augusto Oliveira.
Também estavam presentes prefeitos dos outros pólos da Universidade Estadual do Maranhão acompanhados dos secretários municipais de educação.
O que significa – Trata-se da renovação do convênio com a universidade, para continuidade do polo de Ensino Superior de Arari, onde são ofertados cursos do Programa Darcy Ribeiro (UEMA), da Universidade Aberta do Brasil (UAB) e do Instituto Federal (IFMA).
“O polo de Ensino Superior de Arari é uma das maiores iniciativas educacionais do município nos últimos tempos e a garantia de formação superior para boa parte de nossos jovens, que sem a continuidade do polo ficariam privados ou teria dificuldades em cursar uma faculdade ou um curso de pós-graduação fora do município” – destacou Djalma Melo.

26/02/2013

Por que a vida é feita de perguntas?



Este texto é o mínimo uma pergunta: por quê? Mas por que os homens são tão desiguais. E tantos porquês não respondidos. Por que muitos ainda morrem de fome orgânica e inanição? Por que tanta injustiça? Por que tantas fomes? Talvez os porquês de tudo isso esteja numa única palavra: egoísmo.
Eu mesmo não tenho me correspondido às chamadas da minha consciência e nem sei se o que faço é digno de algum porquê. Por que tanta falácia, descrença, catástrofes? Porque mentir e prejudicar? Os porquês do falsário ou falso são instrumes da sua matéria putrefática, e de caráter comprometido.
Eu sei que a vida é feita de perguntas e muitas delas não serão respondidas. Desde que o dia vem o sol se vai, indagações nos tomam conta. Nossas relações familiares, escolares, de vizinhança e com a sociedade. E os porquês estão em tudo que nos cerca, que nos consome, e no que desejamos.
Por que a bomba de gás? Por que atômica? Por que atônitos homens preferem a ela? Por quê? Porquês! Por que usar o ombro do outro para subir? Por que trair? Por que fingir? Por que amar? Por que matar, destruir? Porquês!
E segue a vida embalada e respaldada em por quês tão nítidos quanto os tão implícitos. O porquê da dor outro não é sentida porque a indiferença não permite. Mas por quê?
Mesmo assim prefiro que muitos porquês ainda me surjam e eu possa viver eternamente fazendo perguntas. Desculpem-me se piorei tanto meu texto assim, mas me permitam fazer a última pergunta: por que você leu?
Nilson de Jesus Sousa (Nilson Ericeira)

25/02/2013

O Ser

A essência do Ser está comigo.
O amor está comigo.
O ser está em mim.
Eu sou o ser.
A vida.
A felicidade.
O mundo.
E a transcendência dele.
Eu sou as palavras livres.
E as que calam também.
Eu sou o Filho e o Pai.
Gênese de todas as coisas.
O riso e o vento que o leva.
Eu sou de quem o fez.
E para onde vai.
Eu sou o destino.
A parte.
O Fragmento e todo.
Eu sou o feio e o belo.
Eu sou o bem.
A beleza e as essências.
Os jasmins.
De todos os gostos.
Eu sou a Terra.
A rocha.
E tempo que o vento levou.
Eu sou a brisa.
O quente, o morno.
E o frio.
Em todas as estações.
Eu sou o caminho na direção certa.
Numa única direção.
Ao caminho da Luz.
Junto ao Pai.
Eu sou a vida de todos.
E o habitat.
Eu sou sangue.
Mas também sou a essência dele.
Sou o pulsar da vida.
E a minha também.
Eu sou Jesus Cristo.

Nilson Ericeira
Robrielle

24/02/2013

O HOMEM BOM E A ORAÇÃO DE JUDAS



Deus nos ensina que cada vez devemos amar uns aos outros como Ele nos tem amado. Assim devemos agir: despojando-nos de quaisquer sentimentos e ressentimentos que não sejam de amor e de agregação.
Não devemos, pois, guardar ressentimentos, cumular dívidas de raivas ou de ojerizas, mesmo que estas nos tenham trago prejuízos. Deus não se agrada dos que não sabem perdoar, que não se permitem amar os seus irmãos, mesmo e principalmente nas suas diferenças. Já disse em outras reflexões, que perdoar não é fácil, pois de um exercício dos que amam e têm Deus no coração passam a ser o verdadeiro sentido de nossas vidas.
Ainda nesta mesma falação introspectiva, reafirmo a minha intenção e prática de não guardar pessoas por quaisquer e mais graves que sejam os problemas. Admiro-me e ao mesmo tempo me espanto dos que sorriem mesmo que sejam ventos sobrados da maldição de bocas mal-ditas (grifo próprio); admiro-me ainda, dos que beijam da mesma forma que Judas fizera. E quem disse que ele estava distante de Jesus? As diferenças é que Jesus sabe e sabia quem lhe iria trair e nós, simples mortais, cuja matéria decompõe-se em frações de tempo, não sabemos, muitas vezes até reconhecemos o Judas como um dos nossos amigos...
Mesmo assim, perdoar quem maquina contra nós é uma tarefa para ser digerida em nossos corações sem taquicardias, vômitos, rancores... Escrevo para os que assim como eu, acreditam em Deus e não se sentem prontos em nada (auto-suficientes), pois sabem, assim como eu, que nossa vida pertence a Deus, somente. Estas linhas são também para os que perdoam e os que estão aprendendo a aceitar as diferenças mesmo as daqueles que nos têm como inimigos, mesmo que razões óbvias não existam. Enfim: Deus perdoa. Deus é generoso... Conhecer Deus é uma condição única e pessoal.
Então, eu lhes convido: vamos pensar juntos? ...!!! Será que o ódio é antídoto ou provoca doenças? A inveja é uma regressão ao tribalismo? Qual a formação que se podemos repassar aos nossos semelhantes, mesmo e principalmente os das nossas entranhas, quando carregamos as pessoas? O invejoso alcança real felicidade? E poderíamos fazer indagações, pois a vida é feita de perguntas!
E vai o último bloco de texto: abra seu coração para amar, para acolher os que precisam de ajudas, fuja do egoísmo vaidoso que o seu umbigo está lhe proporcionando. Não somos melhores que ninguém. Vamos nos enxergar primeiro e, em agindo assim, enxergar o mundo, ou melhor, os mundos. Existe muita gente realmente precisando de nossa contribuição.
Que Deus não nos permita ser Judas mesmo que inconscientemente. Doenças da alma só podem ser curadas com amor. Quem não tem Deus no coração sempre será uma matéria vazia em si própria.
Eu já escutei uma pessoa dizer que não era feliz porque era invejosa. Achei aquilo de uma grandeza enorme. Disse mais: “me livrei de um peso enorme”. A inveja só sai de nós com efetiva mudança de atitude.  Ah, antes que eu me esqueça,  ninguém é obrigado a ter a mesma minha opinião, por isso que a liberdade existe.

23/02/2013

Flor menina!



Flor menina!
Ainda flor menina
Com espinhos
Conheceu o que ninguém a ensinou
Ainda flor menina
Floresceu entre os iguais
Desprezou canteiros e jardins
E não regou Amor...
Mas num dia sombrio
Calmamente murchou
Murchou em mim
Restou: apenas solidão...
O que era essência
Agora, é antiga dor
Angústias, apenas...
Agora nem cabe neste canteiro de ilusões.

*Este poema está sendo republicado.

Nilson Ericeira
Robrielle




22/02/2013

AVISA LÁ QUE ARARI É SEDE DE FORMAÇÃO EM EDUCAÇÃO INFANTIL




 ARARI, CIDADE DA BAIXADA MARANHENSE, CONHECIDA COMO A CIDADE DA MELANCIA E DA POROROCA, E QUE É REFERÊNCIA EM GRANDES VULTOS DA INTELECTUALIDADE MARANHENSE, POR DOIS DIAS É A CAPITAL DA BAIXADA EM RELAÇÃO À EDUCAÇÃO INFANTIL, VISTO QUE ACONTECE NESTE MUNICÍPIO, O ENCONTRO DE GESTORES DA EDUCAÇÃO DA BAIXADA MARANHENSE.
DURANTE TRÊS DIAS, AS ONGs FORMAÇÃO E INTITUTO AVISALÁ TROUXERAM AS DICUSSÕES DA EDUCAÇÃO INFANTIL PARA A CIDADE DE ARARI.
REPRESENTANTES DOS SECRETÁRIOS DA EDUCAÇÃO DE VÁRIOS MUNICÍPIOS DA BAIXADA MARANHESE, SECRETÁRIOS DE EDUCAÇÃO, PROFESSORES, GESTORES, SUPERVISORES E OUTROS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO, TROCAM EXPERIÊNCIAS, LEVANTAM DIAGNÓSTICOS, APONTAM SOLUÇÕES PARA OS PROBLEMAS DOS MUNICÍPIOS DA BAIXADA MARANHENSE NESSA MODALIDADE DE ENSINO.
ONTEM, 21 DE FEVEREIRO, ACONTECEU À ABERTURA DO EVENTO NA CASA DO PROFESSOR, QUANDO O SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO DE ARARI, NILSON DE JESUS SOUSA (NILSON ERICEIRA) DISSE AOS BAIXADEIROS QUE AVISASSEM LÁ QUE ARARI ABRAÇAVA TODOS OS MUNÍCIPIOS DA BAIXADA MARANHENSE. “SINTAM-SE ABRAÇADOS PELO POVO DE ARARI”, ENFATIZOU.
TRATA-SE DE UM ENCONTRO INÉDITO NA EDUCAÇÃO DE ARARI. É A PRIMEIRA VEZ QUE ARARI É SEDE DE UM ENCONTRO DESSE NÍVEL, NO SENDIDO DE QUE SECRETÁRIOS DE EDUCAÇÃO DA BAIXADA MARANHENSE ENCONTREM SOLUÇÕES PARA OS PROBLEMAS DA EDUCAÇÃO INFANTIL.
LEMBRANDO QUE O ENCONTRO É UMA INICIATIVA DO INSTITUTO AVISA LÁ E DA ONG FORMAÇÃO QUE CONTA COM O TOTAL APOIO DA PREFEITURA MUNICIPAL DE ARARI, POR MEIO DA SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO. 

20/02/2013

Esse olhar, olhares: nos outros olhares precisos



Por que os olhos dizem.
Enxergam outros olhos.
Encontra-se com outros olhos, olhares
Compartilham de uma missão!
Porque nossos olhos, olhares, palavras...
E por que não falamos e dizemos, dissemos, compenetrações.
E que face que guarda sentidos, olhares, palavras, mundos.
E se nos meus olhos pusestes outros olhares e não dissestes, ensinou-me
Compenetrações...
E você não disse, disse-me tudo, olhou, olhares em gestos de amar...
E tantas palavras, sentidos, mundos, interações.
E nesse novo jeito de dizer, colhi amor!
E alguém veio para escutar, responder sem falar,
Apenas no olhar ensinou.
E que esses gestos nos dominem dos sentidos do amor.
E de face transmissoras de sentidos continuou a dizer, escrever...
Fazer, decifrar.
Há algo no olhar, me perdi procurando respostas, mas elas estão bem perto de nós: nos outros olhares precisos.
Nilson Ericeira
Robrielle